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    quinta-feira, abril 05, 2007
    Richard Hell And The Voidoids - Blank Generation


    "Que fique registrado a quem possa interessar que não acho que a vida seja um mergulho perpétuo. E embora seja genuinamente amedrontador, não acho que o fascínio de Richard Hell pela morte seja nada além de uma estupidez... E todos os Richards Hells são uns bostas que desperdiçam uma dádiva preciso muito alegremente e não merecem que lhes seja dado nenhum crédito, mas acordados de sobressalto de alguma maneira violenta. Ou isso ou então serem espancados e mandados pra cama." (Lester Bangs)

    "'Blank Generation' é um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos. E eu achava Richard Hell - faça-me o favor, quer dizer, ele era o macho ideal. Sempre tive muito medo de falar com ele porque ele era cool demais. Ele era Bob Dylan, cara. Ele era como que de outro planeta pra mim. Ele tinha um visual tão bárbaro; quer dizer, vamos ser francos, ele era um pedaço de homem e um cara bonitão. Ele era realmente quente, realmente louco, no palco também, pode crer. Eu passava por ele e esperava que ele falasse comigo. Oh, sem chance, era demais. E as pessoas diziam: 'Como é que Richard pode fazer isso com você? Você andou com Mick Jagger, viveu com Todd Rundgren, você conhece todo mundo no universo e fica intimidada com Richard Hell'? E eu dizia: 'Não sei, não sei'" (Bebe Buell)

    "Achei Richard Hell simplesmente incrível. De novo, eu acabava comprando a idéia de mais uma vítima da moda. Não se tratava de alguém vestido de vinil vermelho, com lábios cor-de-laranja berrantes e saltos altos. Era um cara todo desmantelado, arrastado, parecendo que tinha recém-rastejado para fora de um bueiro, parecendo que estava coberto de lodo, parecendo que não dormia há anos, parecendo que não se lavava há anos e parecendo que ninguém dava a mínima pra ele. E parecendo que na verdade ele não dava a mínima pra você." (Malcom McLaren)

    Richard Hell é um dos famosos "quem" que circulam no mundo do rock. Figura influente no mundo punk que passou pelos Heartbreakers de Johnny Thunders, no Television, escreveu algumas canções com Dee Dee Ramone, arrebanhou algumas dezenas de fãs entre músicos, jornalistas e groupies e foi um dos criadores da estética punk - afinal, o famigerado Malcom McLaren vestiu os Sex Pistols como ele, e pediu para escreverem canções fortes e impressionantes como as dele.

    E não pára por aí; Richard também foi o responsável por inventar o termo que definiria a primeira fase do punk rock, a "blank generation", "geração em branco". Não no sentido de ser uma geração vazia, mas de ser uma lacuna que possa ser preenchida ao bel-prazer. No caso desses americanos sem futuro nem diversão, quanto mais drogas, sexo e piração existisse, melhor seria preenchida esse espaço.

    E para expressar tudo isso, Richard armou-se de seu baixo e seu modo de cantar zombeteiro, os guitarristas Robert Quine e Ivan Julian e o baterista Marc Bell, que já tocara no power-trio Dust e que poucos anos depois se juntaria aos Ramones, mudando o nome artístico para Marky Ramone, e formou sua banda de suporte, os Voidoids. Desde aquela época já era um artista um tanto incomum, declarando não sentir aquela química entre banda e público que todos dizem que sentem, não gostar da vida na estrada, não gostar de ir em concertos, rindo-se de si mesmo por achar que já fora um rockstar e músico profissional, discutindo Niezstche com o jornalista Legs McNeil em entrevista à revista "Punk", chamando o público britânico de desprezível, debilóide e irritante... O cara sempre soube como ser um professor em matéria de mau humor. E, ironicamente, todo mundo achava que Richard era uma estrela...

