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    sábado, junho 16, 2007
    Blá Blá Blá Underground: Quando o Rock encontra Dom Sebastião


    A banda já apareceu aqui nas páginas do Dangerous Music, mas dessa vez foi optado por dar um destaque maior. Creio que quem acompanha o blog há um tempo já sabe do que se trata, mas para quem não acompanha não custa repetir: os cariocas do Manacá praticam o encontro de música regional, rock pesado, Movimento Armorial, uma salada fresca e fluente de Novos Baianos, Queens Of The Stone Age, Cordel do Fogo Encantado, The Mars Volta, música folclórica, The Hellacopters...

    A banda da vocalista Letícia Persiles, do guitarrista Luis Cesar Pintoni, do baixista Daniel Wally e do baterista Bruno Baiano é um espetáculo visual, sonoro e lírico. Uma música tão original dessas é impossível de não ser notada - e em pouco tempo de existência, a banda já tocou no festival MADA (Música Alimento Da Alma) e assinou com a Na Moral Produções - a mesma de Marcelo D2, Pitty, Rockz e Luxúria. O Manacá cresce cada vez mais, e ao Dangerous Music foi cedida a oportunidade de conversar com Letícia e César. Então leitor, prepare-se para nas próximas linhas conhecer um admirável e brasileiro mundo novo em termos de música.

    Dangerous Music: Então, apresentem o Manacá para os leitores. Como a banda foi formada?

    Letícia: A banda começou quando eu e César nos conhecemos, através de um amigo em comum que tínhamos.

    César: É, ai Letícia já tinha algumas idéias de música, me mostrou, eu harmonizei, chamamos o Baiano, que era amigo da Letícia de infância... E começamos a trabalhar as músicas...Eu lembro que as primeiras foram "Lua Estrela" e "Faca de ponta".

    Dangerous Music: O som da banda não é algo que se ouve todo dia. De onde surgiu a idéia para o conceito sonoro e lírico?

    Letícia: Foi uma união confortável de influencias diferentes de cada um dos integrantes da banda. Eu particularmente sempre quis ter uma banda igualzinha ao Manacá.

    César: É, na verdade não foi nada pré-estabelecido...As influencias naturais de cada um foram sendo colocadas e acabou que se formou um som bem único, especialmente na parte das composições.

    Letícia: Sempre quis demonstrar através de algum trabalho admiração pela nossa cultura tradicional brasileira, mas nunca sentamos e estabelecemos que deveria ser assim, foi fluente a sonoridade do Manacá.

    Dangerous Music: Quer dizer que pela parte da banda nunca teve alguém muito ortodoxo que estranhasse a idéia de fundir rock pesado com música brasileira. Mas e pela parte do público? Já sofreram críticas de partes mais conservadoras musicalmente?

    César: É, na banda todos gostamos de música, de todos os estilos, algumas pessoas chegam e comentam, “pô... Eu não curto essa onda de regional não, mas o som de vocês é legal”, enfim, não me lembro de criticas negativas nesse sentido, ocorrem sim criticas muito confusas, você percebe que esse é um assunto desconhecido, especialmente no meio do rock.

    Letícia: É verdade. As pessoas sentem que tem algo muito nacional por ali, mas não sabem dizer o que. Mas o que é autenticamente nosso nunca é mal visto. O povo brasileiro é patriota e não sabe.

    César: Falta oportunidade de conhecer, e por isso...Aceitam o que é de fora...Um exemplo...Muitas pessoas do meio "rock underground" não conhece Baden Powell,ou Novos Baianos, aí vai no nosso show,ouve as musicas num arranjo contextualizado com o som que eles gostam e ai se interessam, isso é algo que me deixa feliz no Manacá, poder levar este tipo de informação pra pessoas.

    Dangerous Music: E as letras? Quem é o responsável na banda por fazer a conexão entre o rock e a cultura pop com a cultura regional na forma verbal?

    Letícia: Tirando "Meu Amor" e "Rosa Branca e Romã" o resto é composto por mim. Essas duas são de César.

    César: É, as musicas que fazem esta conexão são as da Letícia.

    Letícia: E tanto as dele quanto as minhas, são de autoria a letra e a música.

    Dangerous Music: E quais seriam as principais influências, tanto líricas quanto musicalmente? Vocês sempre foram interessados em movimentos regionalistas?

    Letícia: Eu sou interessada nisso há uns bons anos. Eu tenho uma apreciação muito grande por muitas manifestações tradicionalmente brasileiras, como a cavalhada, a congada... E tenho quase que um tesão pelos assuntos armoriais.

    César: Eu sempre fui muito da praia do Rock, depois me interessei bastante por Choro, musica clássica (especialmente as peças para violão)...Acho que isso influência bastante na estrutura harmônica das musicas.

