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    quinta-feira, dezembro 01, 2005
    Marilyn Manson-Mechanical Animals


    Em 1998, Marilyn Manson prosseguiu com sua trilogia lançando o sucessor de "Antichrist Superstar": Mechanical Animals. Acompanhado pela formação Twiggy Ramirez nas guitarras e baixo, Madonna Wayne Gacy nos teclados e sintetizadores, Ginger Fish na bateria e a produção de Michael Beihorn (que já produziu os Red Hot Chili Peppers,Ozzy Osbourne e KoRn, entre outros), Manson nesse cd critica duramente a alienação da grande massa. O próprio tíulo, "Animais Mecânicos", comprova isso: tão sobrecarregados de acesso à muitas informações por segundo, ídolos de plástico e tendências comportamentais, acabamos nos tornando mais autômatos sem mente do que propriamente seres vivos. Uma coisa interessante é o desenho do CD, imitando uma pastilha com 'COMA' escrito, referência direta à nossa vontade de querer entrar em coma para não ter que suportar as desgraças que afligem nosso cotidiano. Manson deixava de se tornar o AntiCristo da destruição adorado inconscientemente para se tornar Omega, o ídolo de plástico, criado através de uma experiência do governo, com o intento que as pessoas voltem sua atenção para ele e esqueçam dos problemas do nosso mundo.

    O álbum abre de forma lenta, quase em torpor, com uma melodia distante dos teclados. Manson começa a cantar "Great Big White World" com um vocal magoado e de uma revolta contida. O refrão ganha mais poder nas guitarras, com Marilyn cantando "Porque é um grandioso mundo branco/E nós perdemos nossas cores", criticando como nosso mundo ficou equalizado, igual e sem vida, um lugar plastificado. Um sentimento quase insuportável de desespero permeia a música.

    Após descrever como é o planeta vazio de plástico, Mr. Manson descreve como é a sociedade desse planeta. Isso ocorre em "The Dope Show", com um clima pesado e dançante ao mesmo tempo. "Dizem que as drogas/Nos fazem nos sentir tão vazios/Amamos em vão/Somos narcisistas e tão fúteis/Os tiras e as bichas/ Você tem que engolir para estar por dentro/Ódio hoje, sem amor pra amanhã. /Somos todos estrelas agora, no show das drogas". A crítica é ácida principalmente no verso "Eles te amam quando você está em todas as capas/Quando você não está, eles amam outro". Teclados artificiais e backing vocals cativantes dão um charme à música, fazendo que a crítica seja disposta em cima de uma música diferente e de alta qualidade.

    A faixa-título "Mechanical Animals" tem um riff quase hard rock, para logo desbancar em versos cantados desesperadamente e climas depressivos guiados pelos teclados de Gacy. "Éramos neurofóbicos e perfeitos/No dia em que perdemos nossas almas/Talvez não fôssemos tão humanos assim/Mas se chorarmos, iremos enferrujar". A letra toda corre em cima de uma música monolítica e de um tristeza transbordando. Ao invés de gritar, Manson está cantando muito, mostrando realmente que tem talento para o cargo que assume. Após explicar a sociedade, Manson define os indivíduos: robôs automáticos e sem nenhuma vontade, prontos a obedecer qualquer ordem.

    "Rock Is Dead" é a mais pesada e violenta do álbum (inclusive foi tema do filme "Matrix", caindo como uma luva na metáfora que é o filme). "Todos são simples macacos com bebês alienígenas/Anfetaminas pros garotos/E crucifixos pras moças"..."Construam um novo deus para medicar e imitar/nos venda sucedâneos bem embalados/E realmente falsificados". A música transborda fúria e revolta por habitar um mundo de alienados vazios de personalidade. Tente não agitar no pulante refrão."O rock está mais morto do que nunca/Choque, está tudo na sua cabeça/Seu sexo e seu narcótico é tudo que nos alimenta/Então fodam-se seus protestos/E coloque-os pra dormir...(Deus está naTV)", usando o termo 'Rock' para metaforizar nossa capacidade de revolta que foi retirada de nós e aceitamos isso facilmente.

    O álbum se arrasta na melodia triste e depressiva inicial de "Dissociative". Usando termos que designam funções biológicas e tecnológicas uns seguidos do outro, a letra reafirma a tese que somos bonecos de "alma digital, com os sistemas nervosos desativados", como dizem alguns dos versos da música. O refrão reafirma o lado mais industrial de Manson, porém o resto da música apenas se arrasta fracamente, quase agonizando o ouvinte.