    E em 1977, Richard Hell and The Voidoids lançavam seu desbafo em forma de disco. "Blank Generation" é um testemunho dessa geração que não teve medo nenhum ao trilhar o caminho dos excessos, da autodestruição e do niilismo. A versatilidade do álbum surpreende até hoje; letras anárquicas e existencialmente decadentes (tipo Baudelaire) deitam-se sobre referências de New York Dolls, Stooges, Television e até jazz, somando isso a vocais voláteis e as guitarras impressionantes de Bob Quine . A bateria também tem um belo papel aqui, mostrando que Marc só tornou-se um baterista menos técnico ao entrar nos Ramones.

    O álbum começa então com "Love Comes In Spurts", com seu riff rolando ladeira abaixo para dar origem a um punk furioso com vocais tanto zoados quanto rugidos. A letra, cheia de segundos e terceiros sentidos, falando sobre uma garota que deixou Richard caidinho, e ele faz sua sacana banda gritar que "o amor vem em jatos" (leia com malícia, inocente leitor)... Mais ou menos dois minutos de safadeza, o que poderia caracterizar a música como uma rapidinha...

    "Liars Beware" tem um início com um instrumental elaborado, mas em poucos segundos a banda já transforma a música em algo rapidíssimo, com uma bateria que parece uma sequência de chutes no peito, somando isso com a guitarra maníaca de Quine. O vocal de Richard, meio falado, meio cantado, e às vezes até meio latido (!) tem um tom cínico que só vendo, e o cara esculacha alguém na letra de todas as formas possíveis, até terminar a canção com um berro demencial.

    As guitarras de "New Pleasure" lembram a antiga banda do companheiro Johnny Thunders, New York Dolls, e olha que a música não dura nem dois minutos. A guitarra realiza paradas quando Hell canta, mas quando ele convida a garota para sussurrar, as guitarras vêm acompanhar junto os vocais do maroto cantor. O momento mais cinquentista do álbum.

    A porradaria só é interrompida agora, com "Betrayal Takes Two", que se for pra caracterizada como uma balda, digamos que é a balada mais insolente que já existiu... Tanto em questão de letra como na sonoridade que a banda imprime a uma música mais lenta. Uma balada com espamos guitarreiros confraternizando com melodias bregas e uma grande cozinha. Claro que quem deseja algo mais previsível vai odiar Richard Hell infernizando sua vida (é... esse trocadilho foi horrível!).

    O rock dos anos 50 volta em "Down At The Rock And Roll Club", música com intercessões melódicas que explodem em rugidos, berros e vocalizações para lá de zoadas. A letra, divertidíssima assim como a música, conta a ida de Hell a um clube de rock, encontrando uma garota de dotes privilegiados e algumas substâncias ilícitas para dar um relax... A guitarra de Quine tem aqui um de seus melhroes desempenhos, enchendo o ouvido com volume abusivo.

    "Who Says?" tem uma estrutura caótica e inusitada, com momentos pulantes combinados a momentos esquizóides. E com toda a sua demência, Richard Hell pergunta para quem estiver perto para ouví-lo "quem foi que disse que é bom estar vivo?". O humor sonoro dá suporte a lírica ácida e questionadora, que cutucava com a ponta da bota todos os hippies, otimistas e qualquer um que estivesse de bom e pueril humor.

    Um dos maiores hinos da carreira de Richard, senão o maior, é a faixa-título, "Blank Generation", uma mistura de punk com músicas de estrada ouvidas pelos beatnik, e Richard sempre fazendo questão de imprimir na canção um tom maníaco. A letra conta da vida de alguém muito ferrado na vida, mas que acha tudo isso fascinante, pois como o próprio autor observa, "eu pertenço à geração em branco/e eu posso aceitar ou deixar isso toda hora/eu pertenço à geração em.../e eu posso aceitar ou deixar isso toda hora".

    "Walking On The Water" mostra a quem estiver ouvindo o poderio de Marc Bell no comando das baquetas. Uma canção cadenciada, de ritmo lento, mas de peso forte. Richard consegue tirar todas as canções do convencional com o seu vocal - esta ganha por insolência, e pela overdose de de guitarras ao seu final.

