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    segunda-feira, junho 05, 2006
    The Stooges - The Stooges


    Pobres famílias conservadoras... Realmente, durante as décadas de 60 e 70, aconteceu tudo o que elas não queriam para manter suas crianças dentro de casa, ouvindo crooners chatos e estudando para serem bons médicos, advogados ou políticos. Em um entediante Estados Unidos, onde o destino dos homens era ir batalhar (e provavelmente bater as botas) na guerra do Vietnã, em nome de servir a pátria, a elite conservadora se viu preocupada quando um bando de britânicos (os Johns-Pauls e Micks-Keiths da vida) vieram tornar suas garotinhas fãs enlouquecidas e seus meninos em uns garanhões que cortavam seus cabelos em forma de tigela como forma de protesto. Depois, os cabelos foram crescendo, e os baseados se tornaram ácidos lisérgicos. E a retrógrada família americana tinha pesadelos psicodélicos com Grateful Dead, Jefferson Airplane e todos 'os bicho' pregando aquele velho lema... "faça amor, não faça guerra", era o que eles diziam... E quase ninguém deu ouvidos.

    Talvez porque tenha gente que só preste atenção em você quando você resolve radicalizar. Por mais escandoloso que fosse esse discurso do sexo livre, uma hora iria acabar. Os adolescentes iram crescer e perder esses sonhos. Então que tal algo realmente destrutivo, desbocado e libidinoso? Desejo atendido. Esqueça, caso você pensar que, pela época de que esse disco é, essa galera apelidada de "protopunk" seja gente 'boa'. Eles não tem nada de sutileza, bons modos, educação, conservadorismo... Iggy Pop, Patti Smith, Nico, Wayne Kramer, Danny Fields, Richard Hell, Lou Reed e gente assim, ninguém tinha um discurso paz-e-amor. Se não faziam pregação política das brabas (caso do primeiro disco do MC5), estavam afim é de chapar o globo e ir para a cama com muuuuitas pessoas...

    Desse segundo exemplo, temos os Stooges - que ao lançar seu primeiro disco, auto-intitulado já haviam deixado ser os The Psychedelic Stooges e agora estavam sob a produção de John Cale, do Velvet Underground, que deixou Iggy Pop (na época, Iggy Stooge), o vocalista, e seus comparsas Ron Asheton na guitarra, o mano de Ron, Scott Asheton, como baterista e Dave Alexander como baixista gravarem do jeito que preferiam: pandemônio musical! Iggy tinha pouca ou nenhuma técnica, só sabia berrar, gemer ou cantarolar com uma voz meio fanha; Ron tirava distorções cortantes e riffs simplérrimos de um pobre instrumento de seis cordas; Scott e Dave compunham uma cozinha doente, destruidora e pouco convencional ao ouvido humano.

    Fazendo alusão ao ano que o disco foi lançado, a faixa "1969" nos joga sem preparo algum no mundo stoogeano. É fora de série você encontrar uma faixa com um riff tão ameaçador e com uma bateria pulsante logo no final dos anos 60, onde as pessoas só guardam lembranças suaves... Esqueça! Iggy canta todo o tédio de ser um jovem frustrado dos Estados Unidos: "É 1969 por todos os EUA/É outro ano pra mim e pra você/ Mais um ano sem nada pra fazer". As guitarras fritam o cérebro de quem estiver ouvindo, como se o pobre ser humano estivesse preso à uma cadeira elétrica, enquanto um baixo destoa dos outros instrumentos, mais parecendo alguém te seguindo. Sabem quando falam que alguma coisa é "animal"? Pois então...

    "I Wanna Be Your Dog", um hino hedonista, entra com um riff rolando ladeira abaixo, com Iggy cantando mais desengoçado do que nunca versos de amor para alguma garota que ele encontrou por aí: "Agora eu quero ser seu cachorro, agora eu quero ser seu cachorro, vamos lá...", e se entregando por completo à garota que ele tanto deseja que estivesse no seu quarto. A bateria, uniforme, acaba destoando (e muito) da volúvel guitarra dessa música, suja demais para os padrões da época, e com um solo de timbre "metálico" ameaçando te enforcar ao final da epopéia sexual...

    Acho que o medo de ouvir "We Will Fall" só é superado pelo medo de ouvir a primeira música do primeiro disco do Black Sabbath... 10 minutos de palmas e um consistente e sombrio barulho, acompanhados de sinistros vocais de fundo, e Iggy Pop discursando uma história de amor junkie... Quando você fica sabendo que Iggy Pop resolveu cantar depois de ver Jim Morrison no palco e viu que todo mundo podia tentar ser uma estrela do Rock, faz sentido dizer que essa seja a "The End" stoogezada. De uma forma muito sombria, distorcida (no ponto de vista, digo...), e guiada pelo prazer do que a viagem astral feita por Jim, Ray e comparsas...

