colaboradores

BERNARDO
18 anos, RJ
+ info

NARA
16 anos, SP
+ info

LUDEN
15 anos, SP
+ info

SAM
16 anos, SP
+ info

VITOR
18 anos, RJ
+ info

LIZ
15 anos, RJ
+ info

NAT
17 anos, SP
+ info

GABO
16 anos, SP
+ info


Previous Posts

a r q u i v o s

  • Janeiro 2005
  • Fevereiro 2005
  • Março 2005
  • Abril 2005
  • Maio 2005
  • Junho 2005
  • Julho 2005
  • Setembro 2005
  • Outubro 2005
  • Novembro 2005
  • Dezembro 2005
  • Janeiro 2006
  • Fevereiro 2006
  • Março 2006
  • Abril 2006
  • Maio 2006
  • Junho 2006
  • Julho 2006
  • Agosto 2006
  • Setembro 2006
  • Outubro 2006
  • Novembro 2006
  • Dezembro 2006
  • Janeiro 2007
  • Fevereiro 2007
  • Março 2007
  • Abril 2007
  • Maio 2007
  • Junho 2007
  • Julho 2007
  • Agosto 2007
  • Setembro 2007
  • Outubro 2007
  • Novembro 2007
  • Dezembro 2007
  • Janeiro 2008
  • Fevereiro 2008
  • Março 2008
  • Abril 2008
  • Agosto 2008
  • Setembro 2008

  • L    i    n    k    s

  • Google News
  • Rock Town Downloads!
  • ~Daia.no.Sakura
  • Young Hotel Foxtrot
  • É Rock And Roll, Baby
  • Musecology
  • O Resenhista
  • Dangerous Music No Orkut

  • B    U    S    C    A


    L i n k    U s




    c r e d i t o s

    Powered by Blogger
    Design by Nara

    sexta-feira, novembro 04, 2005
    Alice In Chains-Dirt


    Uma banda como poucas, é o que pode ser dito do Alice In Chains. A banda já é única quando tentam rotulá-la. Por ela estourar na década de 90, e usarem um visual largado e ter sua música envolta em uma angustiante aura depressiva, era chamada de grunge. Os problemas começam reparando na sonoridade da banda, nitidamente influenciada por Black Sabbath e outras bandas de heavy metal e hard rock. Depois, leva-se em consideração que, tirando o fato que eles gravaram um EP com alguns integrantes do Soundgarden e Mudhoney (de nome "Sap"), pouco era a relação do Alice com as bandas grunge. Na maior parte de sua carreira, o Alice In Chains excursionou com bandas do porte de Slayer,Megadeth,Anthrax,Ozzy Osbourne,Kiss,Van Halen e Iggy Pop.

    Os vocais depressivos e as letras mórbidas de Layne Staley, a guitarra distorcida e carregada de Jerry Cantrell, e a mastodôntica cozinha do baixista Mike Starr e do batera Sean Kinney são os pais de "Dirt", que há mais uma década é um dos álbuns mais sombrios sonoramente e pesados tematicamente. Ele consegue sim manter esse posto desde 92, com gente de peso na competição, como "Angel Dust", do Faith No More, "The Downard Spiral" do Nine Inch Nails e "Antichrist Superstar" do Marilyn Manson.

    A destruição do próprio ego já começa no soco na cara "Them Bones", com um riff inicial de matar de susto os fragéis do coração. Logo entram os vocais arrastados de Layne, proferindo versos como "Eu me sinto tão só/Acabarei numa grande pilha dos ossos deles" e "Pesadelo se torna realidade/Eu me deito, morto,sob o céu vermelho". Já não basta todo o peso, a música ainda é complementada por um solo metalizado de Jerry. É de se elogiar também a pegada da bateria de Sean Kinney, dá para sentir os bumbos explodindo dentro do seu cérebro.

    "Dam That River" tem um riff quase hard, assim como suas linhas vocais. "Você é uma serpente que eu pisaria/A única coisa que eu não abraçaria"..."Você mija sobre minha vela/Provando que você é uma farsa" canta um animalesco Layne. Um solo que lembra bastante metal tradicional é disparado dos dedos de Cantrell. As vocalizações no refrão grudam na cabeça: "Oh, você não pode represar aquele rio/E ele me banhou para bem longe". A música acaba repentinamente.