    Hell prega outro susto. "The Plan" é uma canção de melodias ensolaradas mas de bateria bastante inquieta. Ouvimos um dos melhores solos do álbum aqui, com a banda nos mostrando uma nova textura do seu som. E Richard então faz uma canção de amor, vejam só. Mas ainda assim destilando todo a ironia que sempre lhe foi habitual.

    O álbum encontra seu final com os oito minutos de "Another World", como uma versão mais melódica, ou ao menos mais condensada e direcionada, do que os Stooges aprontaram no álbum "Fun House". "Apagando meu rosto/Eu quero tanto você/Eu quero ser você/Isso é fútil, isso é triste"... "Eu poderia viver com você em outro mundo". Robert Quine nos dá então seu melhor solo - é ouvir e ter um orgasmo auditivo ouvindo. O chão chega a tremer com o som saindo pelas caixas. Rock And Roll totalmente imprevisível é isso aí.

    Os Voidoids acabariam em 83, mas ainda teriam tempo de lançar um segundo álbum um ano antes de acabarem, mas sem o brilho da sua estréia. Hell ainda daria uma força para os Outsets nos anos 80, e nos anos 90 lançou um EP solo, um disco em dupla com Robert Quine, e um disco com a banda Dim Stars, banda que montou com Thurston Moore do Sonic Youth e dois outros músicos mais obscuros. Mas o atestado definitivo do peculiar cantor encontra-se nesse álbum de 1977. E pergunto ao leitor, por que não preencher uma lacuna em branco na sua cabeça com muita insolência e nenhuma delicadeza? E olha que Hell nem exige fidelidade - você pode adorá-lo e abandoná-lo sempre que quiser. Ele é assim conosco também.

    "Fui rotulado de niilista e solipsista, que tive que olhar no dicionário. Significa alguém que está completamente envolvido em si mesmo. Ha, ha, ha. Faz sentido."
    (Richard Hell)

    Marcadores:

    posted by billy shears at 5:11 PM

    8 Comments:

    Anonymous Lucas disse:

    Punk :/
    Não gosto, mas boa resenha aeeaeae bêr.

    5:40 PM  
    Anonymous Vanessa; disse:

    muito loucoo ;D

    11:10 PM  
    Blogger natália; disse:

    o richard hell é bonitão :D


    não conheço nem metade das músicas desse álbum =/
    vou baixar algumas =D

    10:16 AM  
    Blogger Carmem Luisa disse:

    Blasfemia: Carmem Luisa não conhece Richard Hell And The Voidoids.

    2:22 PM  
    Anonymous Uploader disse:

    Putz, conheci o blog do nada!!! Muito bom, tanto o blog em si, quanto as resenhas. Na maioria dos blogs, só encontramos links para download, os caras jogam lá e falam: "BAIXEM" (kkkk), aqui não. Aqui a coisa é diferente, as resenhas além de serem bem escritas, contém um bom conteúdo.

    Parabéns, blog foda, já tah nos favoritos...

    ... Ah, encontrei um problema: Os resenhistas são muito feios!!! Os homens é claro, as minas são gatas!!! Brincadeiras a parte, é isso aí pessoal, espero que continuem assim. Ah, muito boa a resenha do IOWA do Slipknot...

    Men, I love them!!!

    FUI

    Thanks for all!

    10:33 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    AMO RICH!
    :*

    2:02 AM  
    Anonymous André disse:

    Esse blog é um dos poucos que eu gosto.

    :)

    8:22 PM  
    Anonymous Nara disse:

    nooooossa! esse álbum é muito bom! eu tinha ele no meu pc na minha fase punk, hauahauhuaha, mas meu pc morreu e não tenho mais, mas quando eu tiver com net de novo eu baixarei de novo, que agora, depois de ler a resenha, me deu vontade de ouvir de novo =~~

    viu bêr, o cara ali em cima disse que só as meninas são gatas, ahahahhaa! se fudeu! **:

    5:01 PM  

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