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    quinta-feira, julho 06, 2006
    Ultraje A Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia


    Os anos 80 serviram para o Brasil ver nascer seus maiores poetas rockeiros, Cazuza e Renato Russo. Mas nem toda banda queria saber de poesia na época. Bandas como Paralamas do Sucesso e Plebe Rude estavam engajados com lutas sociais (e os Paralamas na busca de uma identidade nacional para o B-Rock) e poucas de suas músicas, na época, romanceavam a respeito de algum assunto. Mas não sejamos maniqueístas achando que o Rock Nacional ou só tinha poetas românticos e metafóricos ou bandas engajadas. Bem antes dos Mamonas Assassinas, já haviam bandas abordando temas engraçados ou absurdos. E os tratados sobre os problemas de nossa terra nem sempre eram cantados com toda a seriedade do mundo. Uma certa banda paulista invadiu a praia de todo mundo. Invadiu a praia, invadiu as coleções de vinil e tirou um belo sarro da cara de todo mundo. Quem seriam esses? Senhoras e senhores, lhes apresento a banda mais cafajeste do hino nacional... Ultraje A Rigor!

    "Nós Vamos Invadir Sua Praia" é um marco do Rock nacional. Foi o primeiro disco rockeiro daqui a conseguir discos de ouro e platina. A marca do Ultraje era (e ainda é) o bom humor em tratar de temas como política, adolescência, zoofilia, narcisismo entre outros temas que ganham letras absurdamente engraçadas (porém, feitas com toda a sinceridade...). Das onze músicas do disco, nove foram amplamente executadas na época. É isso mesmo, você não ouviu errado. Entre todos aqueles hits instantâneos, surgiram músicas que viriam a serem verdadeiros clássicos da banda que na época era formada pelo ainda líder Roger na guitarra, voz e saxofone, Carlinhos nas guitarras-solo, Maurício no baixo e vocais secundários e Leôspa na bateria e vocais. Pelas guitarras da banda inclusive já passou o lendário Edgard Scandurra, que fez história no Ira!, outra banda-monstro do Rock tupiniquim. Inclusive, Edgard que deu o inusitado nome à banda; pois quando Roger perguntou o que ele achava da banda se chamar "Ultraje", um distraído Scandurra respondeu: "Que traje? O traje a rigor?". E o nome pegou, entrando para a história.

    Esse discão data do ano de 1985, após a banda gravar alguns compactos que enfrentaram problemas com a censura devido ao alto teor de protesto... Ou de pura sacanagem nas letras. Produzido por Liminha - um produtor que tem "culpa no cartório" em grandes clássicos do Rock nacional - e Pena Schmidt, que foi quem contratou a banda. O estúdio de gravação foi o Nas Nuvens, local onde também foi registrado a selvageria pré-histórica de "Cabeça Dinossauro", dos Titãs.

    O disco já começa em tom de alerta, com a faixa-título invadindo a praia do pessoal, alerta este que se transforma em um rock bem-humorado que fala sobre um pessoal que mora longe da praia e invade a mesma para se divertir. Música com dois solo fenomenais um de Roger e um de Carlinhos, com o carismático frontman na voz principal e Maurício fazendo as vozes secundárias. Tente não cantar o clássico refrão "Mistura sua laia/Ou foge da raia/sai da tocaia/Pula na baia/Agora, nós vamos invadir sua praia!"...

    Após toda essa diversão, entra "Rebelde Sem Causa", outra que mostra toda a mistura Beatles e new wave da banda. Pisa um pouco no freio, mas é viciante pra caramba! A música fala sobre um garoto mimado, que ganha tudo que os pais querem, que deixam ele fazer de tudo... Mas ele reclama "Não vai dar/Assim não vai dar/Como é que vou crescer sem ter com quem me revoltar?". O cara se sente anormal por não poder se rebelar com a família. Sem contar o refrão mais do que chiclete. Clássico absoluto.

