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    domingo, fevereiro 04, 2007
    The Doors - Morrison Hotel



    Muito provavelmente, se não fosse pelo seu primeiro álbm, auto-entitulado, que estourou nas paradas há 40 anos atrás, "Morrison Hotel" poderia ser considerado o melhor álbum dos rapazes de Los Angeles que atendiam pelo nome de The Doors. O tecladista Ray Manzarek, o guitarrista Robbie Krieger, o bateria John Densmore e o lendário e 'xamânico' vocalista Jim Morrison vinham amargando desde o fim da década de '60 severas críticas ao seu quarto álbum, "The Soft Parade", devido à diferença para os álbuns anteriores, não tendo toda aquela mistura insana, hipnótica e frenética de ritmos, e sim sendo um álbum com mais arranjos de cordas e metais, além da exploração do lado "crooner" de Jim, como podemos reparar no obscuro hit "Touch Me".

    Mas "Morrison Hotel" marca pela sua crueza e minimalismo em contraste gigantesco com seu antecessor, e ouso dizer, com uma crueza maior que o primeiro LP deles de 1967. Era blues-rock básico, indo de baladas à rocks furiosos, sem cruzamentos com ritmos latinos, sem viagens astrais soturnas e psicóticas. O mais direto. O Doors rock and roll, apenas, não o Doors psicodélico. Um Doors que já caminhava para o seu final, sob pressão da gravadora, a edição de discos-solo de poesia de Jim, e as muitas prisões do vocalista por atentado ao pudor, conflito com a polícia, bebedeira e desordem.

    E essa pepita de ouro abre com "Roadhouse Blues", uma das melhores músicas de toda a carreira da banda. Tudo necessário para fazer uma canção marcante de rock and roll está aqui: blues saindo pela caixa de som, um irresistível riff de guitarra, uma bateria forte e sonora, um teclado frenético e Jim Morrison berrando meio rouco e muito abusado coisas como "Eles têm alguns bangalôs/Elas dançam para as pessoas/Que gostam de meter devagar/Deixe rolar baby, a noite inteira" e "Você precisa girar, girar, gira/Excitar minha alma" . O promo-vídeo da música só ajuda a mostrar a porrada que a mesma é: mostra o quanto Jim Morrison se importava com autoridades e moralismo, ou seja, dava um foda-se. Um dos maiores clássicos da banda, não à-toa.

    "Waiting For The Sun" reparte momentos calmos onde Jim canta, momentos elétricos encerrando seus versos e um refrão feliz, além de um teclado que começa discreto e cresce ao longo da canção. Em uma letra muito poética, Jim declara a chegada do sol usando de vocalizações muito intensas e berros inesperados, combinados com a eletricidade da guitarra, especialmente no solo, que é o momento mais barulhento da música. Rara inspiração de aparecer com uma faixa magnífica quando a antecessora já é um arraso completo.

    "Você me faz real/Você me faz se sentir como amantes se sentem/Você me faz dispensar misérias enganosas Me liberta, amor, me liberta". "You Make Me Real" é isso aí. Uma música brutalmente sensual e de ritmo pesado. Um maravilhoso blues-rock com Jim Morrison rasgando a voz para cantar. O ritmo furioso e mutante da bateria casa muito bem com a dança sexy formada por teclado e guitarra. Sem tirar nem pôr, os músicos do Doors estão totalmente exuberantes nessa puta canção.

    Mais uma pancada. "Peace Frog" inverte a fórmula tradicionalmente usada: essa é uma canção frenética nos versos e que ganha uma bonita melodia no refrão, mas o rock logo volta. Inúmeras passagens dançantes e paradas, incluindo uma em que apenas Jim age. O lado "xamânico" e místico do cantor aparece na letra como uma perseguição que a cidade de Chicago promovia à ele e no sangue de índios mortos por homens brancos.

    "Blue Sunday" é aberta por belos teclados e a voz grave de Morrison, dando origem á primeira balada do disco, com uma letra totalmente apaixonada, de finalmente ter encontrado a garota certa em um dia triste. A mais curta do álbum, uma peça escondida de beleza.