    "The Speed Of Pain" começa com fracos ruídos, que dão espaço para fracas palhetadas de guitarra e efeitos distantes dos sintetizadores sustentarem o vocal entristecido de Marilyn. Os vocais de fundo são marcantes, mas não mais marcantes que a tristeza que Manson passa nessa faixa.Depois de criticar como tudo nesse mundo é plastificado, Manson diz que até nossos sentimentos estão sendo plastificados, transformados apenas em meras obsessões, tudo em nome do progresso tecnológico da humanidade. "Espero que possamos morrer de mãos dadas para sempre", diz Marilyn,quase sem esperança, nos versos finais da canção.

    "Posthuman" retoma a velocidade do álbum, com Manson voltando a berrar ao lado de efeitos de sintetizadores neuróticos. Marilyn novamente ataca sentimentos transformados em obsessões, agora mais direto do que nunca: "Deus é só uma estatística/(...)/Deus é um número que você não pode contar/Você é pós-humano e conectado". O momento que Ginger Fish espanca a bateria junto a efeitos eletrônicos motiva a pular. Uma voz mecânica e seca fala "Tudo que brilha é frio, tudo que brilha é frio".

    Um início eletrônico introduz "I Want To Disappear", com arranjos vocais de fato cativantes.Agora o ataque vai à futilidade:"Ei, e nossas mamães estão perdidas agora,Ei, papai é outra pessoa/Ei, nós adoramos o abuso/Porque isso nos faz sentir que somos necessários/Agora, e eu sei/Eu quero desaparecer/Eu quero morrer jovem". É impossível não reparar na ironia cáustica gigante do verso "Eu era um niilista/E hoje estou tão entendiado..."

    A ironia se assume em forma plena na dançante "I Don't Like The Drugs (But The Drugs Like Me)"."Garota regrada/Somos brancos e tão heteros/E nosso sexo é missionário/Somos molengas e estamos sóbrios/E nossas confissões serão televisionadas", canta Manson em um tom de sacanagem que só ouvindo para perceber. A letra dessa música chega a me lembrar o livro "Admirável Mundo Novo"de Aldous Huxley, quando Manson afirma que está sendo dosado e preparado para cair, educado para ser estúpido e ensinado a não ser nada. "Há um buraco em nossas almas/Que preenchemos com drogas e nos sentimos bem", diz Marilyn fazendo referência à perdição juvenil em busca de algo que preencha a existência. Um coral feminino soul encerra a música.

    "New Model No.15" é pesada em suas passagens de guitarra e eletrônica em seus versos. A letra fala de um induzido orgulho de se andar na linha, nunca desobedecer às ordens ditadas por um Estado sufocante. "Sou tão falso quanto um bolo de casamento/(...)/Lamentavelmente previsível/Politicamente correto" e no refrão "Eu sou o novo, o novo, o novo modelo/Não tenho nada por dentro". Apesar da letra conformista, Manson contrasta isso cantando com fúria e indignação.

    Futilidade extrema são um dos fatores retratados em "User Friendly". "Me use como se fosse uma prostituta/Relações são um saco/Delete quem você transou", diz Manson interpretando a ordem subliminar que todos seguem, de serem apenas máquinas de sexo, obsessivas atrás de prazer imediato. Como era de esperar, tem uma sonoridade excelente, misturando Rock e eletrônica com perfeição.

    Um baixo marcante e um vocal arrastado de Manson iniciam "Fundamentally Loathsome", com uma letra que Manson expressa seu desejo de se alienar para não expressar os problemas que fazem-no sofrer, "Eu quero acordar no seu sol branco/Eu quero acordar no seu mundo sem dor". O desejo por alienação traz no meio da música um improvável solo de guitarra, que, pasmem, é excelente (levando em consideração que o estilo musical de Manson não é muito usário de solos de guitarra).Um solo gélido, triste e belo. "Os vivos são mortos/E eu espero me juntar à eles também/(...)/Quando odeio, eu sei que posso sentir mais/Quando você ama, você sabe que não é real".

    "The Last Day On Earth" tem um início melódico e soturno, para Manson cantar uma letraapocalíptica mas ao mesmo tempo conformada: "Estamos tremendo em nossas muletas/Altas e secas,agora nossa pele é de vidro"..."Somos módulos e provedores danificados", como se um robô vivenciando seus momentos finais em seu planeta plastificado prestes a explodir. "Eu sei que eles me querem morto/Eu sei que é o último dia na Terra/Estaremos juntos quando o planeta morrer", canta um magoado refrão. Um coral de voz mecânica e digital surge no final da música,como se todos os autômatos da Terra resolvessem lamentar seus momentos finais em uníssono. A música termina de forma extremamente melancólica.

