colaboradores

BERNARDO
18 anos, RJ
+ info

NARA
16 anos, SP
+ info

LUDEN
15 anos, SP
+ info

SAM
16 anos, SP
+ info

VITOR
18 anos, RJ
+ info

LIZ
15 anos, RJ
+ info

NAT
17 anos, SP
+ info

GABO
16 anos, SP
+ info


Previous Posts

a r q u i v o s

  • Janeiro 2005
  • Fevereiro 2005
  • Março 2005
  • Abril 2005
  • Maio 2005
  • Junho 2005
  • Julho 2005
  • Setembro 2005
  • Outubro 2005
  • Novembro 2005
  • Dezembro 2005
  • Janeiro 2006
  • Fevereiro 2006
  • Março 2006
  • Abril 2006
  • Maio 2006
  • Junho 2006
  • Julho 2006
  • Agosto 2006
  • Setembro 2006
  • Outubro 2006
  • Novembro 2006
  • Dezembro 2006
  • Janeiro 2007
  • Fevereiro 2007
  • Março 2007
  • Abril 2007
  • Maio 2007
  • Junho 2007
  • Julho 2007
  • Agosto 2007
  • Setembro 2007
  • Outubro 2007
  • Novembro 2007
  • Dezembro 2007
  • Janeiro 2008
  • Fevereiro 2008
  • Março 2008
  • Abril 2008
  • Agosto 2008
  • Setembro 2008

  • L    i    n    k    s

  • Google News
  • Rock Town Downloads!
  • ~Daia.no.Sakura
  • Young Hotel Foxtrot
  • É Rock And Roll, Baby
  • Musecology
  • O Resenhista
  • Dangerous Music No Orkut

  • B    U    S    C    A


    L i n k    U s




    c r e d i t o s

    Powered by Blogger
    Design by Nara

    quarta-feira, setembro 28, 2005
    Korn-Untouchables



    Desde o fim da passada década de 90, o New Metal-estilo que agrega várias influências que poderiam ser consideradas estranhas umas às outras, como Heavy Metal, Hip-Hop e Eletrônica- invadiu o mercado de vários países, colocando nas paradas um hit atrás do outro e chamando a atenção do público. Uns aceitaram o estilo e passaram a gostar também, outros repudiaram totalmente e passaram a fazer verdadeiras campanhas contra o estilo, e um público jovem descobriu nas suas letras depressivas e violentas uma extravasão à brutalidade do cotidiano.

    Um dos responsáveis pela criação e popularização do Metal alternativo é o Korn. Misturando influências sonoras de Sepultura, Primus e Faith No More com letras ao estilo de Trent Reznor (vocalista, mentor e único membro fixo do Nine Inch Nails), o som do Korn era diferente de tudo que se tinha visto até então. As guitarras de sete cordas de Head e Munky, que dão um peso extra à música (especialmente levando em conta a afinação diferente da padrão), as linhas de baixo inconfundíveis e funkeadas de Fieldy, o jeito de tocar bateria extremamente criativo por parte de David Silveria. E, é claro, a figura mais conhecida do Korn, o vocalista Jonhathan Davis, com um jeito de cantar único e variado.
    Depois de três álbuns ("Korn","Life Is Peachy" e "Follow The Leader") ainda agregando influências de rap, o Korn resolveu deixar isso um pouco de lado em "Issues", de 99. "Issues" era um álbum com guitarras mais pesadas, músicas mais depressivas, melodias mais mórbidas. Há quem diga que é "um álbum de baladas pesadas e distorcidas até o limite". Não concordo com essa opinião, ainda que essa seja a síntese de algumas músicas.
    "Untouchables" é de 2002. Se em "Issues" alguns reclamaram do fato de músicas muito arrastadas, o Korn parece que quis reparar isso nesse álbum. Grande parte da velocidade foi retomada, ainda mesclada à guitarras mais pesadas. Algumas passagens do álbum chegam a soar quase como Thrash Metal moderno.

