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    sábado, julho 01, 2006
    Sex Pistols - Nevermind The Bollocks Here's The Sex Pistols


    Bem, eu poderia ficar discursando horas a fio, e ainda assim, não passaria a idéia exata da importância desse disco. Mas, vamos lá. Apesar do Punk Rock já ter seu embrião nas terras yankees, com as subversivas letras dos Stooges, a consciência política do MC5 e a deliquência dos Ramones, a galera ainda não estava pronta para o baque. Assim como não estavam pronta para o baque do fim dos Beatles, da morte de Brian Jones, do primeiro disco do Black Sabbath, para a androginia do Glam Rock...

    Quando a música disco começava a tomar o mundo de assalto, com artistas como Gloria Gaynor, Barry White, Donna Summer e os extravagantes Village People (que hoje só deixam lembranças como "artistas que fazem os machões soltarem a franga" - especialmente no caso da Gaynor e do Village People!) . Bandas de rock como Eagles, Queen, Rolling Stones e Blondie, e grupos românticos como ABBA e Bee Gees incorporavam elementos do dançante estilo ao seu som (Pô, Jagger... decepção para quem escreveu "Street Fighting Man"...)... Tudo festa demais. O que não correspondia ao estado que Londres se encontrava na época. A Inglaterra estava em franca decadência, e o rock progressivo tirava o vigor daquele rock que protestava contra os problemas do mundo, e agora se perdia em viagens instrumentais recheadas de jazz e música erudita... Até 1977.

    Sim, o ano em que Elvis Presley, Charles Chaplin e Carlos Lacerda deixavam o mundo para entrar nos anais da história (uma forma bonita de dizer "morrer", não?) também apresentou ao mundo o primeiro e único álbum de inéditas da ultrajante maior farsa do rock and roll: "Nevermind The Bollocks Here's The Sex Pistols", dos... Sex Pistols, banda idealizada por um ganancioso e ousado empresário, o famigerado Malcom McLaren, que montou a banda enquanto trabalhava em sua loja de acessórios eróticos, e já tinha tido a experiência de trabalhar com os New York Dolls, uma das primeiras bandas a introduzir a androginia extravagante de homens maquiados e travestidos no Rock And Roll. Mas nada de andróginos dessa vez. Ele reuniu o guitarrista Steve Jones, o baterista Paul Cook... e duas grandes lendas do Rock: o baixista Sid Vicious, um músico abaixo do medíocre, destrutivo e autodestrutivo, que não sabia o que era estar sóbrio, que havia substituído o baixista anterior porque o mesmo (Glen Matlock) gostava demais de Beatles; e Johnny Rotten, que entrou na banda ao cantar "School's Out" de Alice Cooper acompanhando a Jukebox de McLaren, e que recebeu o carinhoso apelido por ter os dentes em estado decrépito, e que impressionava por sua atitude ao andar com a camisa que continha a inscrição "I Hate Pink Floyd".

    O mundo já vem abaixo na niilista "Holidays In The Sun", com seu ritmo alucinante e sua letra berrada por Rotten. A banda já destila todo o veneno: "Claustrofobia, há muita paranóia/Há muitos cubículos em que eu já fui antes/E agora eu tenho uma razão,/Não é uma razão real para ficar esperando/O Muro de Berlim". Totalmente caótica, encarnando a violência que muitas bandas só representavam... Magnífica!

    Logo em seguida, vem "Bodies", mais violenta ainda, com o vocal cuspido e rasgado de Rotten, com uma letra especialmente nojenta e ousada para a época, falando sobre aborto e a hipocrisia que as pessoas agem com relação a esse assunto. Rápida, violenta, com as guitarras pegando fogo... E o carisma de Johnny sempre indispensável...

    "No Feelings", outra pancada rápida, com uma letra totalmente delinquente, cantada sobre uma música inacreditável, transpirando raiva... Uma música extremamente egocêntrica, já que Rotten declara que só tem sentimentos por ele mesmo. "Não há brilho da lua depois da meia-noite/Eu vejo vocês, pessoas estúpidas, por aí procurando diversão/Bem, eu estou tão feliz, eu estou me sentindo bem", diz a música. Uma inacreditável metralhadora de críticas ao british-way-of-life.

    Essa parece ser destinada a todos os políticos. "Liar" tem os vocais discursados, o instrumental destilando riffs caóticos, bateria espancada e um baixo precário. "Eu sei aonde você vai, todo mundo sabe/Eu sei tudo o que você faz ou diz/Então quando você conta mentiras/Eu sempre estarei em seu caminho/Eu não sou palhaço de ninguém e eu sei tudo/Porque eu sei o que sei". A grande farsa do Rock And Roll, ironicamente, foi uma das bandas mais ousadas de todos os tempos. Nunca ninguém na Inglaterra tinha sido tão cara-de-pau e irônico quanto essa banda. Com uma ousadia dessas, também, não podia dar em outra...

