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    quarta-feira, maio 04, 2005
    Led Zeppelin-Led Zeppelin IV

    Led Zeppelin. O simples ato de mencionar esse nome já é algo especial. Banda detentora de músicos geniais e álbuns e músicas que instituem, praticamente, uma Igreja para a banda. Também não é a toa, com seus músicos realmente acima da média em muitos quesitos, é praticamente impossível produzir algo que decepcione. É um clássico atrás do outro que a banda soltou ao longo de sua carreira.

    Como alguns já devem saber, "Led Zeppelin IV" não tem realmente esse nome. Jimmy Page, já puto da vida com a mídia que criticava o som da sua banda, e agora pressionavam para saber detalhes sobre o álbum, decidiu que o sucessor de "Led Zeppelin III" não teria nome algum. De início, pareceu loucura, suicídio comercial, atestado de óbito de uma banda que vinha crescendo. E isso não se concretizou. O Led Zeppelin produziu um álbum histórico, que vendeu feito água e que não só manteve, mas progrediu o nível em que a banda vinha crescendo, um degrau a cima. O nome mais famoso dado ao álbum é "Led Zeppelin IV" mesmo, mas também pode ser reconhecido como "disco do velhinho" ou "Zoso".

    A formação da banda continuava a mesma: Robert Plant nos vocais, Jimmy Page na guitarra, Jonh Paul Jones no baixo e Jonh Bonham na bateria.

    O rock selvagem da banda já soa alto na canção de abertura, "Black Dog", com a banda expulsando para fora toda sua veia Blues. Page destila um riff animal de sua guitarra, e Robert Plant soa frenético, com ótimas melodias vocais. A bateria de Jonh Bonham é espancada de forma quase dançante. Isso é Rock dos bons, cru e despretensioso, para pular e cantar junto, sozinho ou acompanhado.

    "Rock And Roll" é iniciada magistralmente por um solo curto, furioso e destruidor do mestre Bonham, e logo após o resto dos intrumentos entram, em agitação total, e Plant lança sua grandiosa voz numa canção que é adrenalina pura. O poder dessa faixa comprova que, realmente, o Hard Rock setentista foi capitaneado por eles! O final da música pega o ouvinte de surpresa.

    E "The Batlle Of Evermore" é linda. A melodia de violão somada ao vocal mágico de Plant dão gosto de ouvir. É para se entrar no clima, fechar os olhos. Deixar a mente viajar pelo universo. Em suma, não há muito o que escrever. É uma típica faixa que só poderia ter escrita por Page e seus comparsas.

    Começa então. Uma das maiores criações de uma banda de Rock And Roll, ou melhor, de toda a música em geral. O Rock And Roll mais executado e conhecido de todos os tempo. "Stairway To Heaven" foi o hino dos anos 70 e perdura até hoje, não é difícil saber o porque. A banda provou que realmente, é de outro planeta. É impossível gente daqui criar algo tão maravilhoso. A guitarra de Jimmy Page tocando uma das introduções das mais memoráveis da história inicia a música. Robert Plant não deixa dúvidas que é um dos maiores vocalistas que já passou por esse mundo. Sabe o que é impossível de descrever com palavras, mas você quer descrever? É o caso. Essa música é capaz de emocionar qualquer um, qualquer pessoa despreparada para ouvir essa música. Fechar os olhos ouvindo essa música é garantia de uma viagem, acompanhando a letra sujeita às mais variadas interpretações e cheia de referências. "Stairway To Heaven" não mexe apenas com os ouvidos. Mexe com todos os sentidos, com a percepção, com os sentimentos de um ser humano. É impossível não se entregar de corpo e alma a essa música. Jimmy Page sola divinamente, antecipando a pauleira que é o final da música, quando esta pesa à toda, tornando-se doce e pesada, intensa e suave ao mesmo tempo. Plant termina o maior hino de todos os tempos cantando, como estivesse enfraquecido "...and she's buying a stairway to heaven".

    O peso da dupla de abertura volta em "Misty Mountain Hop", que mostra uma das melhores melodias de guitarra do álbum e Plant está um animal cantando. Essa canção, dançante, parece criar vida própria, e então, puxar a mente do ouvinte já extasiado por tanta divindade em forma de música. O solo de Page é outro arraso, e a cozinha do criativo baixo de Jonh Paul com a intensa bateria de Jonh Bonham ditam o corpo forte, constante e crescente da canção.

    Jonh Bonham foi e sempre será o maior baterista de todos os tempos, e adivinha o que ele faz em "Four Sticks"? Toca com quatro baquetas! Enquanto isso, o violão de Page é lisérgico e os vocais de Robert soam incessantes e agudos.

    "Going To California" é uma balada clássica desse maravilhoso álbum. Tem início por um lindo violão, e Plant canta maravilhosamente bem, chegando a lançar em agudos em algumas partes. E você, amigo ouvinte, nessa hora já deve estar perdido na própria mente, não conseguindo nem pensar, apenas ouvir. Um primor genial de composição.

    Tendo a difícil missão de terminar a viagem, "When The Levee Breaks", não faz feio. Começa com a bateria sendo socada lentamente e a guitarra em som de ameaça, com um baixo poderoso sendo pano de fundo para sustentar toda essa pirâmide. Segue então em ritmo lento, com Plant cantando forte e alto, com linhas vocais maravilhosas. Uma paradinha de guitarra antecede o momento mais intenso da música, onde a guitarra, apesar de ainda manter a mesma melodia, soa mais pesada, Plant berra e a bateria continua sendo socada com uma marcação grudenta. Uma profusão de atmosferas dentro de uma música só, e com a mesma melodia, variando, crescendo, diminuindo e voltando. Em uma parte soa empolgante, e na outra, relaxante. A mão mágica da banda novamente cumpriu seu papel e criou outra música maravilhosa.

    Esse álbum calou a boca da imprensa, dos críticos, atraiu muito mais fãs, provou a genialidade e competência dos membros da banda perante aos mais variados tipos de pessoas (dos mais aos menos informados sobre música), e sem medo de afirmar, ouvir esse álbum é um presente de Deus. Ou do diabo, por sempre fazer a pessoa sucumbir a tentação de ouví-lo. Mas, se ouví-lo é pecado, eu já tenho meu bilhete para o inferno, então. Um dos álbuns definitivos do Rock And Roll, de todos os tempos, que fundamentou as gerações musicais subsequentes. E diga-se, o legado da banda é o mais variado possível, vendo todas as bandas de hoje. Enfim, obrigatório na coleção de quem gosta de música.

    "And if you listen very hard, the tune will come to you at last, when all are one and one is all, to be rock and to roll."

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    posted by billy shears at 10:42 PM

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