    Isso se confirma logo na entrada, no pesado riff de abertura de "Here To Stay". Direta, sem enrolações, com Davis cantando à toda ao invés de sussurrar e gritar. "A dor por dentro está murchando/Esta merda já foi longe demais/Todo esse tempo que eu fiquei esperando/Agora eu não posso me angustiar mais", diz o refrão totalmente viciante de uma letra revoltada de alguém que cansou de ser torturado. No final, a música desacelera para logo então explodir, com J. Davis berrando feito um animal e aí voltando para o avassalador refrão. Destacável a precisão de Silveria nessa faixa.

    "Make Believe" só pode ser classificada como estranha. Os efeitos iniciais com um vocal torturado de Davis logo dão espaço para entrarem as melodias soturnas de guitarras características do Korn. A letra é bem triste, falando sobre algo que Jonhatan parece ter pregado e todos estão seguindo, e agora ele próprio vê que isso é errado. "Às vezes eu sinto isso me perseguindo/Todo o ódio esta me que quebrando de graça/E compreendo que estou levando tudo/E as crianças parecem seguir". Um sentimento de culpa quase angustiante permeia a música.

    A paulada "Blame" surge sem enrolação, com um riff pulante, que logo vai pra um clima meio caótico, de uma bateria pulsante e melodias frias e controladas de guitarra. A letra é extremamente raivosa: "Acho que você é um idiota/Segurando firme nas minhas palavras/Isso está ficando feio/Então eu sou feio" e "Eu te acho sumido/Estar sozinho é o que você teme/Você está sozinho?/Sim, sozinho" são alguns dos versos mais fortes da música. Logo após da primeira vez que o refrão é repetido, há um pequeno interlúdio do baixo. Se um adjetivo pode definir a música, esse pode ser "pulsante"; a música cresce e se controla mais de uma vez, de maneira bem natural.

    "Hollow Life" tem um início sombrio, com uma linha vocal excelente por parte de Davis. A música cresce repentinamente no peso do seu refrão. A letra é extremamente reflexiva; a estrofe "Por que há alguma maravilha que nós olhamos no céu?/Procurando em vão?Perguntando por quê?/Totalmente sozinho?/Onde está Deus?Olhando pra baixo?/Nós não sabemos?" e o refrão "Nós vemos para este lugar/Caindo através do tempo/Vivendo a vida num buraco/Sempre que nós estamos partindo/Esperando por sinais/Buracos vivos..." confirmam isso. Mesmo quem não aprecia muito New Metal vai simpatizar com a música: as melodias das guitarras são sombrias e pesadas e a cozinha é bem resolvida o suficiente, para tornar essa música mais sombria e depressiva do que muito gótico da vida.

    Uma música que quebraria muitos pescoços se fosse conhecida é "Bottled Up Inside", tão pesada quanto as bandas novas de Thrash Metal. O riff é literalmente destruidor. As linhas vocais são simplesmente perfeitas, cantando uma letra a ponto de explodir: "Porque eu quero pânico/Às vezes eu queria que você morresse/Cheio de sofrimento/Você pode conferir meu prêmio/E todo esse ódio está engarrafado". Uma música que faz a cabeça de quem escuta.

    Então começa "Thoughtless". Na minha opnião, a melhor do cd, literalmente um hino. A música começa inquietante, para logo desbancar em uma avalanche de peso, triste e fúria assustadora. "Porque voce esta zombando de mim?/Você acha isso engraçado?/Que porra você acha que está fazendo para mim?/Voce gasta seu tempo batendo em mim./Eu quero ver você chorando com o traseiro sujo na minha frente". As bases são caprichadas, a bateria muito precisa e o vocal de Jonhathan é cheio de sofrimento e raiva. Logo, a música desacelera, para Davis lamentar e logo em seguida começar a gritar "Eu nunca mais serei ferrado contra o muro". Vingança é a tônica da letra. É recomendável ver o clipe também, com cenas extremamente chocantes de alguém que não se encaixa nos padrões sendo espancado e logo após se vingando.

