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    sábado, janeiro 13, 2007
    The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced?


    Há 40 anos atrás, Seattle teve sua primeira estrela do rock. Um jovem guitarrista assustou toda a comunidade musical da época. James Marshall Hendrix mostrou a todos que o Rock And Roll não havia sido tomado definitivamente por garotos brancos ingleses ou americanos. Os negros ainda sabiam fazê-lo, e muito bem, diga-se de passagem. Um garoto que foi dispensado do exército por fraturar o joelho e alegar estar apaixonado por outro soldado e abandonou a escola impressionou gente como um dos pioneiros do rock Little Richard, o baixista do The Animals Chas Chandler e o músico de jazz Miles Davis e fez com que guitarristas como Eric Clapton, Jeff Beck, B.B. King, Pete Townshend e Jimmy Page considerarem como deveriam tocar seus instrumentos. E o mais incomum dessa história toda era o fato de Hendrix ser autodidata e canhoto.

    Com o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding, Jimi Hendrix formou o The Jimi Hendrix Experience e pariu pelo menos três discos seminais: o disco desta resenha, "Are You Experienced?", "Axis: Bold As Love" e "Electric Ladyland" entre '67 e '68 (atente que Jimi, em curtos cinco anos de carreira, em uma produtividade assustadora, liberou cinco discos - três com o Experience e dois com a Band Of Gypsys, todos, obrigatórios e/ou altamente recomendáveis). A mistura de blues, psicodelia, rock and roll e distorção mostrou-se fundamental para que na década de '70 surgissem o Hard Rock e o Heavy Metal. Sem falar em sua consagração em festivais, como o de Monterey - onde ele eternizou sua imagem pondo fogo em sua guitarra e em Woodstock - onde ele tocou uma versão do hino nacional norte-americano e inovou ao simular sons de guerra tais quais como metralhadoras e bombas com sua guitarra, em protesto à guerra do Vietnã. Com o leitor do Dangerous Music e Jimi Hendrix devidamente apresentados, vamos então cair de cabeça em "Are You Experienced?".

    O álbum é iniciado por "Foxy Lady", onde um dos riffs de guitarra mais conhecidos soma-se a uma cozinha cheia de groove, resultando em uma das músicas mais sexys de todos os tempos. Até na letra Jimi ousa cantando "Eu estou querendo te levar para casa, yeah/Não te causarei nenhum mal/você tinha que ser toda minha, toda minha/ohh garota sexy", onde até esse ponto não se ia muito além do romance adolescente ou da dor de cotovelo. As paradas instrumentais deixam marcas indeléveis na mente, assim como os vocais animalescos.

    E não pense você que acabou. "Manic Depression" é outra marca registrada desse mestre da guitarra, sua levada contagiante e os pratos estalando deixam qualquer um hipnotizado. O riff tem uma sonoridade um tanto inusitada, assim como seu gritante e distorcido solo. Em vocais frenéticos como sempre, Jimi fala de uma depressão que tomou conta dele, causada por uma mulher. Doidaraça demais até para os dias de hoje.

    "Red House" mostra-se mais lenta, com uma levada deliciosamente bluesy, com o baixo tendo um importante destaque na música, ao construir uma base sólida, marcante e presente para que a guitarra de Jimi voe alto, em um solo literalmente chapante. A letra, apesar de em sua maioria ser triste, falando sobre ser abandonado por uma garota, é encerrada com os versos "Se o meu amor não me ama mais/eu sei que a irmã dela vai".

    A pancada volta em "Can You See Me", com a bateria pegando fogo e progressões e retrações guitarreiras que invadem seus tímpanos de forma impressionante. Tanto o riff cortante e inusitado quanto o chapante solo deixam o ouvinte extasiado com tamanha boa música. Na letra, Jimi chama sua garota e pede que ela preste atenção na música que ele está tocando e nas lágrimas que ele está derramando, em um refrão extremamente empolgante.

    "Love Or Confusion" traz uma guitarra mais melódica e uma levada mais lenta, além de outra ótima performance de Noel Redding. Mas como sempre, mesmo Mitch e Noel sendo ótimos músicos para a época, Jimi rouba a cena. Sua levada de guitarra totalmente imprevisível soma-se a vocais animalescos e uma letra se Jimi perguntanndo se ele está amando ou se apenas está confuso.

    A próxima, "I Don't Live Today" tem uma ótima, repetida e inusitada parte percussiva, enquanto a guitarra destila os sons mais inusitados e lisérgicos. Até tudo pesar no refrão, com a guitarra ganhando intensidade e peso, ajudada pelas vociferações inebriantes de Hendrix. A letra mais existencial até agora, com Jimi perguntando se ele estaria vivo no dia seguinte ou não, e ele diz que simplesmente não sabe, pois não vive os dias de hoje. O que o final tem de confuso também tem de alucinógeno.

    A sétima música "May This Be Love" tem contornos lentos e viajantes, começando leve e ganhando força percussiva enquanto a música transcorre. A letra também é viajante, apesar de falar de amor, está cheia de metáforas. O solo que Jimi imprime a canção, apesar de simples, é bem sentimental e marcante. Linda, louca e lisérgica.