    Entra a arrastada, com um riff mezzzo Iommi, mezzo Jerry Cantrell mesmo, "Rain When I Die". O baixo é bem audível no início da música, com uma letra totalmente desesperançosa, autodestrutiva e arrependida. "Eu sou um enigma tão forte/Você não pode me quebrar"..."Ela chamou meu nome?/Acho que choverá/Quando eu morrer". A música é forte e arrastada, feito um verdadeiro mastodonte. Ainda assim, Jerry consegue encaixar belas melodias no meio da música.

    Tente não entortar pescoço e mente ouvindo "Sickman". Neurose, depressão e um peso insuportável em alguns momentos, uma melancolia terrível em outros, permeiam a música, com um riff rápido e que ecoa em todos os ouvidos por onde entra. Uma canção sem nenhuma esperança, que vai de uma parte rápida e destrutiva a uma parte melancólica e triste mais de uma vez. "Que diabos eu sou?/Leproso por dentro/Por dentro da parede da paz/Sujo e doente"..."Homem doente, homem doente".

    "Rooster" foi feita por Cantrell em homenagem ao seu pai, que lutou no Vietnã. É o maior hit do disco. O próprio clipe é uma crítica nada sutil às guerras em geral. A letra relata os horrores que um soldado enfrenta na guerra, como perder amigos próximos, se drogar e perder a esperança em Deus. Em seus versos a música é arrastada, melancólica e leve; Que reveza com um refrão infernal e monolítico, extremamente sinistro.

    Falando sobre o vício em drogas, temos "Junkhead", essa novamente com um riff da escola Tony Iommi. A música é bem arrastada, com Layne assumindo ser um drogado na letra, mas ao mesmo tempo deixando no ar uma mensagem sub-entendida: "eu sou viciado em drogas, mas você é viciado em alguma coisa igualmente ruim". A letra parece assumir, também, que eles se drogam para escapar da norma hipócrita da sociedade, e seu sistema elitista. O solo é uma coisa de mestre. Viajante e primoroso, apesar de curto. Sim, realmente elogio muito Cantrell; considero ele um dos melhores guitarristas que já pisaram no nosso mundo.

    "Dirt", a faixa título, é um tanto exótica, com um arranjo e linhas vocais meio em que um clima místico, quase oriental. A letra é extremamente suicida: "eu quero que você me mate/e me enterre,pois não quero mais viver"..."quem não se preocupa/é quem não deveria/Eu tentei me esconder/Daquilo que não é bom pra mim". Não é a melhor faixa do álbum, mas seguramente cumpre com honra o título que recebe de faixa título. É destacável as melodias de Cantrell, bem sacadas nessa canção.

    Com linhas vocais bem exóticas, como se Layne estivesse tremendo enquanto cantasse, somado com um riff metade hard, metade heavy de Jerry, junto com a pegada sempre elogiável da cozinha, essa é "GodSmack". "O que você tem feito em nome de Deus?/Pregue seu braço para uma diversão de verdade"..."Por isso sua doença pesa uma tonelada/E o nome de Deus é um beijo para alguns", dizem alguns dos versos mais fortes da música. Novamente, Cantrell presenteia com um curto e destruidor solo. Mais pra frente, a música vai ganhando peso e velocidade, até acabar repentinamente.

    Continuando a escorregar no tobogã de autodestruição, temos "Hate To Feel", que começa com um riff calmo e vocais perdidos, mas que repentinamente se concentram em uma canção pesada com consistentes linhas vocais. Layne descreve que vê um monte de verdades, mas que odeia vê-las e senti-las. "O espelho na parede mostrará a você/O que você tem medo de ver". Mais pro final, Layne também se assume como parte integrante da merda ambulante que está a vida da sociedade em geral ("Oh céus, hora de encarar/Exatamente o que sou").

    "Angry Chair" é iniciada pela bateria de Sean Kinney espancando lentamente os seus tímpanos, para entrar uma melodia de guitarra bela e triste, junto a um baixo que parece te enforcar. Quando você já tem essa sensação, os versos em que a música pesa tem uma bateria socada. Tudo o que era belo, acabou ("A nuvem rosa se transformou em cinza"..."Solidão não é uma fase/O campo da dor é onde eu pasto"). Um solo animal de Jerry vêm a tona, tomando conta de tudo, para repentinamente dar espaço para Layne voltar a cantar (ou seria lamentar?). A música é magnífica. Ouvindo-a, você percebe uma coisa: perto do Alice In Chains, essas bandas pseudo-góticas de hoje em dia parecem música infantil.