    Uma avalanche que continua arrasando tudo sem se importar com o ouvido humano... "Problems" é mortal e cortante, uma letra totalmente anárquica, que protesta contra a censura, e a invisibilidade e inépcia do cidadão. Um dos momentos que a guitarra de Steve Jones mais pega fogo. A banda era precária demais para ele ter algum reconhecimento como músico excepcional, mas o negócio é: ele nunca fez feio ao construir os climas caóticos e selvagens dos Pistols.

    E a rainha, sustentada por toda a população britânica, enquanto quem realmente precisava morria de fome? "God Save The Queen" é um dos hinos supremos do Punk Rock (e por extensão, do Rock em geral). Como não desmontar frente ao fortíssimo riff de Jones, que mais parece um soco na cara? "Deus salve a rainha/O regime fascista/Fez de você um retardado/Bomba-H em potencial"... A letra desmontava a Inglaterra, uma das letras mais irônicas e ultrajantes da história, tanto que, quando ela atingiu o primeiro lugar na Inglaterra, o nome da banda não apareceu. Isso mesmo: o primeiro lugar ficou em BRANCO. Coisa que nunca mais aconteceu na história do Rock. Eles também provocaram a primeira greve de trabalhadores da gravadora, pois todos se recusavam a prensar o disco. "Não há futuro nos sonhos da Inglaterra", grita Rotten, desafinado, no limite da sua voz, totalmente nervoso, para descambar em um dos refrões mais conhecidos. Todo mundo que tem um mínimo de revolta no coração, ama essa música. É inevitável.

    "Seventeen" e o caos continua, com a bateria sendo atiginda de forma dura e seca, com os acordes lineares, mas ainda incendiários, com a banda afirmando, e tendo Rotten como porta-voz, que eles eram realmente vagabundos, gostavam é de barulho, para que não olhassem ele através de uma máscara. Johnny chega a atingir vocais guturais na música.

    O ataque não está planejado para parar. Outro clássico-mor da banda, com todo sua selvageria e intensidade: "Anarchy In The Uk", com todo seu sarcasmo e a terrível risada de Rotten em seu início... Destilando a letra que representava o que os revoltosos jovens britânicos sentiam queimando por dentro: "Eu sou um anticristo/Eu sou um anarquista/Não sei o que eu quero/Mas sei como conseguir/Eu quero destruir transeuntes", grita Rotten, desafiador. A banda grita o que os punks queriam: Anarquia, niilismo... "cause I want to be an anarchist, again I'm pissed, DESTROOOOY"...

    Pisando no breque em termos de ritmo, mas não em termos de letra, agora temos "Submission", com seu ritmo até dançante, e os vocais discursados de Rotten, compondo a atmosfera totalmente caótica da banda... A letra discorre sobre o título, falando sobre submissão e ser um capacho do governo inglês. Um refrão berrado pela banda toda, assim como no resto da banda, mostra que eles não estavam afim de alcançar resultados diferenciados ou acabementos geniais para cada música: a desordem em forma de música era o que estava valendo... e destruindo.

    "Pretty Vacant" é arrepiante, em sua introdução que cresce até virar uma música que segue a cartilha dos Sex Pistols, que como todos sabem, eles esqueceram no lixo e foram mandar a rainha Elisabeth à merda... O sarcasmo dos caras era totalmente corrosivo: Rotten descreve a juventude britânica como um bando de "bonitos desocupados". "Oh, tão bonitos, nós somos desocupados/ Oh, nós somos tão bonitos/Oh, tão bonitos, ah/Mas agora não nos importamos ".

    Entra a penúltima música do álbum, "New York", uma das mais pesadas do álbum, onde as guitarras de Steve Jones soa mais grave e a quadrada linha de bateria parece perto de romper os tímpanos humanos. Johnny Rotten é incansável: "Um beijo, um beijo, você é vendido com um beijo/Uma procura por um beijo, você está se tornando isso/Eu quero beijar qualquer coisa/Oh, beije esse garoto"... O vocal do cara, pelo menos nessa época, era o mais podre possível, sem técnica nenhuma... O que dizer? Chocante.

    Para fechar o álbum, "E.M.I.", uma feroz e densa crítica às gravadoras, onde a banda assume com a maior cara de pau sua condição de farsa: "E vocês acharam que estavámos fingindo/Que nós todos só queriamos dinheiro/Vocês não acreditam que somos pra valer/Ou você perderia sua atração barata?"... Até com a própria banda e gravadora os caras tiravam um sarro... Um marco, literalmente, mostrando que a raiva que os rockers sentem da gravadora não é de hoje. Tanto Rotten como o instrumental estão animalescos.

    Após esse disco e uma rápida turnê norte-americana, a banda ruiu. Sid Vicious foi acusado de matar sua namorada Nancy após a mesma ser encontrada morta à facadas, e então morreu de overdose. Johnny Rotten se mandou para sua carreira solo, consertando seus dentes. Malcom McLaren lucrou absurdos e talvez continue até hoje catando os louros que os Sex Pistols deixaram no seu rastro de violência e sarcasmo.