    Tempestade de clássicos, só pode. Agora, "Mim Quer Tocar", uma letra genial sobre as bandas nacionais for-export, que só demonstram sua veia brasileira para fazer sucesso lá fora. Uma música fora de série, meio reggae, meio havaiana, com os sensacionais versos "Mim quer tocar/Mim gosta ganhar dinheiro/Me want to play/Me love to get the money"(...) "Mim é brasileiro/Mim Gosta banana", "Mim gosta tanto tocar/Mim gosta ganhar dinheiro"... Sem contar a platéia e os pedintes ao fundo, em um clima totalmente zoado... Mas com um puta sax de Roger, que deixa a música deliciosa de se ouvir.

    "Zoraide" talvez seja o clássico menos conhecido entre tantos contidos aqui. Um rockabilly dos brabos, sobre uma mulher que grudou em Roger feito carrapato. E Roger diz "Essa história de uma só/Zoraide, tenha dó/Eu quero mais é variar". O baixo de Maurício está muito presente, em uma linha sensacional. Não tem muito a ser dito... Um rock grudento sobre uma mulher grudenta. Combinar mais que isso só Romeu e Julieta...

    Um dos maiores clássicos do disco: "Ciúme", que praticamente todo mundo que é da época (e a galera que veio depois, também), já ouviu essa emocionada canção punk sobre um cara que não quer sentir ciúmes da sua namorada, que é normal ela ter amizades, ter liberdade... Mas não tem jeito. Ou, como a música diz: "Mas eu me mordo de ciúúúúúme"...

    Uma das melhores músicas feitas nessa terra em todos os tempos, ironicamente, esculacha a mesma. Sim, você já deve saber qual é: "Inútil". Os acordes inicias da música chegam a dar arrepios. Mas isso não é nada comparada com a letra. Muitos dizem por aí que o verdadeiro hino nacional não é aquele cheio de metáforas e frases encorajadoras, e sim essa pérola rockeira. Os versos "A gente não sabemos escolher presidente/A gente não sabemos tomar conta da gente/A gente não sabemos nem escovar os dente/Tem gringo pensando que nós é indigente" e que culminam no clássico refrão "Inútil/A gente somos inútil". Atual demais... Depois de ver a derrota na copa, o mensalão, a dívida externa, e todo mundo lamentando para logo ver a novela da Rede Bobo só reforça mesmo que... A gente somos inútil.

    "Marylou"... Fala sério, até quem não conhece Ultraje A Rigor conhece essa música aqui. Quem nunca cantou essa música, seja sozinho em casa ou no videokê no meio de um churrasco? A música conta o cotidiano de um zoófilo. Ou de um esfomeado. Vai saber. Ao ser regravada em ritmo de carnaval, esse Rock de letra absurda virou clássico infame. Um clássico desbocado. Ah, sei lá. Só sei que... "Marylou, Marylou/Tinha cara de babaca/Marylou Marylou/Botava ovo pela cloaca"...

    Bem... Perdão pela empolgação momentânea. E o bicho continua pegando. Um punk rockabilly chega ao ouvido humano: "Jesse Go", única do álbum que não tem o vocal principal de Roger, e sim do baixista Maurício. A letra tira um sarro dos artistas one-hit wonders que acabam se envolvendo mais em problemas de pessoais e/ou de ego, e acabam sumindo nas areias do tempo. Boa demais. É outro clássico-não-tão-conhecido. Mas quem conhece "a triste história de Jesse Go (Jesse Go, Jesse Go!)" com certeza adora.

    Primeiro não clássico do álbum, mas boa para ca...ramba. Essa é "Eu Me Amo", um hino ao narcisismo, uma música new wave, com uma letra sobre a pessoa procurar por muito tempo por alguém que combinasse com ele... E a pessoa acabou encontrando esse fulano no espelho. Tente não cantar "Eu me amo/Eu me amo/Não posso mais viver sem mim"... Só tome cuidado para não ser acusado de narcisista.

    "Se Você Sabia" não deixa a peteca cair. É uma das mais agitadas do disco, que mais mostra a veia punk da banda. A letra estabelece o diálogo de Roger com uma garota que não contou que o pai estava chegando, e Roger teve que sair correndo. Bem... Problema com sogro, too mundo tem alguma vez na vida... O refrão é simplesmente uma pancada, com a bateria vigorosa de Leôspa sendo atingida com mais força que o normal... A estrutura da letra torna ela muito musical, e também de fácil memorização.