    "Hating" tem o riff e as bases soturnos e estranhos. Davis canta cansado, mas ao mesmo tempo revoltado (principalmente no refrão) , sobre o sentimento de estar preso em um lugar onde todos o odeiam e ele nada pode fazer. "Fui odiado por todo este tempo,antes uma companhia por dentro/Fui odiado por todos os rostos de todos que pude encontar/Fui odiado por todo este tempo, tão longe de cruzar a linha". E Jonh não consegue entender o ódio e a rejeição por ele: "Todos os meus sentimentos tem sido comidos de mim/Comidos por dentro/Há algo de errado comigo?" diz ele, cantando angustiado e quase guturalmente no momento mais pesado da música.

    O início de "One More Time", apesar de controlado, é instigante no seu papel de prender a atenção. As linhas vocais são das mais grudentas. A letra fala sobre se sentir perdido, triste e revoltado, envolvido com um problema que não se é descobrido ou resolvido. "Caindo através deste espaço num tempo/Cavando esta dor em mim/Caindo devagar como um sonho/Caindo através de um mundo invisível", diz a estrofe mais forte da música. Musicalmente, tem momentos pesados e calmos que se revezam naturalmente, que irá satisfazer quem aprecia a banda.

    "Alone I Break" é a música mais arrastada e lenta do álbum, sem explodir em nenhum momento. Musicalmente, é bem exótica, compartilhando melodias grudentas com outras mais depressivas. "Agora vejo que os tempos mudaram/Nos deixando, isso parece tão estranho/Eu espero que ache/Onde deixar minha dor para trás/Toda a merda que eu pareço levar/Sozinho parece que eu vou quebrar/Eu vivi o melhor que pude/Isso não faz de mim um homem? " diz uma letra de quem já chegou no fundo do poço e perdeu as esperanças de tentar subir. J. Davis está excelente nessa música, cantando muito bem e passando toda a emoção que a letra passa.

    Ruídos quase sumidos dão lugar pro riff pesadíssimo de "Embrace" entrar, dando lugar para bases pesadas e um vocal rasgado e por vezes quase gutural de Davis começarem a serem disparados. "Eu ando mas pareço rastejar/Para estar dando hoje/Agora corro em direção a parede/Porque não consigo lutar do meu jeito", diz a letra, mostrando uma revolta incomensurável de alguém que está fazendo tudo errado e não pode mais agir contra isso. Tem um momento mais calmo, quase sombrio, para logo em seguida a música ir escalando e retomar a pedrada que é. Uma verdadeira aula de 'novo metal', mostrando que música pesada não precisa se sustentar apenas em bandas nostálgicas.

    "Beat It Upright" é outra pesadíssima, botando fogo na alma de qualquer um. O vocal de Davis não está gutural como na anterior, mas ainda assim parece bem revoltado. Pelo que pude entender da letra, ela fala sobre um pseudo-maioral que bate em quem não o agrada por diversão. "Você está pronto para uma boa surra, baby?/Você está pronto para ganhá-la?/Não finja que você não é uma porra de aberração, baby/Eu irei bater na sua bunda por diversão". Até em seu momento mais arrastado, ela ainda é densa e transmite um clima de violência de deixar boquiaberto.

    Um início meio caótico logo dá espaço para a velocidade dos versos da quase hardcore (sonoramente, é claro) "Wake Up Hate". A letra fala exatamente sobre o que o título diz: acordar o ódio, se vingar de todos que o humilham, e também de muito ódio por si mesmo, já que o fato de ser diferente fez o eu lírico da letra odiar a si próprio. Poucos são os momentos para relaxar nesse verdadeiro vulcão em erupção de ódio em formato sonoro.

    "I'm Hiding" tem um riff pesadão e arrastado, que logo segue para um momento em que a cozinha de Fieldy e Silveria tem seu momento solo. Após três pedradas, uma música mais arrastada veio bem a calhar. Mesmo assim, ela ainda é sombria e com muito sofrimento sendo extravasado pela voz de Jonhathan. "Talvez eu seja louco/Caminhando no arame/Talvez eu seja o mesmo/Nada me leva dificilmente/Me diga onde começar/Acho que estou no fim/Agora sentindo a dor/Faça-a ir embora", canta Davis, desesperado. A música cresce, ficando pesadona, mas ainda assim com clima denso e arrastado.

