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    domingo, abril 30, 2006
    Planet Hemp - A Invasão do Sagaz Homem Fumaça



    Quando o fundamental "Usuário" foi lançado em 1995, o Planet Hemp escrevia seu nome no rock brasileiro e alterava os paradigmas impostos sonoramente e ideologicamente no Rock (ou talvez na música) brasileiro em geral. Em termos de atitude e som, o Planet Hemp não abriu portas - ele arrombou. Letras denunciadoras de caras que realmente vivenciaram o inferno suburbano do sudeste brasileiro - que de "Sul Maravilha" não tem nada há muito tempo.

    Mas o que chamou mais atenção e chocou foi a postura que apoiava a legalização da cannabis sativa (ou maconha, no popular). Gente como Raul Seixas, Chico Buarque e o movimento Tropicália cutucavam de forma sutil, com agulhas e farpas, a sensível elita da moral e dos bons costumes brasileiros, sendo obrigados a parir letras geniais e irônicas para não ter que cuspir tudo de forma direta, já que era época da ditadura.

    Com o Planet Hemp foi bem diferente - a ditadura já caíra, mas a população continuava sendo atingida por duros golpes como o roubo da poupança e aplicações financeiras populacionais feito por Fernando Collor de Mello, no primeiro mandato de FHC ocorria a mudança da moeda para o atual Real e a postura neoliberal do governo do sociólogo. A banda de Marcelo D2 não fazia letras geniais; eles seguiram o que os Titãs tinham começado com "Cabeça Dinossauro": uma lírica agressiva, que não cutucava com agulhas e farpas - era uma sucessão de facadas fortes e profundas.

    Sonoramente, o que o Planet Hemp fez pelo Rock brasileiro foi algo bem semelhante ao que o Faith No More fez e o System Of A Down está fazendo pelo rock mundial, ou seja, usando o rock como base para misturar vários ritmos - fundindo rap, rock and roll, música psicodélica, hardcore e reggae em um som único. Poucas vezes houve tanta inovação assim... Em matéria de novidade realmente relevante, havia surgido pouca coisa desde o baião-com-rock de Raul Seixas e a música cheia de efeitos melodramáticos e mirabolantes da Tropicália. Nos anos 90, a única revolução comparável à dos caras do Hemp seria o Chico Science & Nação Zumbi, que no meio do seu caldeirão sonoro, começaram a falar sobre a vida nordestina.

    "A Invasão do Sagaz Homem Fumaça" data do ano de 2000, e é o terceiro disco da banda, formado por Marcelo D2 e B Negão repartindo os vocais (que voltou à banda nesse disco, reassumindo o posto que havia sido ocupado por Gustavo 'Black Alien'), Rafael nas ora endiabradas, ora viajantes guitarras, o baixo personalíssimo e funkeado de Formigão e Bacalhau completando a cozinha animal (sem trocadilhos), indo desde ritmos mais brasileiros até quebradeiras à la Dead Kennedys.

    A canção que abre o disco é o funk rock "12 Com Dezoito", com introdução muito bem feita e irônica por parte de B Negão. "Vou te foder antes que você foda a minha gente", diz um raivoso D2 à quem tanto ataca o Planet Hemp. Vozes de notícias sobre o Planet Hemp, liberdade de expressão e tráfico de drogas surgem no final da música. A voz das ruas gritando furiosa!

    "Adivinha doutor quem tá de volta na praça? Planet Hemp!", é a abertura da porrada "Ex-Quadrilha Da Fumaça", com guitarras furiosas, expondo toda veia punk dos cariocas. "Chutando o rabo do congressista brasileiro/Que foge do trabalho que nem vampiro do alho/Só quer saber de cascalho, caralho no rabo do povo", canta B Negão, possuído pela fúria, ao mesmo tempo em que ironiza a elite que tanto quer censurar a banda: "você não gosta de mim, mas sim a sua filha!". "Querem me calar, mas olha eu aqui de novo..." diz D2 no fim da música. A energia do refrão faz qualquer pessoa com um mínimo de revolta correndo no sangue pular, socar o ar e tocar air guitar, air drums e air-qualquer-coisa enlouquecidamente.