    Outra reclamando do tédio de não ser hippie, não ser soldado, não ser um ícone, enfim, de não ser niguém legal, aparece em "No Fun", que traz o rock de volta após essa experiência vanguardista (muito provavelmente por influência de Cale...). As guitarras estão mais elétricas, parece que seu som não vem de um amplificador, e sim direto de uma tomada tendo curto-circuito... O ritmo da música é contagiante, dançante também. "Sem diversão de estar por aí/Andando solitário/Não é divertido estar sozinho/Sem estar apaixonado por ninguém". Realidade de Detroit, expressada por gente cansada daquela frustrada utopia pacífica amorosa. Ron, com suas distorções caóticas que imprime quando menos se espera, só pode estar querendo deixar alguém louco. Ou fritar o cérebro do ouvinte até virar uma geléia. Iggy então... Berrando mais que nas outras faixas, literalmente se acabando... Tornando o que não seria necessário algo hipnotizante. Não é à-toa que esse disco fracassou em termos de vendas. Um disco desses estava correndo na frente dos seus contemporâneos (sem papo de "um passo à frente" dessa vez...).

    O sexo volta em "Real Cool Time", que pisa no freio, porém, de uma forma não muito decente... A música soa como os destroços de algum acidente de carro, como se o motorista resolvesse continuar dirigindo, totalmente doidão... As distorções e a cozinha descombinando, com Iggy cantando "Nós vamos ter uma vez realmente legal essa noite", quase sem parar, deve ter feito os pais de família da época arrancarem os poucos cabelos que tinham...

    "Ann" vai tirando o pé do acelerador do álbum, com uma música vazia, quase sem as distorções típicas de Ron - que só aparecem lá para o meio, apenas a bateria simples de Scott, e um vocal distante de Iggy... Uma viagem stoned e caótica, com Iggy declarando amor a uma tal de Ann, que faz ele se sentir muito bem, apesar de ela só ferrar ele (alusão às drogas?)...

    Vai lá, gente, não tenham overdose logo agora... "Not Right", ah bom. Pensei que depois da última canção eles já estavam desfalecendo; a guitarra ditando os ritmos caóticos dessa música, com a cozinha em tom crescente, mas que acabam sendo escondidas pela montanha de distorção montada por Ron. Iggy parece falar de sexo: "Eu quero algo/Mas ela não pode me ajudar/Porque ela não está certa" e "Ela quer algo/Mas eu não posso ajudar/Porque eu não estou certo"... Uma interpretação totalmente neurótica, um verdadeiro atentado ao pudor.

    Mas já chegou na última música? "Little Doll" é como as outras: cheia de distorções, com uma bateria que parece ser sempre igual, com a cabeça cheia de umas susbstâncias pesadas e bem conhecidas... Mas essas músicas não tem um fio condutor; cada uma parece ser feita por uma pessoa diferente, pois se uma transpira excitação, outras respiram morbidez.... E essa aqui é uma safadeza... "Eu não te conheço, pequena boneca/ Venha cá e balance"... e "Traga felicidade e tudo/Você é a única verdadeiramente real/O jeito real de ter alguma diversão"... Sexo e drogas sendo as únicas alternativas para não ficar entediado... E olha que os Estados Unidos sempre quiseram passar a impressão que todos os seus habitantes são gente feliz pra burro!

    Enfim... Se não quiser preso por assédio sexual, não dê esse disco para sua(eu) companheira(o) no dia dos Namorados. Também não o ouça na frente de sua tia fanática religiosa, ou o exorcismo estará a caminho. Foi o que deve ter acontecido na época, e aqui eles davam um pontapé no punk rock: "faça você mesmo", "quanto mais simples, melhor", "o amanhã é uma frustração, viva o caos"... São algumas das idéias que esse clássico me passa.

    Desaconselhável para menores de 18 anos... Também desaconselhável para religiosos ortodoxos, moralistas, puritanos, sensíveis, entre outros chatos...

    Marcadores:

    posted by billy shears at 7:14 PM

    7 Comments:

    Blogger cheeky disse:

    Meo. Iggy é tudo. perdi o show pq moro em uma cidade do sul podrinha |: mas fazer o quê?

    :*

    9:57 PM  
    Anonymous Luiz disse:

    vc é crítico de música?

    ._.

    9:57 PM  
    Anonymous Iza disse:

    Stooges!
    nomezinho mágico, esse. Só de falar essa palavra meu corpo inteiro começa a se remexer e começo a ver o mundo colorido, florido... uiahiauhaiuaha
    é uma daquelas bandas que vai parecer inovadora sempre, como o The Doors ou o David Bowie. Mesmo em 2006 ainda surpreende.
    A resenha tá foda, como sempre! vou dizer pela enésima vez: você vai longe com isso, tem talento.
    Ah, vou ouvir Stooges, me deu vontade =D

    10:03 PM  
    Anonymous Lucas disse:

    Pelo visto sou um herege.
    Nunca ouvi Stooges, e não tenho nenhuma mp3 aqui.
    Então... :P

    2:18 PM  
    Anonymous Andressa disse:

    Putz...muitoo bom esse álbum.
    nunca ouvi, mas pela descrição é tuuudo de bom.


    Beijocas.

    1:40 PM  
    Anonymous cherry_ disse:

    tdo mundo ama istugis!

    2:56 PM  
    Anonymous j. disse:

    poooooxa num posso ouvir... *puritano* XD... hahuahuahua...
    bom... XD se bobiar acho q sou o unico q vou comentar aki sem conhecer mto stoogies AINDA (pq obviamente eu vou baixar logo logo xP)... mas bom... parece ser legal XDDD e uma inspiração pra mim tb... já q eu num canto la essas coisas... e ele tb naum cantava XD ahuhauhuahuauhauhahuahua

    resenha coolz
    x******

    12:08 AM  

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