    Última música e também último clássico do álbum, agora temos "Independente Futebol Clube", que entrou no disco na sua versão ao vivo gravada no Radio Clube, com participação do público que ficou em São Paulo no Sábado de Aleluia. Um rock rápido, cheio de paradas para o público gritar e com uma letra que fala sobre o direito à liberdade, independência e fazer o que der na telha. Agora, qual comunidade será que a galera gosta mais? Da Sociedade Alternativa do Raul ou do Independente F.C. do Ultraje? Na dúvida, fico com os dois.

    Não tem muito ao que acrescentar depois desse faixa-a-faixa; exceto que é um álbum indispensável. Cara-de-pau, debochado, irônico, sincero, ácido, absurdo... Viciante, atraente e com uma sonoridade que chega com frescor aos ouvidos mesmo depois de mais de 20 anos. Só resta agradecer ao Ultraje e a Roger por sempre batalharem por colocar bons (digo ótimos) discos com as sempre geniais, debochadas, irônicas, etc., blá blá blá, que o Rock nacional não tem há tempos. Uma banda única, sem igual.

    Ainda somos inúteis!

    Marcadores:

    posted by billy shears at 9:21 PM

    7 Comments:

    Anonymous dessa disse:

    uahuahua eu JURO que não vou falar que não gosto de ultraje se nao vc me mata né?
    uahuahaa eu gosto de poucas coisas bãr, sabe como é
    mas enfim
    até q eles sao legaizinhos
    auhauha enfiim
    UM BEEIJOOOO XUXU
    e ainda to com saudade, some mais pra vc ver, PORRA!

    :)
    ( eu disse q nunca sei comentar..auhauha mas eu tenteii eu juro ._.)

    12:19 AM  
    Blogger Hugo disse:

    Eu gosto de Ultraje, buddy.
    E esse disco é foda! O:

    12:38 AM  
    Anonymous Reh disse:

    ahá..
    eu ADORO ultraje :D
    mesmo nao tendo escutado metade dessas huauhauhauh

    tá tá, mais eu escutei outras xD


    fodão ber. ultraje completamente rox *o*



    ;*

    12:51 AM  
    Anonymous Anônimo disse:

    Cara, pude ver o Ultraje A Rigor há alguns anos atrás, quando surgiu aqui em SP uma onda de Rádios promoverem festivais. Felizmente não produzem mais estes shows. Os primeiros foram razoáveis, os últimos foram super populados, mal organizados e mal frequentados (sem querer soar elitista, shows grátis só funcionavam bem na Califórnia, na época dos hippies).

    Enfim, num destes festivais vi o Ultraje ao vivo. Confesso que era uma banda da qual não tinha opinião. Não gostava e nem "desgostava". Para falar a verdade, eu simplesmente não ligava, não lembrava da existência deles. E eles, botaram o melhor show do festival que também contou com Paralamas e Titãs. Aliás, o Titãs é a banda mais cagona que já vi ao vivo. Pararam o som para mandar o pessoal parar de agitar e se agredir. Caraca, eles mesmos gostam de posar como uma banda de rock n'roll, mas o rock n'roll deles morreu há muito tempo atrás. Muito mesmo.

    Resumindo: Ultraje é foda!

    Abração,
    Luis

    luismilanese.wordpress.com

    2:22 AM  
    Anonymous yuri disse:

    conheço e gostode todas essas músicas, a unica q não conheço é "se vc sabia"
    algumas dessas estão no acústico com versões legais...eu só acho q no acústico faltou uma musica q tbm merecia um post..."vamos virar japonês"
    é bem legal
    vlw!!!

    2:51 PM  
    Anonymous Rah disse:

    aaahaha ultraje mto rox! clássicos nesse cd! =D~
    e realmente, eles fazem um rock engraçado e sincero... XDDD
    resenha legal... ^^
    beeejo ber! ;**

    5:25 PM  
    Blogger natália; disse:

    Ultreje a Rigor...
    pra falar a verdade não é, e nunca foi, umas das minhas bandas preferidas do Rock nacional, mas que sempre teve um bocado da minha simpatia... Sempre achei bacana essas letras debochadas, irônicas e INÚTEEEEIISSSSS... E tbm por eles, que fizeram esse estilo um pouco mais diferente do que o povo costumava ouvir.

    ótima resenha.

    (:

    10:39 PM  

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