    A melancolia se aflora no início mais depressivo de todo o álbum, da canção final "Coma White".Tudo que o álbum diz foi sintetizado nessa música: alienação, drogas, futilidade, obessão.Um refrão extremamente pesado, intenso e delirante deixam qualquer um perplexo. "Uma pílula para te entorpecer/Uma pílula para te deixar retardado/Uma pílula para te fazer uma outra pessoa/Mas todas as drogas desse mundo/Não a salvarão dela mesma". Peso, tristeza e intensidade tornam essa música única, como se estivesse em meio a um pesadelo de cair eternamente em um buraco, sem conseguir ver nada em volta, apenas uma melodia bela e depressiva preenchendo seus ouvidos. Um desespero que é esquecido por meio do poder que a alienação pode exercer sobre as pessoas, que se esvai em drogas para entorpecer sua mente e te tornar cada vezmais sugestionável e apático.

    O álbum termina, com uma grande mensagem a dizer,dispersa em meio a inúmeras metáforas e ironias à nossa sociedade que tanto nos subjugou e escravizou nossas mentes. Algo raro acontece: mesmo sendo o segundo capítulo de uma trilogia, ele não se torna incompleto em momento algum;pelo contrário, serve muito bem sozinho e é uma transição necessária para o perfeito entedimento da trilogia composta por Antichrist Superstar, Mechanical Animals e Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death). Vale comentar também que Manson teve que interromper a turnê desse álbum para responder se ele teria incentivado o homicídio de 13 pessoas e logo em seguida o suicídio cometido por dois jovens em Columbine Highschool, nos Estados Unidos. Na verdade, a música de Manson era uma válvula de escape aos dois jovens, que, por serem diferentes, eram dia após dia humilhados por pseudo-maiorais. Quando Marilyn Manson foi questionado sobre o que falaria comos jovens Eric e Dylan se tivesse oportunidade, Manson respondeu: "Eu não falaria nada. Eu ouviria o que eles tem a dizer. Foi isso que ninguém fez.".

    Mechanical Animals, para todo ouvinte de música industrial, música pesada ou música de conteúdo inteligente, é obrigatório. Um disco de Marilyn Manson é sempre algo de criatividade memorável.E, na minha sincera opnião, Manson é um dos maiores artistas do século. Ainda vai demorar muito para surgir alguém parecido, pode apostar...

    Marcadores:

    posted by billy shears at 12:17 AM

    7 Comments:

    Anonymous Jok disse:

    Sem comentários... banda excelente, album tb.... enfim... pena q nem todos q ouvem... são tocados pela mensagem q ele manda... =
    Resenha ficou mto boa, congratz!

    abraço o/

    12:48 AM  
    Anonymous Dark disse:

    Que bizarra a capa UAHEiuhAEUIhIUAE, + então, resenha ta mto boa, apesar de eu não curtir mto o som.

    1:31 AM  
    Anonymous JJ disse:

    Realmente, tenho que bater palmas pois essa resenha ficou muita boa mesmo. Soube se expressar e detalhar muito bem sobre esse álbum do MM.

    Continue escrevendo essas ótimas resenhas cara. Parabéns.

    3:00 AM  
    Anonymous sam disse:

    o marilyn manson tem um estoque de letras foda demais, fora que o som é do caralho também.
    se eu acho esse cd, eu compro xD~
    a resenha ficou foda, foda MESMO, afinal, você que fez :B

    te amo!
    (x

    3:00 AM  
    Anonymous augustinho_ disse:

    sem comentários. manson rules everything. ele é o cara. e suas resenhas sao do caraleo

    3:01 AM  
    Anonymous Agatha disse:

    Todas as suas resenhas do Manson são fodas. Adorei... *-*

    3:01 AM  
    Blogger Pedro disse:

    adorei a resenha, está de parabéns. Ainda não digeri a essencia de tds as letras, sim ainda estou consumindo o cd.
    Digamos q seja um ouvinte um pouco anacronico do MM. Acabei de bx o cd na íntegra.
    Mas de qualquer forma, favoritei seu blog,depois de ouvir por completo, vou reler e aih fazer meus comentários.

    2:26 PM  

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