    Esse disco, assim como "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" (Beatles), "Paranoid" (Black Sabbath), "Are You Experienced?" (Jimi Hendrix Experience), "Raw Power" (Stooges), "Nevermind" (Nirvana) e alguns poucos outros, mudou a história da música para sempre. Os Sex Pistols racharam o punk em dois, a new wave e o hardcore. Os Sex Pistols influenciariam o Damned, o Clash, o Napalm Death, o Slayer... até o Dance Of Days, o Guns N' Roses, aqui, o Aborto Elétrico, o Plebe Rude... Enfim... Penetrou nas estruturas da música para nunca mais deixar ela ser a mesma, seja isso bom ou ruim. Um soco na cara que continua doendo até hoje.

    "Nevermind the bollocks..."

    Marcadores:

    posted by billy shears at 10:40 PM

    13 Comments:

    Blogger natália; disse:

    ahh, maravilha a resenha.

    há uns 3 ou 4 anos atrás, quando eu era mo revoltada e só queria saber de punk rock, o sex pistols era a razão do meu viver! uahuaa
    eu ouvia todo dia... até que aos poucos fui conhecendo coisas novas, e as músicas deles foram ficando meio esquecidas aqui.
    deu até saudades de ouvir agora. e esse disco é mto bom, adoro todas as faixas.

    e sem falar que os caras revolucionaram a música tbm, deixam marcas que estão presente até hoje.

    ótimo post!

    12:39 AM  
    Anonymous Lucas disse:

    Booooooooa!
    Sex Pistols é foda pra caramba. Música das booa uaheuaheae. E God Save the Queen domina!
    Bela resenha. =)

    10:31 AM  
    Anonymous Andressa disse:

    Muito bom trabalho!

    Nunca ouvi músicas deles, mas já ouvi falar demais!

    Beijão.

    9:24 PM  
    Blogger Loveless disse:

    Não gosto de Sex Pistols,mas não nego a relevância deles...

    Boa resenha!

    10:20 PM  
    Anonymous Conrado disse:

    quanto aos embriões do punk rock, esqueceu de citar um dos mais importantes, Yoko Ono

    2:16 AM  
    Blogger cheeky disse:

    esse aí é bom. caro, mas bom.
    God Save the Queen! =D

    :*

    1:28 PM  
    Anonymous Natasha disse:

    Na hora que eu vi o link eu pensei ''Beer e as bandas que eu não conheço'', mas daí eu vi um dos cds mas fodas de uma das bandas mais fodas! \o/

    Puta que pariu como amo esse cd, como amo essa banda!

    Muito boa a resenha, Beer. E quem gostou não entendeu.

    6:21 PM  
    Anonymous Iza disse:

    iuaheiuaehaihe sex pistols é tão porcaria que chega a ser legal =P
    É divertido, bom pra ouvir no talo e cantar junto... mas só isso.
    Importantes pra música, blá blá blá, mas ainda assim, grande porcaria é o que eles eram.

    6:23 PM  
    Anonymous Octavio disse:

    è legal

    6:28 PM  
    Anonymous Dark disse:

    Eu sei q o punk rock eh uma coisa meia feliz, eu nao gosto, gosto + de hardcore e o punk + agressivo de UK, como Chaos UK, o Discharge q eh belo pelo amor de Deus e formas extremas como Napalm, Extreme Noise Terror tbm de UK.

    Eh mais agressivo, menos comercial, mais direto no assunto.

    6:32 PM  
    Anonymous Dark disse:

    Pra mim o Discharge sim q revolucionou, mostrando uma coisa mais direta. O Sex Pistols não era suburbano igual ao Ramones pra mim, o Remones eh bem mais influente na cultura mais "suburbana/revolucionaria/pensativa", o Sex Pistols era uma coisa meia, ah cara, meia ieieie.

    6:35 PM  
    Blogger bêr disse:

    O Discharge não pode nunca ter revolucionado porque eles não alcançaram a mesma fama que os Sex Pistols tiveram. Também não tiveram a mesma influência que os Sex Pistols tiveram.

    O Sex Pistols que trouxe cunho político ao punk rock, os Ramones falavam de adolescência, do cotidiano de um pobretão para ser mais específico.

    E justamente por terem menos público que eles não causam a revolução que os Sex Pistols causaram; a Inglaterra estava em franca decadência e o sucesso, letras, performances e entrevistas de bandas como o Sex Pistols que motivaram os jovens da época a protestar, junto ao sucesso de outras bandas também inglesas como o The Clash (menos niilista e mais marxista).

    Desculpa, mas underground não causa revolução. A revolução russa de 1917 aconteceu porque propagaram a causa, não porque ficaram pensando que gente demais estragaria o movimento.

    2:14 PM  
    Anonymous dunha_grunge disse:

    sex pistols eh foda de mais
    simplismente

    8:24 PM  

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