    "No One's There" tem o difícil papel de fechar o álbum. Porém, consegue. Tem guitarras com belas melodias e um vocal entristecido por parte de Davis, com uma letra bem depressiva tratando sobre raiva de todos ao redor, com vontade de partir (que também pode ser considerado como vontade de se suicidar). "Estou procurando/Estou cego?/Totalmente sozinho e limitado pra sempre/Apanhado por dentro", lamenta Jonh nos versos mais sofridos da música. Comenta-se aqui também da parte sonora, com momentos excelentes por parte de todos os intrumentistas.

    Talvez este seja o melhor álbum da carreira do Korn, com as músicas mais pesadas e diretas, com as melhores letras, que concentra o maior número de acertos de uma carreira sem nenhum tropeço, apenas álbuns indo de bons a excelentes, sendo o segundo adjetivo o que fielmente representa esse álbum. Se você quer começar a entender ou gostar do Korn, talvez esse seja o melhor álbum para começar. Para os não-radicais em relação à música pesada, um álbum extremamente recomendável.

    Marcadores:

    posted by billy shears at 8:32 PM

    8 Comments:

    Anonymous Dark disse:

    Não sou cabeça fechada, + não gosto.

    E não acho q seja "pesado" assim as faixas. Pesado eh relativo, o peso msm q se dá, além da distorção, a velocidade nos riffs e na batera, não somente na distorção, é logico q a distorção eh importante.

    E de batera eu não acho ele mto criativo não, já escutei algumas coisas do Korn e na maioria são batidas bem simples e pouco variantes, um cara q eu resalto na batera é John Stanier, acho q esse do Korn tem mto q aprender ainda com a batera relógio desse senhor.

    2:29 PM  
    Anonymous sam disse:

    eu gosto bastante de korn, mais pelas letras do que pela sonoridade pra dizer a verdade XD
    não é a banda que eu mais adimiro, mas eu compraria esse cd sem pensar duas vezes, vale mais apena do que levar uns de metal furrecas que tem por aí e mto marmanjo acha o maximo ¬¬
    eu gostei bastante da resenha meo, aborda mais as letras que são o FUNDAMENTAL no new metal o/
    e sei lá, eu me indentifico muito mesmo, não que seja legal, é horrivel, mas isso fica pro psicologo :X

    linda resenha, meu lobão, desculpa a demora ._.
    amo-o x@@@@~~~~

    2:30 PM  
    Anonymous KS disse:

    Muito bom esse CD. Ótimas letras, som foda e como sempre o Zero falou com propriedade. Nada a acrescentar...

    Tô liberado agora tio? ¬¬¬¬¬¬¬

    2:30 PM  
    Anonymous hellish blood 666 disse:

    korn não é tr00, então korn é c00, fi...

    vai ouvi musika di verdade caraiu! 666 satan passou por aki.. m/

    2:31 PM  
    Anonymous Joker Rebirth disse:

    Bom... eu curto pacas esse estilo de musica e ainda num tive a oportunidade de ouvir esse cd... mas pelo jeito deve ta mto bom!
    Resenha fico mto legal Lobo! congratz!

    2:31 PM  
    Anonymous Iza disse:

    eu acho o korn muito ruim :T
    e acho as letras clichês.
    e não pagaria nem R$9,90 no cestão de encalhados das Lojas Americanas num cd deles...

    2:32 PM  
    Anonymous Agatha disse:

    Korn é foda. Esse album é o melhor deles. \m/
    Tem Thoughtless... Que a Amy Lee tocou naquele DVD ao vivo dela e tals. rs
    Amo! *-*
    Bjs Bê. XD

    2:32 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    De fato,Korn não é das bandas mais relevantes quando se trata de metal,principalmente para os mais puritas,agora,afirmar que o album não é pesado só pode ser preconceito ou estupidez.Muitas bandas tradicionais não fazem um som tão coeso e agressivoe é uma pena que as pessoas escutem "estilos" ao invés de música.

    2:49 PM  

    Postar um comentário

    << Home

    _______________________________