    Letícia: Acho que o Movimento Armorial tem uma importância de tamanho monstruoso na construção da autenticidade da cultura brasileira, se é que se pode dizer “construção”.


    Dangerous Music: Letícia, lendo o release da banda vi que você tem carreira artística no teatro desde cedo. E pelo que pode ser conferida ao vivo, essa atividade influencia muito na sua performance. O teatro influencia algo mais no Manacá?

    Letícia: Além da performance? Acho que meu comportamento diante do espetáculo todo é influenciado pelos anos do teatro. Desde a preparação antes do inicio do show, ao respeito ao espaço cênico e sua distinção do espaço comum. Existem simbolismos do teatro que vão me acompanhar pra sempre. O pessoal da banda às vezes reclama que quando termina o show, a primeira coisa que faço é correr pro camarim ao invés de ir cumprimentar as pessoas. Mas é que não acho correto descer do palco com a roupa do espetáculo, esse é um bom exemplo desses hábitos que o teatro me trouxe.

    Dangerous Music: E você continua seguindo carreira como atriz? Se sim, chega ser trabalhoso dividir o espaço entre teatro e banda?

    Letícia: Na verdade não tem como. São trabalhos que exigem prioridade. Não dá tempo de fazer as duas coisas, a menos que seja passa tempo.

    César: É verdade.

    Dangerous Music: Já devem ter tido muitas comparações com outras bandas de propostas parecidas, como Novos Baianos, Cordel do Fogo Encantado, Los Hermanos e outros. Como a banda se sente em relação a esses comentários? Existe alguma preocupação em vocês serem rotulados?

    Letícia: Eu sou uma fã incondicional de Cordel, se alguém nos compara com eles eu acho ótimo (risos). Agora, quanto ao Los Hermanos, é muito mais comum a gente ser comparado com eles.

    César: Eu acho que comparar com Los Hermanos é falta de referencia, foi a ultima banda que inovou, é natural a associação...Mas de fato, não tem nada a ver...Novos Baianos eu curto muito, mas nós misturamos com muitas coisas do alternativo contemporâneo.

    Letícia: Não fazemos nada parecido com o que eles fazem , mas... como os caras lançaram uma sonoridade nova e estão super em alta , é normal que pra nos , que estamos ainda começando e temos tb algo na sonoridade que parece soar diferente da maioria das bandas que tocam no mesmo circuito que nos, se voltem as criticas mal embasadas que tentam nos classificar como seguidores do Hermanos.

    Dangerous Music: Letícia, além de vocalista e guitarrista, você também toca pandeiro e castanholas. Esse outro diferencial do Manacá veio desde o início, ou foi agregado durante a construção do som da banda?

    Letícia: Veio desde o início sim. Ainda estamos no inicio, na verdade. O pandeiro foi o ultimo que chegou, mas foi bem no começo da formação.

    César: A guitarra ficou de lado (risos).

    Letícia: Isso é verdade também. Ela ta super tristinha aqui em casa, faz tempo que ela não sai (risos).

    César: Ela não treina (risos)...E na verdade, prezamos pela presença de palco da Letícia, o que a guitarra acabava atrapalhando.


    Dangerous Music: Quais foram as mais importantes conquistas da banda até agora?

    Letícia: Tocar no MADA, e assinar com a Na Moral.

    César: Posso citar os momentos mais importantes como tocar no MADA, abrir o show do Moptop em São Paulo,onde o Marcelo Lobatto nos assistiu e depois pudemos fechar contrato com a Na Moral.

    Letícia: Uma conquista importante também é o nosso convívio que ate agora foi nota 10!

    César: Com certeza...Nós de fato nos damos bem...Isso acredito que seja essencial.

    Letícia: Temos conseguido sempre discutir os problemas numa boa, quando necessário, sem ninguém ofender ninguém, é sempre tranqüilo. E nos divertimos muito também juntos.

    Dangerous Music: Falando nesse contrato com a Na Moral, o que isso representa para a banda? Quais são os planos agora com essa conquista? Há material novo a caminho?

    César: Bom, na verdade esse é o momento de discussão e elaboração das metas e planos, mas de inicio, já estaremos com um promo video do show do Circo Voador, que já esta terminando de ser editado, e sim, agora estamos visando o lançamento do material novo, mas ainda não sabemos como e quando vai rolar, mas todos nós estamos nos engajando para que seja o mais breve possível.

    Dangerous Music: A música "Diabo" é o maior hit da banda, e ao que parece a preferida do público. Seria a preferida da banda, ou cada um tem suas preferidas?

    Letícia: A minha preferida é... Acho que “O Galo Cantou”, naquela versão do cd. Eu adoro aquele final...

    César: Bom, eu tenho uma favorita por época (risos),no momento a minha preferida é a nova,"Lamento".