    E agora temos pancadaria da boa. "Fire"! Dudivdo que alguém resista ao seu riff rápido e sua cozinha intensa, com a guitarra surgindo ao final de cada frase de Hendrix, que diz estar queimando de desejo, com Noel e Mitch gritando "deixe-me permanecer dentro do seu fogo", em um dos mais contagiantes refrãos que a história da música já teve. O solo é literalmente debulhante, deixa até o mais insensível coração de pedra pegando fogo!

    E Jimi resolve mostrar todo o seu lado psicodélico em "Third Stone From The Sun", com uma voz distorcida iniciando a música enquanto a guitarra inicia uma levada sideral. Com o tempo, o instrumental começa a crescer em força, compartilhando espaço com falas e ruídos imprevisíveis, chapantes e até meio soturnos. Quase sete minutos de pura imprevisibilidade musical. Cuidado para não ter alucinações quando a música acabar... Sei lá, nunca se sabe...

    "Remember" é uma balada deliciosamente grooveada, com a banda tendo uma ótima performance instrumental, dando à música um teor pop interessantíssimo e altamente desgustável, com a letra girando em torno de amor, felicidade e hipponguices em geral. Ao passar da música, a guitarra torna-se cada vez mais elétrica, fazendo dessa música uma balada um tanto quanto diferente, com um toque chapante e distorcido.

    E enfim, chegamos a última música, a faixa-título "Are You Experienced?". Começando com ruídos estranhos, a música mostra, só para variar um pouquinho, OUTRA levada impressionante de Jimi. Riffs, solos e levadas que você não encontrava em mais nenhum disco da época. Unindo a psicodelia que alcançava o showbiz com as distorções que ainda habitavam o submundo. E mais uma vez, o sem-vergonha Jimi dispara uma letra cheia de segundos e terceiros sentidos. O solo é um dos mais delirantes que alguém pode se dar ao prazer de ouvir.

    E isso era só o começo! Nos quatro discos seguintes, o garoto negro de sangue cherokee, morto aos 27 anos, continuaria surpreendendo a todos com uma música literalmente fora de órbita. Fez escola ao desenvolver o uso da alavanca e do wah-wah, elementos esses apresentados por Frank Zappa à Jimi e dominado com facilidade pelo mesmo, e ao utilizar distorções, solos e riffs que mostraram que o guitarrista deveria ser uma das figuras de maior destaque dentro de uma banda. É incrível acreditar que esse disco tenha quarenta anos, pois ainda transborda jovialidade - nas letras e na música, que não envelheceu um ano sequer. Isso que é música atemporal. Se você começou a ouvir rock, esse disco é mais do que necessário de se ouvir. Se você ama rock, com certeza esse disco está na sua coleção. E, se não tem nunca ouviu, não tem, e nem sente a mínima vontade de adquirir ou escutar, algo está terrivelmente errado. Procure a loja de discos mais próxima e implore ao vendedor. Por um simples motivo: se você passar por essa vida sem nunca ter ouvido Jimi Hendrix, ou você nasceu surdo, ou você foi um dos caras mais azarados que pisaram no nosso velho planetinha...

    Marcadores:

    posted by billy shears at 2:26 AM

    10 Comments:

    Anonymous sam disse:

    Até onde eu lembro, eu tenho cd do Hendrix.
    ESSE PRETO TOCA MUITO, NIGGA'!
    ENFIM, FOXY LADY É FODA
    \m/
    ;@

    4:41 AM  
    Anonymous gabriel disse:

    Obra obrigatória.

    5:00 PM  
    Blogger Luden disse:

    Concordo com Gabriel, Hendrix é obrigatório até pro mendigo daqui da esquina

    5:02 PM  
    Blogger natália; disse:

    boa bêr.

    isso sim é rooccckk, e esse disco é completamente foda. e concordo contigo: não parece que tudo isso aconteceu a 40 anos atrás.

    foda foda foda.

    let me stand next to your fire

    6:44 PM  
    Anonymous Dessa disse:

    esse cara é foda!
    e pensar que meses atras eu nunca tinha ouvido nenhuma musica dele x.x


    ainda bem q hoje sou uma outra pessoa!
    UHAUAHUAH

    :*

    8:59 PM  
    Blogger Carmem Luisa disse:

    Jimi rouba a cena de todo mundo com sua impressionante guitarra. É psicodelismo, felicidade, êxtase, arrebatando qualquer um que pense em não gostar desse som viciante e cheio de más intenções.

    9:33 PM  
    Blogger cheeky disse:

    seattle é O lugar e jimi é O cara ;]

    3:23 PM  
    Anonymous Amanda disse:

    Seattle é um lugar realmente foda.
    Hendrix um puta cara inspirador de muitos,inclusive eu ^^

    8:39 PM  
    Blogger natália; disse:

    2 anos de blog :D

    parabéns rapazes, que continuem assim por mais anos e anos...

    =D

    6:58 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    Fica até chato falar do Hendrix. O que falar de um cara desses? Que ele tocava guitarra maravilhosamente bem? Que ele revolucionou o rock? Que o nome dele está marcado na música para sempre?

    Hendrix é o Hendrix. Ponto final.

    Abraços,
    Luis
    http://luismilanese.wordpress.com

    9:20 PM  

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