    "Test Drive Freio de Camburão" é mais uma crítica à violência policial, atacando a crueldade dos policiais em exterminar inocentes por muito pouco (ou, muitas vezes, por nada). O fundo musical, sem guitarras, lembra mais o rap, mas ainda temos a presença do marcante baixo de Formigão. Ainda temos a participação de Black Alien, nessa ácida crítica às autoridades que deveriam fazer algo para frear com a onda de violência, e não contribuir com a mesma. Só para completar o tom corrosivo que o som foi construído, ainda há um auto-sample da música "Porcos Fardados", música do primeiro disco sobre o mesmo tema.

    Entra a porrada "Procedência C.D.", com um B Negão mais furioso do que nunca, em um ataque à impunidade verdadeiramente violento, com uma forte referência ao hardcore 80's, perceptível na audição da música. Marcelo tem uma participação curta na música, deixando mais espaço para B Negão, que mostra que se daria bem tanto em um grupo de rap quanto em uma banda de hardcore extremo. Só ouça o final se o seu pescoço for realmente resistente...

    Vamos então para o político funk "Stab", com uma linha de baixo viciante, guitarras psicodélicas e uma letra que desce a lenha em tudo: "Entra Fernando e sai Fernando e quem paga é o povo/Que pela falta de cultura vota nele de novo e paga caro", por parte de D2. Digamos que é uma viagem-psicodélica-política-reflexiva. O Planet Hemp novamente desafia quem está contra eles em alguns versos da letra, dizendo que "a vitória não será por acidente".

    "Four Track" é apenas um violão e um vocal chapado, discursando sobre a liberdade de expressão de forma bem divertida sonoramente, mas com uma letra agressiva e direta. Abre espaço para a instrumental "Gorilla Grip", ainda influenciada pelo punk rock, mas bem mais leve que as pancadarias anteriores. O riff de guitarra é bem contagiante.

    O maior clássico do Planet Hemp para o grande público: "Contexto", um samba-funk, com D2 atirando para todos os lados com frases de efeito como "eu quero mais é que se foda, não me importo com o ibope", "querem controlar, mas são todos descontrolados" e "represento o hip hop, o pesadelo do pop". Porém, quem chega na cena e toma de assalto é B Negão, cantando a estrofe mais política da bolacha: "Se correr o guarda prende, se ficar o banco toma/Brasileiros pós-ditadura/Ainda se encontram em um estado de coma semi-profundo". Até Black Alien aparece na faixa, cantando sobre alienação. Uma faixa que é hino com todas as letras.

    "DZ Cuts" é a menos rock do conjunto, apenas guiada por barulho de pickups, com barulhos de tosse e vocais baixos falando "maconha", "bagulho" e outros sinônimos da famosa erva. A faixa não é lá aquelas coisas, se comparar com o resto das outras músicas. Quem gostar da faceta mais porradeira do Planet Hemp, provavelmente vai achar bem chato...

    Então, pra quem tava sentindo falta de porrada, temos "Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga", com uma letra extremamente autobiográfica sobre a carreira da banda. "Se apagam ou te apagam/Se adaptam ou te cagam pra fora da panela/Monocultura é a maior sequela/Herança colonial, não entra nessa cartilha, dá processo criminal/Underground e mainstream, a maioria age igual pra mim/Caminhos diferentes que levam pro mesmo fim", gritam D2 e B Negão. Os ídolos da banda são citados na música; gente como Tom Jobim, Zumbi, Mandela, grande Otello, Malcom X e Pelé. O refrão explosivo te faz gritar, e ouvir a música mais de uma vez. Há um final bem irônico, de uma voz fazendo propaganda da banda. "Em dúvida, ouça a música de novo e deixe os ouvintes chapados...".

    Sen Dog, do Cypress Hill, faz uma participação especial no 'reggaedélico' dividido entre castelhano e português "Quem Tem Seda?". Quando Marcelo D2 resolve cantar, a coisa parece que vai engrenar, mas volta ao mesmo clima de antes, com o pessoal pedindo a seda pra enrolar o baseado.

    "É Isso Que eu Tenho No Sangue", outra faixa com referências sonoras à samba e funk, apesar de ser basicamente um rap. Uma letra sobre realidade da violência urbana, a vida como músico de hip hop, até versos que atacam mais diretamente em "não fico parado esperando a ajuda da Unesco" (verso que posteriormente iria aparecer na faixa "Loadeando" do disco "À Procura da Batida Perfeita", do disco solo de D2). Marcelo ainda pega desprevinido quem achou que ele não ia falar de maconha... E então ele desce mais lenha na sociedade.

