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    sábado, novembro 04, 2006
    O retrato de um geração através da música: o New Metal.



    Mesmo sob o medo da Guera Fria, os anos 80 foram uma festa na maior parte do mundo... E nos anos 90, o mundo sentiu que a alienação das festas não os levaria a lugar nenhum; e a depressão atingiu o mundo, tanto na cultura, quanto nas mentes juvenis. Primeiramente, o mundo veio a conhecer o Grunge, vindo dos Estados Unidos, um rock arrastado e triste. E depois, no mesmo país, iria surgir o New Metal.

    As barreiras da música rock/metal começavam a quebrar-se quando artistas como Aerosmith e Anthrax gravaram os primeiros rap-rocks da história junto com os hip-hoppers Run DMC e Public Enemy (parindo as músicas "Walk This Way" em sua segunda versão e "Bring The Noise", respectivamente). Ao mesmo tempo, bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith No More usavam o rock como base de fusão de vários elementos. Outras bandas, como Helmet, Primus e Tool transpassavam limites ao fazer do Heavy Metal uma música experimental, onde elementos como andamentos quebrados não podiam ser experimentados a princípio dentro do ortodoxo som que o Heavy Metal estava tornando-se. O lançamento do álbum "Roots", do Sepultura, trouxe um novo conceito de thrash metal com música tribal, nunca visto até então.


    Os Estados Unidos é um país que já deixou de ser a "terra das oportunidades" há muito tempo. Não apenas pelo alto índice de criminalidade, mas a própria cultura violenta a qual são expostos, de ser sempre o melhor e sempre o primeiro, degradou mentalmente a nação. Assuntos como drogas pesadas, bullying, depressão, ódio, frustração começaram a fazer parte do cotidiano de milhares de jovens.

    É aquela coisa do sonho americano se desfazendo na cabeça das pessoas. As histórias folclóricas das bandas de Heavy Metal, o hedonismo do Glam Rock e o discurso político do Punk/Hardcore e do Thrash Metal deixaram de ser os interesses dos jovens. Tantas letras sobre histórias ilusórias, orgias incessantes e críticas ao governo não serviam mais como porta-vozes de uma geração desesperada, que guardava dentro de si uma raiva imensa e crescente.

    Acredita-se que as primeiras bandas a serem consideradas "new metal" perante a mídia foram o Deftones e o KoRn. Outras bandas contemporâneas a eles, como Snot e Coal Chamber eram tratadas como metal alternativo. A crítica especializada cunhou o termo ao ver que as bandas se utilizavam de música pesada misturada a outros ritmos.

    O conceito sonoro de "música experimental" do New Metal deu origem às mais variadas bandas, que não obedeciam ao "padrão metal de fazer música". Tal qual um 'dadaísmo musical', eles desconstruíam as mais variadas influências para modelar de novo à sua preferência. Enquanto algumas bandas usavam da mistura de rap e thrash metal, outras agregavam elementos eletrônicos, com influência direta de industrial. Há ainda os que traziam até suas músicas elementos regionais.

    Tornou-se estranho ver o New como um novo tipo de Metal, pois, excetuando as influências pesadas em suas músicas, a lírica, os climas passados e o visual tendiam para um lado Hardcore ou Grunge, do que as roupas espalhafatosas e letras históricas, e a sonoridade tecnicamente perfeita e bonita do Heavy Metal. Eles não se importavam se suas músicas pareciam grandes confusões sonoras, ou que não fossem difíceis feito um Heavy Metal - o principal, nessas bandas, era a mensagem. Poucas bandas expuseram tanto todas as facetas de seus sentimentos tal qual KoRn, Deftones e companheiros de estilo o fizeram.

    Photobucket - Video and Image Hosting

    Infelizmente, bandas como P.O.D., Limp Bizkit (uma banda com uma atitude mais ‘gangsta rap’ o possível...), Adema, 12 Stones e outras foram na onda dessas outras bandas durante o grande período de exposição das mesmas e apareceram ao mundo com um som razoavelmente pesado, repartindo partes agitadas e calmas, mas que liricamente não transmitiam aos jovens os reais propósitos do New Metal: que a geração dos 90's e 00's estava sofrendo. E não iriam ficar quietas por muito tempo.

    E de fato, não ficou parada. Quando se pensou que o New Metal era apenas um estilo que logo morreria, surgiu a segunda corrente do estilo, guiada por bandas como Linkin Park, Slipknot, Mudvayne, Otep, Ill Niño, etc. Algumas bandas traziam um som mais pesado do que se costumava ver no new metal (exemplo do Mudvayne, Slipknot e do Otep), e outras tornavam a sonoridade do estilo mais acessível, injetando melodias com apelo mais comerciais em sua música, mas sem perder a mensagem original (exemplo do Linkin Park).

    À medida que o estilo foi sumindo dos holofotes da mídia, as cópias sumiram assim como surgiram. Outras que apresentavam influências de thrash metal resolveram assumir esse lado de vez (como o Chimaira e o Otep, e o Devildriver, que surgiu das cinzas do Coal Chamber). Outras se mantiveram dentro do estilo New Metal e lançando novos álbuns, que se não vendiam mais como antigamente, ainda fazem grande sucesso entre seus fãs - caso do KoRn - ou alcançando um público cada vez maior - caso do Slipknot e Linkin Park. Fazendo jus ao estilo, não se prendem a fórmulas e lugares comuns.