    Uma das baladas mais tristes já compostas, "Down In A Hole", que não explode em nenhum momento, é apenas a lamentação de se afundar cada vez mais em um poço sem fundo. "Dentro de um buraco/E eu não sei se posso ser salvo/Veja meu coração/Eu o decorei como um túmulo/(...)/Olhe pra mim agora,/um homem que não se deixará viver". A música até pesa em um certo momento, mas nunca entra em nenhuma parte rápida. É apenas lamentação, angústia, culpa e falta de esperança. Certas vezes, a música é tão climaticamente sombria e depressiva que se torna impossível de ouví-la. Acho que não é pecado de chamar o Alice In Chains de "uma das essências da música depressiva".

    O álbum é encerrado com a segunda música mais conhecida do álbum, a sombria "Would?". É iniciada por um baixo forte e marcante, e um gemido sofrido de Layne, então entram as atmosféricas guitarras. A letra é curta, mas marcante, afirmando que tudo está perdido, sobre um sentimento de estar desnorteado, longe de tudo e todos. Sem caminho de volta. "Na enchente novamente/Aquela velha viagem de volta/Então eu cometi um grande erro/Tentar vê-lo uma vez do meu jeito", canta um emocionado Layne no refrão. A interpretação de Staley no refrão é quase comovente de tão triste, mesmo a música não sendo arrastada. Layne encerra o álbum gritando, raivoso e desesperado, pondo um ponto final em tudo.

    Um cd excelente, direto e marcante de uma banda diferente, original e caótica. Para embarcar em verdadeiras "bad trips", o álbum não oferece nenhum consolo. Apenas reflete sobre todos os aspectos da vida de forma niilista e derrotista. Mas todo esse carisma mórbido marcou a ferro e fogo o nome desse álbum na década de 90 e na história do Rock. O melhor cd do Alice In Chains, mas não deixe de conferir toda a sua excelente discografia. É ouvir e se deleitar com uma das melhores bandas que já existiram.

    Marcadores:

    posted by billy shears at 11:42 PM

    9 Comments:

    Anonymous Dark disse:

    Aee, tpw nunca ouvi mto Alice In Chains, já ouvi falar mto, + as letras de grunge nunca me agradaram, as vezes o som é até legal, + vamos ver, hehehehe, a cozinha me parece ser um pouco heavy, diferente de algumas bandinhas grunge q surgiram na moda do grunge no começo da década de 90.

    Abraço

    2:16 PM  
    Anonymous isa disse:

    é, alice in chains é legal, mas ouvi poucas músicas.
    parece ser bom.

    2:17 PM  
    Anonymous Izadora disse:

    UHU
    Alice In Chains
    só o nome já faz eu ter arrepios...
    esse álbum é um daqueles que faz eu me sentir loser iuahiauahiau
    mas é lindo, eu ouço algumas músicas dele desde...sempre, uai.
    a resenha, como sempre, perfeita ^^

    amo³
    ;*

    2:18 PM  
    Anonymous augustinho_ disse:

    quase nao eh bom. magina. aic comanda mto mto x~ yeeeeeeeah here comes the roosteeeeer ,,/ e vc resenha pra c aralho, oh soh eu quero faz um tempo ja, montar um site sei la sobre musica, quer ser meu resenhista? *-* abraço

    2:18 PM  
    Anonymous Joker Rebirth disse:

    Aeeee cara! Conheço pouco do Alice In Chains mas achava foda... depois dessa resenha c me incentivou a correr atras pra ouvir mais... hahuauhauhahua
    abraço kra!

    2:19 PM  
    Anonymous eduardo disse:

    De longe, um dos melhores discos dos anos 90. Resumindo: é FODA.

    2:20 PM  
    Anonymous dunha_grunge disse:

    aew alice in chains minha banda preferida!!!

    muito bom esse CD
    eu tenhu ele faiz uma cara
    e jah regravei ele com medo de q ele estrague!!!

    eheheheh

    AIC eh foda
    muitu bom

    10:48 PM  
    Anonymous karina disse:

    Alice in Chains?
    Banda muito boa,ao contrário de muitas por ae,que geralmente os integrantes não tocam porra nenhuma e ainda se acham os reis do Rock.
    O Dirt é um belísimo álbum,músicas que passam sentimento,músicas que você percebe que não foram gravadas para agradarem gregos e troianos,se toda banda fosse assim hoje em dia existiriam mais músicas boas a serem ouvidas.

    11:40 PM  
    Anonymous karina disse:

    Corrigindo:O Dirt é um belíssimo álbum.

    11:43 PM  

    Postar um comentário

    << Home

    _______________________________