    Letícia: Mas “Diabo” é a queridinha de todos sim, eu acho. Não é, Ce?

    César: É... Sem dúvida.
    Dangerous Music: Li que o nome da banda vem de uma flor usada para fazer bebidas alucinógenas em evocações à Dom Sebastião. O nome foi escolhido por combinar perfeitamente com o viajante som, ou alguém já teve a curiosidade de saber como era?

    Letícia: Olha, eu fui ate a Pedra do Reino e achei que lá eu encontraria a receita do tal vinho sagrado de manacá e jurema , mas nada ... Ninguém sabe como se faz... O nome da banda foi tirado do romance “Pedra do Reino” de Ariano Suassuna. Mas o vinho sagrado de manacá foi de fato usado nas evocações a dom Sebastião, lá nas terras da Pedra do Reino.

    César: É, na matéria que fizeram com a gente no programa Zero Km no Multishow,eles inseriram imagens de uns cangaceiros tomando o chá de Manacá com Jurema.

    Letícia: Faz muito mais referência ao sebastianismo, do que ao simples fato de ser uma bebida alucinógena.

    Dangerous Music: Vocês já receberam algum elogio vindo de autores, entusiastas, e afins do sebastianismo?

    Letícia: Pela iniciativa sim. Até por que é um tema muito cativante. Tanto o sebastianismo em sua origem portuguesa, quanto ele em suas manifestações diversas pela cultura brasileira é fascinante. E o próprio Dom Sebastião, ora, é digno de grande admiração.

    Dangerous Music: Então, esse é o fim da entrevista. Deixo espaço para vocês falarem o que bem entenderem.

    Letícia: Opa! Primeiro obrigada, a gente tem que agradecer muito a todos que ajudam e dão forçam pra gente, sempre.

    César: Bom eu queria agradecer a todas as pessoas, inclusive a você, que desde o inicio acreditam no trabalho do Manacá, e espero que cada vez tenhamos mais pessoas assim ao nosso lado.

    Letícia: Por que são esses que nos defendem quando vem algum mal intencionado pra tentar nos prejudicar. Saravá! E viva Dom Sebastião!

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    E se você não ouvir, já sabe... O diabo vai te morder, e um anjo lá no céu, de tanto rir de você, a sua asa quase vai perder!

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    posted by billy shears at 6:52 PM

    9 Comments:

    Blogger Hugo disse:

    HAHAHAHA!
    Gostei bastante - tanto da temática quanto do pessoal.Me falta ouvir, agora. :P

    8:11 PM  
    Anonymous César disse:

    Fodaaaaa!!
    Valeu cara,que bom que nos conheceu,gostou e esta divulgando a banda em seu espaço.Muito bom texto e matéria.
    Grande abbraço
    César e Leticia

    9:15 PM  
    Blogger pure morning disse:

    "E se você não ouvir, já sabe... O diabo vai te morder, e um anjo lá no céu, de tanto rir de você, a sua asa quase vai perder!"

    que medo.

    1:59 PM  
    Blogger Felipe disse:

    Manacá é foda.

    5:31 PM  
    Anonymous Priscilla disse:

    Cara, Manacá é foda!!
    Quando eu assisti o show foi amor a primeira vista haha

    5:40 PM  
    Anonymous Galera disse:

    "Essa banda chegou pra arrebentar, não tem nada parecido e com uma cantora tão inteligente, cativante e Gatíssima!!!"

    8:25 PM  
    Blogger Carmem Luisa disse:

    Gostei da idéia de misturar essas tantas coisas e fazer tantas coisas com tantas coisas juntas e tal.

    9:10 PM  
    Anonymous Manaca blog disse:

    Fala galera, tudo bem, espero que sim?!
    Primeiro,quero registrar que este blog é bem interessante, muito legal mesmo!!!
    segundo, aproveito o espaço pra deixar meu abraço grande ao Manacá, especialmente no Cesar,Leticia e meu irmão camarada Baiano, aproveitando também, convido e comunico a vocês chegada do simples blog do Manacá, a idéia veio muito tempo atrás, quando então, voltavamos eu Leticia, Cesar e Baiano de um dos ensaios da Banda porém só agora tive coragem de coloca-lo no ar, é coisa simples, mais pra divulgar a agenda da Banda e colocar algumas boas fotos e algo mais sobre eles..coisa de fã e de quem não tem o que fazer as vezes, heheheheh.... é isso, parabéns a todos,abraços!

    4:59 AM  
    Blogger Renata Brant disse:

    Fui ao show do Manacá no Circo e AMEI!!!.. Já tenho todas as musicas e a minha preferida é Desejado!!!!...
    Parabens pela entrevista!!!
    Bjos!!!

    6:39 PM  

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