    Na visão de fãs mais ortodoxos de Heavy Metal, surgiu uma grande tendência a chamar qualquer banda que pratique sons diferentes do usual de "New Metal". Caso do Evanescence, famosa banda que funde elementos de gótico, heavy, eletrônica e pop em seu som, muitas vezes confundida com new metal devido ao seu principal hit ("Bring Me To Life") conter um convidado que canta linhas vocais realmente parecidas com rap (que se torna um motivo perfeito para acusarem de 'New Metal'). A outra é o System Of A Down, banda que segue os passos do Faith No More no que se trata em fusão de influências estranhas, mas que aborda temas distantes do New Metal (política, principalmente).

    No Brasil, o New Metal é um estilo de pouco destaque. Quase todas as bandas ficaram presas à cena underground, e a única que conseguiu algum destaque foi o Chipset Zero, que ano passado (2005) tocou com grandes bandas do thrash nacional (Sepultura e Korzus) e o Slipknot.

    Qual será o próximo passo do new metal? O negócio é: ninguém sabe. Provavelmente, continuará a quebrar barreiras e propor fusões nunca imaginadas. Lembra do citado ‘dadaísmo musical’? O new metal foi um dos estilos que mais ensinou ao mundo que a visão musical não tem limites. Basta tirar o que está tapando.

    Photobucket - Video and Image Hosting

    Para entender e conhecer o New Metal, é recomendável ouvir:

    KoRn - Untouchables

    Slipknot - Iowa

    Otep - House Of Secrets

    Deftones - White Pony

    Ill Niño - Confession

    Linkin Park - Hybrid Theory

    Mudvayne - LD.50

    Marcadores:

    posted by billy shears at 9:40 PM

    11 Comments:

    Anonymous Louie disse:

    Capitalism had sold my heroes.

    11:32 PM  
    Anonymous guilherme disse:

    Ta de parabén Ber, ficou genial a mensagem passada \m/

    11:33 PM  
    Anonymous FeK disse:

    Mandou bem demais!

    1:18 AM  
    Anonymous CESAR disse:

    ficou mto foda..

    New Metal eh demais!! =DD

    1:22 AM  
    Anonymous Mrs. Giulia Wonka [Korn] disse:

    fko bm afude msmo!

    tlvz assim algm intenda...

    mto bom, parabens!

    heh...

    teh mais...

    1:43 AM  
    Blogger Willie The Pimp disse:

    Creio que o New Metal perdeu bastante do seu potêncial.

    A proposta de fazer algo de novo já é meio rara e hoje o que temos é um cenário saturado.

    Já em outra questão...

    Sou um dos que consideram o criador do New Metal não o Korn, mas sim o Faith No More, e incluio também os já citados Tool, Helmet e Primus.

    E, ao incluir estas bandas, não poderia deixar de destacar outros discos para 'entender e conhecer o New Metal' (se me permite usar seu prórpio termo...), além dos já citados KoRn e Deftones.

    Seriam estes:

    Faith No More - Angel Dust
    Tool - Lateralus
    Helmet - Meantime
    Primus - Frizzle Fry

    5:16 AM  
    Anonymous kenji_shinoda disse:

    adorei
    valeu x)

    8:04 AM  
    Blogger Carmem Luisa disse:

    O cenário da última década veio deixando os jovens depressivos, irritados e cansados. Para quem pensava que toda a rebeldia e o idelismo gerados pelo rock iriam morrer, se enganou. O New veio com experimentalismos e consegue se manter até hoje, contando história e presenciando a vida dos jovens.

    3:09 PM  
    Blogger Walrus disse:

    apesar da mensagem bonitinha ae, New Metal é meu ovo |:

    6:28 AM  
    Anonymous Diogo_ KoRn disse:

    F O D A

    Algo diferente..que não tem obrigação ser rotulado ou acha importante ser Metal ou não.
    Letras com ideologia e com alma.
    Sonoridade que tem valor e não futilidade como de outros estilos por ai.
    Esse e o " New Metal" que mudou minha vida..e acho que de muitas pessoas tambem.
    Parabens,..belissíma resenha !!!

    xD

    8:13 PM  
    Anonymous Gui disse:

    Opa!
    ficou mto legal tudo q foi escrito, principalmente a abordagem politico social da época nos EUA ... mas está longe de ser uma análise "overall" e musical, e é mto mais puxado pras preferencias pessoais do escritor ...
    Lembrando q a contribuição e importancia do Faith No More pro movimento new metal, é infinitamente maior q essa simples passagem do texto "Faith No More no que se trata em fusão de influências estranhas, mas que aborda temas distantes do New Metal (política, principalmente)"

    O Faith No More e suas experimentações, mais particularmente, as de Mike Patton, por sí só, ja mereceriam um texto ainda maior q esse, para tentar ao menos, explicar uma parte de sua influencia pro New Metal...

    Como ja disseram ae, Korn ta longe de ser o pai do estilo ... e se há alguma banda cotada para isso, nada antes nem depois de Faith No More!

    A proposito .. parabéns pelo trampo ae!

    7:48 PM  

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