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    domingo, dezembro 24, 2006
    Motörhead - Kiss Of Death


    Caros leitores, tenho o prazer de lhes comunicar em plena véspera de Natal que Papai Noel é o cacete... Os mais chegados em guitarras pesadas e som rápido sabem que o verdadeiro bom velhinho prefere preto a vermelho, usa chapéu de cowboy e não gorro, tem uma eterna verruga na cara e não atende pelo nome de Santa Claus, e sim de Lemmy Kilmister. E todo ano brinda quem se comportou bem no ponto de vista dele (ou seja, enchendo a cara, arrumando encrenca e desfrutando dos prazeres que a noite nos oferece) com algum lançamento de sua potência sonora demolidora de ouvidos frágeis, ou como é chamado na maioria das vezes, Motörhead.

    Há quase 15 anos completos o agora sexagenário Lemmy está sendo acompanhando pela sonoridade insana e frenética do guitarrista Phil Campbell e a bateria estraçalhante de Mickey Dee. E este trio vêm lançando uma cacetada de discos excelentes, todos altamente recomendáveis, feito "March Or Die", "Sacrifice", "We Are Motörhead", "Inferno", e em agosto de 2006, Kilmister e seus comparsas nos brindam com "Kiss Of Death". E novamente, não me decepcionei... Mais um álbum forte feito um rondhouse kick de Chuck Norris, e com letras tão rudes que fariam muito adolescente entrar em choque com um senhor de sessenta anos tão desbocado.

    "Sucker" é a velha porrada Motörheadiana de sempre, com uma pegada fortíssima da cozinha e riffs cortantes e vertiginosos. E Lemmy não perdoa e ruge: "Ninguém sabe se você ganhou ou se você perdeu/No palácio ou na cruz/Na cruz ou no chão/Nós apenas não queremos você aqui/Idiota!". Beirando os três minutos, é bateção de cabeça e diversão garantida.

    A seguinte, "One Night Stand", puxa pro lado mais Rock And Roll do Motörhead, ainda infernalmente pesada e abrasiva . Aqui Phil Campbell detona um solo incrível, além de dar destaque para a letra no geral, onde Lemmy descreve para nós todo o seu sujo estilo de vida na sua boa e velha voz rasgada, rouca e quase gutural, uma das marcas registradas da banda. Um dos melhores refrãos de todo o álbum, impossível não cantar junto.

    E a peteca não cai, e se cair, Mickey Dee enche ela de marteladas... "Devil I Know" tem os pratos soando altos feito trovão, acompanhando a guitarra pesadíssima. Um tratado sobre a destruição sonoramente e um "foda-se" liricamente, onde Lemmy impaciente diz "Não vou mudar nada/Não vou mudar minhas maneiras/Eu não me importo aonde você está/Eu não me importo pra onde você vai/Estou voltando para o diabo que eu conheço". Empolgação pura.

    "Trigger" não perdoa. Tal qual um tanque de guerra correndo na velocidade de um carro de Fórmula 1, quase quatro minutos da melhor violência sonora que só o Motörhead sabe produzir, ainda dando espaço para momentos mais melódicos. "Você sabe que eu sou estranho, eu sei que eu sou estranho/Eu sou louco!/Agora sinta sua espinha tremer/Sorte sua, baby, que eu sou tão folgado/Mas eu vou puxar seu gatilho!", diz a letra, provando que Lemmy não viu o tempo passar, continua achando que é um bad boy com metade da idade... Ainda bem!

    Poucas bandas além do Motörhead conseguem deixar o ouvinte com a sensação de que apanhou por horas em menos de dez músicas. "Under The Gun" é heavy metal primordial, com guitarras distorcidas fincadas no blues, e a voz resmungona de Lemmy, que só enrouquece com o passar dos anos, devido à quantidade exorbitante de cigarros e cervejas consumidos. A lírica perigosa casa muito bem com a sonoridade estraçalhante.

    "God Was Never On Your Side" começa em ritmo de balada palhetada e vai ganhando volume e peso, apesar de continuar cadenciada, contando com a participação de C.C. DeVille, guitarrista da banda de hair metal do Poison. Felizmente, não tem nenhum resquício de balada de hair metal - até no solo, C.C. consegue soar mais como Motörhead e menos como Poison, mesmo sendo um solo mais melódico. E até em low-profile Lemmy continua com seus ataques verbais ácidos e corrosivos...

    E a adrenalina e o peso voltam... "Living In The Past" não deixa você continuar respirando, talvez sendo a música mais pesada do álbum em termos guitarreiros. Até a voz de Lemmy parece estar mais grave, em uma letra que detona hipócritas e pessoas que os renegam a "banda do passando", quando o Motörhead, mesmo passando mais de 30 anos, continua mais vivo que nunca rugindo em velocidade e peso assustadores.

    O rock é trazido de volta ao álbum em "Christine", aquele velho punkmetal and roll que todo fã de Motörhead, ou simplesmente de música agressiva e divertida, adora bater a cabeça e chacoalhar ao som da canção. A letra mostra como Lemmy não se deixa abater pela idade e continua depravado. A letra fala sobre uma mulher linda, perigosa e fatal. O solo é rock puro nas veias. O resultado, creio que você faça idéia...

