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    quinta-feira, junho 16, 2005
    Helloween-The Dark Ride

    No mundo do Rock/Metal, parece que há um certo ódio pela inovação ou diferenciamento de caminhos tradicionais. Um exemplo clássico, até, é o álbum "(Music From) The Elder", do Kiss, para quais muitos, até mesmo os fãs da turma de Gene torcem o nariz, ainda que o álbum tenha seus méritos. No mundo do Metal, então, temos o "Turbo" do Judas Priest, o "No Prayer For The Dying" do Iron Maiden, "Outcast" e "Endorama" do Kreator... Enfim, mil casos.

    No caso do Helloween, não é de hoje que a banda vive procurando novos caminhos para quais possam trilhar." Pink Bubbles Go Ape" e "Chameleon" são uma real expressão de que a banda, ainda que com diferentes integrantes, foi ousada. Ainda mais com Andi Deris, nome que provoca até certo calafrio nos puristas, mas fascina os mais jovens ou com mente mais aberta que a maioria. Eu, particularmente, fico do lado de Andi Deris. Sei lá, não sou muito fã do estilo agudo de Michael Kiske. Andi tem uma voz mais grave, sabe fazer agudos muito bem (não ao nível de Kiske, mas ainda assim, ótimos), rasgar a voz... Tudo em uma mesma música, as vezes. A versatilidade do cara me conquistou, além da presença de palco fenomenal.

    "The Dark Ride", penúltimo álbum da banda, é um álbum que mostra a ousadia deles em trilhar caminhos diferenciados. Veja só, a banda foi praticamente criadora do Heavy Metal Melódico, estilo hoje dominado e saturado por bandas ultrapidas e ultratécnicas que imitam Michael Kiske além do limite do aceitável (cópia de vez em quando é bom, confira Astral Doors, que o vocalista canta que nem o Dio, ou Masterplan, com Jorn Lande cantando feito David Coverdale).

    Logo pela sinistra capa, vê-se que algo está mudado. De fato, a banda deu uma mudança verdadeira na maioria das músicas, deixando as guitarras mais graves e distorcidas, exibindo alguns dos riffs mais pesados já gravados pela banda. O clima sombrio cerca as letras e dá um clima sinistro das músicas. Sim, uma verdadeira deturpação do Power Metal Melódico alegre e positivo da banda, mas... Não é que o álbum ficou excelente? Acho o melhor da banda depois de "The Time Of The Oath".

    O time para a gravação desse álbum é o mesmo que abanda vinha mantendo há certo tempo: Andi Deris como homem de frente, fazendo os mais variados tipos de vocalizações citadas acima, a ótima dupla Michael Weikath e Roland Grapow destilando riffs, bases e solos de matar, e como já dito, pesadíssimos, Markus Grosskopf como sempre um verdadeiro professor de baixo, criativo às pampas, mesmo esse álbum não tendo nenhuma composição sua, e na bateria um verdadeiro monstro, Uli Kusch. Sem contar que temos como músico adicional o tecladista Joern Elerbrock, que se destaca bastante em certas faixas. O álbum foi produzido por Roy Z (Halford, Bruce Dickinson, Judas Priest) e o menos conhecido mas não menos excelente Charlie Bauerfeind (Que tem o Angels Cry do Angra como ponto importante do currículo).

    A introdução "Beyond The Portal" soa como se estivéssemos chegando a uma outra dimensão, atravessando um portal, devido ao clima sombrio que instaura ao seu desenrolar... Que dá espaço à pancada "Mr. Torture", que inica com teclados soturnos e os bumbos explodindo na sua cabeça. Riffs rápidos e gravíssimos e um vocal rasgadão de Andi que explodem em um refrão intenso e cheio de backing vocals.Algumas paradas repentinas antecedem a parte mais rápida da música e um solo de derreter o cérebro, para chegar ao refrão contagiante outra vez.

    "All Over The Nations" vai na linha do Power tradicional do Helloween, com um vocal mais limpo, riffs mais melodiosos, cozinha marcante, tudo em alta rotação. O refrão talvez seja o maior destaque da música, além das linhas vocais arranjadas especialmente para o vocal de Andi. O solo não é o melhor do álbum, mas cumpre bem seu papel, recheado de melodia e velocidade, aula de como tocar Power sem soar enjoativo para qualquer banda repetitiva e chata que infesta o cenário Melódico aprender como se faz, com os mestres. Já diria a música do "The Time Of The Oath", "Kings Will Be Kings"...

    Um riff de assustar abre "Escalation 666", que consiste em bases igualmente pesadas a de "Mr. Torture", porém mais lentas. As viradas de bateria e um refrão de deixar perplexo são outros destaques desse musicão. O que realmente deixa com medo é Deris sussurrando "escalation six six six" nos seus ouvidos. Por falar em Deris, esse é um dos seus melhores desempenhos no álbum,indo da voz rasgada dos versos à voz limpa do refrão com naturalidade. Só para complementar, o solo é outra coisa de se encher os olhos. O final da música é repentino e extremamente sombrio.

    "Mirror Mirror" tem um riff inicial bem puxado para o tradicional, que persiste até a música acalmar repentinamente, para teclados soturnos preencherem sua mente, e as guitarras voltarem aos poucos, e Andi faz o inverso das outras faixas: canta normalmente nos versos para poder então rasgar tudo no refrão, que é especialmente feito para bater cabeça. Ah... Mais um solo de babar. Se depois dessa você não achar que Weiki e Roland são duas feras, você só pode estar surdo...