    "Quarta de Cinzas" talvez seja a mais relaxante de todo o álbum, digamos asim que tenha uma influência bem surf music... Com um título muito irônico e bem-sacado, para quem sacar a graça da coisa... É uma faixa instrumental, mas bem melhor que a última instrumental ("DZ Cuts").

    Porrada hardcore fazendo jus ao nome em "HC3", que como o nome parece querer dizer, é agressividade ao cubo. "Sobre pra cabeça, e antes que eu esqueça/Enxergo coisas que você não vê", grita D2 no refrão, repartindo vocais com um despinguelado B Negão. A faixa é interrompida no final por um momento percussivo interessantíssimo.

    Como eu li em outra resenha sobre esse disco, no final tanta fumaça só poderia resultar em reggae. "O Sagaz Homem Fumaça" tem a participação do agora conhecido Seu Jorge, ex-Farofa Carioca, que no início da música fala: "Como já dizia o Samuca do Patrulha da Cidade: 'Quem não reage, rasteja". Na letra, D2 diz que acreditava que o mundo estava à caminho do progresso, mas o que ele está vendo é apenas maldade, corrupção, ganância, violência, impunidade, banalização da cultura, falta de liberdade, desemprego, desigualdade... "Tá na hora de acordar..." cantam os baixos vocais de fundo.

    Polêmicos, ousados, chocantes e ultrajantes se necessário - mas NUNCA desnecessários ou dispensáveis. A necessidade de uma banda com a atitude do Planet Hemp no cenário nacional nos dias de hoje faz uma falta enorme. Uma pena a banda ter acabado. Ouvir as carreiras solos de Marcelo D2, B Negão e Black Alien (especialmente os dois últimos) talvez alivie um pouco a falta dessa grande banda, que a todos os seus acusadores de serem apenas um grupo de maconheiros respondem de uma maneira já consagrada:

    "...tão dizendo que o Planet Hemp tá fazendo apologia às drogas... É mentira, tchu tchuru tchu, é mentira..."

    Marcadores:

    posted by billy shears at 9:00 PM

    8 Comments:

    Anonymous Isabelle disse:

    gostei, gostei. eu nunca ouvi o album todo, eu tenho um amigo que adora o planet hemp e ja ouvi uma parte desse disco na casa dele. é um cd bacana sim. boa resenha, bernardo. beijos.

    2:17 AM  
    Blogger el el rafael disse:

    weeeeeeeeeeeeee...

    odeio planet hemp!


    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


    beijundas!

    12:13 PM  
    Anonymous Igor Muller disse:

    Opa cara, bacaníssimo o seu blog!!!!
    Valeu pela visita aí, vamos nos falando, e linkarei o seu também!!!

    Abraço

    4:26 PM  
    Anonymous j. disse:

    Bom... eu sempre tive um preconceito com o planet hemp xDDDD a principio pq na epoca q eu conheci mesmo eu era totalmente aversivo às produções musicais nacionais... e depois q eu dei alguma brecha eu ainda era mto fechado a alguns estilos e me esquivava desses mais... mistos XDDDD
    Bom... hj eu to bem mais liberal e me importando mais com a mensagem q as musicas tem pra passar... vamos ver se vou superar essa coisa minha contra o D2...

    abraço!

    x***

    10:30 PM  
    Anonymous Nattenha hauahauahau disse:

    Não li a resenha toda. Desculpa, Beer, mas eu comecei a ler e me revoltei. Sei lá, essa hipocrisia mor da sociedade em que a gente vive me deixa puta da vida. Eles fazendo ou não apologia a maconha, sim qual o problema? A boca é deles, o nariz e tudo mais, agora vem uns boçaizinhos que ficam incomodados com essa possível liberalização. Boçaizinhos que bebem whisky e que os filhinhos cheiram loló. Muito interessante, né? Esse povo enche a cara de cachaça e quer dizer que só a maconha é doga. ah faça me o favor.

    P.S.: Depois eu leio a resenha com calma

    7:59 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    parece legal

    8:42 PM  
    Anonymous Juliaum disse:

    tipow...planet hemp eh fodaum!
    joga fuamça pro auto!!!!!

    11:05 AM  
    Anonymous Anônimo disse:

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    9:40 AM  

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