    "Sword Of Glory" tem uma bateria simplesmente avassaladora e riffs pesados e rápidos. Talvez seja a melhor do álbum - rápida, pesada, áspera, caótica, furiosa... Não que as outras não sejam, mas aqui eles estavam especialmente inspirados. O refrão fica horas ecoando na sua cabeça, assim como o solo e a letram mais política do álbum, com Lemmy tentando abrir os olhos de soldados subordinados, gritando "Soldado, soldado, olhe onde nós estávamos/Você tem que saber da história/Velha ou fria, a vida não é justa/Tem que agarrar a espada da glória".

    Peso cadenciado em "Be My Baby". Com uma guitarra perfurante, que penetra nos ouvidos do ouvinte com um pesado assustador, como se fosse enfiada uma broca de chumbo. Mas Mickey Dee não deixa faltar vigor à canção - menos velocidade não quer dizer menos violência. Pense em uma luta de sumô. E Lemmy ruge novamente uma letra degenerada e suja...

    "Kingdom Of The Worm" ganha velocidade e as guitarras continuam pesadas, graves, alcançando um volume cada vez mais alto, em uma progressão maníaca. Uma das mais pesadas de todo o conjunto, onde Lemmy mostra seu vocal mais agressivo do que nunca. E a raiva de Lemmy contra a sociedade continua afiada como sempre: "reinado do romance/reinado dos mortos/reinado dos vermes/todos os homens merecem sofrer", entre muitas duras críticas à guerra e hipocrisia, que causam apenas tristeza e frustração de sonhos. Campbell manda mais um solo 'do bão' enquanto Lemmy berra.

    E chegamos na última faixa, "Going Down", menos pesada que a anterior, mas com a velocidade aumentando mais ainda. Fará a alegria dos fãs mais tradicionais de Motörhead, pois a banda continua com uma excelente capacidade de criar canções fortes, com solos excelentes e muitos minutos dedicados à boa bateção de cabeça. Como o próprio Lemmy diz na canção, "em nome do Rock And Roll, fogo no céu!".

    A fórmula do Motörhead já datou há muito tempo, isso é fato. Mas com a sua influência tremenda tanto no thrash metal, quanto no death/black metal, no crossover e no punk rock, Lemmy tem todo o direito de continuar com os clichês que ele mesmo criou. E, se o público aprovar, a tendência é melhorar cada vez mais. Não caia no papo que novo álbum de uma ou outra banda é o melhor lançamento de música pesada do ano, pelo menos não até ouvir essa belezinha aqui. Lemmy é a voz da sabedoria pra falar de peso, agressividade e degeneração, e desejo muitos anos mais de Motörhead para que o mau velhinho continue nos presenteando com mais pancadaria.

    Troque o peru por uma carne vermelha sangrando, a Coca-Cola e seus ursinhos polares pela cerveja e todas aquelas musiquinhas felizes de natal por uma leva de cds do Motörhead. Habemus Lemmy, e Feliz Natal!

    Marcadores:

    posted by billy shears at 10:50 AM

    7 Comments:

    Anonymous ANDY PRIEST disse:

    ALL HAIL MOTORHEAD! \m/

    ELES NÃO DECEPCIONAM NUNCA ^.^

    10:56 PM  
    Anonymous j. disse:

    essa banda chuta bundas, caras, peitos.... TUDO!

    até se eles fizerem um cover do 50 cent vai fica bão xDDD heuheueheuehuehue

    resenha rox, disco rox banda mais rox ainda

    x@@@@@

    3:10 AM  
    Blogger natália; disse:

    toda vez eu eu escuto alguma música, ou só de ver o nome Motörhead, eu lembro das vezes que tem encontro de motos aqui num clube da cidade. uhahauha
    motoqueiros bebendo cerveja e delirando com uma banda fazendo cover de Motörhead.

    huaha

    não é uma das minhas bandas favoritas, mas gosto de algumas músicas :) desse álbum aí não conheço nenhuma, vou ver se baixo alguma coisa aqui ;)

    Beijos ;*
    e feliz natal :D

    3:36 PM  
    Anonymous Gabriel disse:

    ALL HAIL MOTORHEAD! \m/

    Quem diria que o Lemmy tem sessentinha, hein? Pode parecer estranho dizer isso, mas ele está bem cuidado. Digo isso tendo em vista gente como David Gilmour...

    4:23 PM  
    Anonymous vinicius disse:

    fala cara!
    motorhead é foda!
    ainda nao tinha visto o novo template do blog, ficou bem legal haha
    abraços e parabés pela resenha

    12:37 AM  
    Anonymous Anônimo disse:

    Concordo com o Andy Priest.
    O Mötorhead é uma das poucas bandas que nunca lançou um disco ruim e nunca vai lançar. Esse é apenas mais um dos diversos discos maravilhosos desta banda.

    Abraços,
    Luis
    http://luismilanese.wordpress.com

    11:09 AM  
    Anonymous Rodrigo Marlboro disse:

    Motorhead, porra! foda!

    11:54 PM  

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