    Um teclado emocional, parecendo vir do fundo de sua alma, inicia a obra prima "If I Could Fly", um musicão composto e letrado por Andi Deris. A melhor música do álbum é boa em tudo. Os riffs são pra ninguém botar defeito, as linhas vocais de Andi Deris são capazes de arrancar lágrimas, o refrão mais ainda, a linha do teclado que persiste bela e sonora, tem outro dos melhores solos do álbum, ainda que mais cadenciado que as porradas anteriores, uma letra meio desesperada, tratando sobre a vontade de se sentir livre de qualquer problema, preocupação, de poder consertar tudo que fosse errado... Uma obra prima, pérola valiosa para quem curte músicas cheias de feeling, prato cheio para fãs do Helloween.

    "Salvation" tem um riff à lá Power que o Helloween tanto ajudou a consagrar, tem toda aquela velocidade que o Helloween providencia às músicas, com bases supermelodiosas e contidas na medida certa, uma cozinha super encorpada, Andi Deris canta a faixa inteira com a voz limpa, exceto em algumas partes que os agudos são necessários. É a que mais lembra o Helloween antigo, com um refrão de certa maneira até positivo. O solo, aí sim, é o melhor do álbum, mesmo essa não sendo a melhor faixa. É uma monstruosidade o que Weikath sabe compor!

    "The Departed (Sun Is Going Down)", começa lenta e soturna, com Andi Deris cantando em uma linha vocal muito bem sacada, a bateria quase em tom marcial mas com certo groove pelo baixo, que cozinha muito bem. Os riffs não são lá muito marcantes, mas o refrão... Aí sim. Compete para o melhor do álbum. É totalmente empolgante e viciante. Chicletudo sim, mas uma maravilha.

    Um riff pra lá de 'maligno' é um dos destaques principais de "I Live For Your Pain", outra das melhores faixas, onde Deris consegue um de seus melhores desempenhos. O refrão é furioso, com Andi contracenando com os backing vocals, mostrando uma voz pra lá de rasgada. O solo é técnico e bonito, cristalino e tinindo de qualidade. As bases são muito boas, graves e nem rápidas, nem lentas demais. Um pouco mais e a música poderia ficar Sabbathica...

    "We Damn The Night" começa superfuriosa, com um riff animal, uma linha vocal desenfreada, e uma velocidade louca e descontrolada por parte da banda. Um refrão excelente também dá toda uma cara à música. As bases são caprichadíssimas, as viradas de Uli são de matar também... Tem uma parte com um teclado soando viajante, que antecede a um dos solos mais velozes do álbum, mas como o protocolo Helloween já ordena, é muito bem elaborado. A parte anterior a retomada do refrão é primeiro composta de um trecho pesadíssimo e uma parte em que Andi e os backing vocals ficam atuando até o refrão explodir furioso. Aí a maravilha acaba para começar mais uma.

    "Immortal" tem um começo lindo nas guitarras. Quando o peso invade sua estrutura, continua bela e cadenciada, com Andi interpretando a letra uma barbaridade. Esse sabe arrancar lágrimas quando quer. Os versos decaem em um refrão totalmente emocional. As bases não são graves, mas ainda assim, são pesadas. É outra pérola de Andi. Esse aí sabe compor de um jeito todo especial e totalmente Helloween ao mesmo tempo. O solo é completamente lotado de feeling.

    A faixa título parece que vai começar de forma infantil, até que vozes de pessoas contracenam com uma voz maligna de Andi Deris, até que um riff mezzo Power, mezzo Tradicional incia tudo. As bases são bastante variadas, e a música é bastante estruturada, com uma linha vocal superbem arranjada. A letra é outro destaque, muito inteligente. As linhas vocais variam de andamento depois de um elaborado solo, embarcando em algo totalmente emocional, com Andi dando uma aula, cantando lá do fundo da alma. Como canta o cara! Um solo de fazer babar, bater cabeça, arrancar lágrimas e tudo isso junto é disparado, talvez o solo mais longo do álbum. Um primor metálico. Depois de você ouvir, vai pensar "Helloween...Isso que é banda...", e não se sinta recriminado por pensar disso. Éfato. E obrigado, mesmo, Grapow, de compor mais uma faixa título tão maravilhosa.

    Enfim, acaba. Esse álbum fez Roland Grapow e Uli Kusch debandarem, indo formar o Masterplan. A banda não gosta muito desse álbum... Talvez pelo excesso de peso e carma negativo que é transmitido ao longo do mesmo. Mas confie em mim... Esse álbum é uma prova viva que uma banda de músicos geniais (pela parte musical) pode fazer um álbum que fuja do caminho tradicional e que do mesmo jeito ainda pode fazer um tremendo barulho, e atrair ainda mais fãs. De certa forma, esse caminho que a banda trilhou foi uma forma de poder amadurecer em caminhos não costumeiros à eles. E eles provaram que tem capacidade. Pumpkins Fly High!

    Marcadores:

    posted by billy shears at 10:03 PM

    1 Comments:

    Anonymous Anônimo disse:

    Concordo com tudo o q vc disse! Eles tem q se orgulhar mam desse album! A faixa titulo eh simplesmente a musica mais foda q eu ja ouvi do Helloween

    1:06 AM  

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