    O baixo inicia "Ship Of Fools", com as grandes melodais de teclado sendo o principal destaque, além do seu ritmo totalmente feliz, em contraste com a letra política, onde Jim canta coisas como "A humanidade estava desaparecendo/Ninguém sobrou para gritar e urrar/Pessoas andam na lua/A poluição pegará vocês brevemente". Morrison grita o nome da música no refrão parecendo estar em transe. Pode ser tanto o hino de uma revolución ou simplesmente a trilha sonora de uma festa roqueira; você decide. Aqui, fecha-se o primeiro lado.

    O lado B do álbum abree com "Land Ho!" é iniciada por um riff elétrico de guitarra dando abertura para os teclados soarem alto, enquanto a bateria trota e Jim, mesmo não sendo o grande destaque da música, ele dá a alma da canção, cantando sobre um bando de navegadores oportunistas que descobriram terra nova.

    Vem "The Spy", compartilhando uma guitarra blues e um teclado parecido com a música que abre o LP, só que em rotação muito mais lenta, resultado em uma bela música cadenciada, que vai ficando mais pesada e densa a cada segundo que passa, apenas para voltar para as melodias doces, que vão ganhando força lentamente, e safado demais da conta, o vocalista dispara "Eu sou um espião na casa do amor/Eu sei os sonhos que você está sonhando/Eu sei a palavra que você anseia ouvir/Conheço seu medo mais profundo e secreto".

    Bateria forte, pulsante e vigorosa forma junto com teclados sinuosos a abertura de "Queen Of The Highway", um rock-balada, que passeia pelo blues-rock rasgado até apenas os teclados acompanhando a voz de Jim, passando pela exuberância guitarreira de Robbie Krieger. Jim canta sobre um estranho casal, sobre uma garota que era a "rainha da estrada" (se é que me entendem...) que encontrou um redentor, e agora os dois são boas pessoas.

    "Indian Summer" pode até não ser conhecida, mas é linda. O único momento que relembra as viagens astrais dos primeiros discos, Jim canta uma letra de amor sem vergonha nenhuma, dizendo "Eu te amo mais/Melhor do que todas as outras/Que eu encontro pelo verão". Curta, bela e viajante. A voz de Jim dá o complemento perfeito para o instrumental.

    E o álbum encontra seu final com "Maggie M'Gill", outro grande momento blueseiro, com uma letra berrada e rouca, uma performance totalmente selvagem e louca de Jim. Música sensual e dançante, onde Jim canta sobre todos os filhos do Rock, que a mãe e o pai se conheceram atrás de carros, e declarando ser um "bluesman". Seria deduzível escrever que eles fecharam o álbum com chave de ouro, mas, mesmo sendo clichê, é um fato.

    "Morrison Hotel". Duas palavrinhas que juntas, tem um significado mágico no mundo roqueiro. De rock na lata, selvageria, safadeza, subversão, em pleno mainstream da época. Certo que comparado com os Stooges e com o Velvet Underground, Jim pode não parecer tão sombrio e tão pervertido, mas que é um marco de rebeldia, ah, isso é. Quando "I hope I die before get old" não era apenas uma metáfora, mas sim uma realidade, o Rei Lagarto e seus comparsas inscreveram mais um álbum no DNA do Rock And Roll. Inscrições essas tão boas que mesmo em volta de todas as polêmicas de volta com novos integrantes ou da morte ou não de Jim Morrison em 1971 e o fim da banda original em 1973, ainda consegue cativar milhões de fãs - mesmo aqueles que nunca poderão ver o Lagarto, a imagem mística do cabeludo bêbado em calças de couro e cantando letras pouco convencionais para a época continua sendo lembrada. Não é pra qualquer um, não...

    Marcadores:

    posted by billy shears at 5:21 PM

    9 Comments:

    Blogger Carmem Luisa disse:

    Um bêbado safado cantando músicas subversivas e pervertidas num tom de blues e muito rock, bicho!
    Depois de um álbum considerado insano, contrastaram infinitamente no modo de fazer blues etílico de qualidade (oras, depois do lançamento do Sgt. Pepper's todas as bandas de rock queriam superar os Beatles...): e preferiam deixar sua marca no blues-rock, assim como deixaram no hotel em que visitaram...
    Pois bem, Morrison Hotel é, em minha opinião, um dos melhores álbuns da história dos Doors. Cheio de obscuridades e letras pervertidas, sensualidade, e desobediência às regras, enfim, não se deixa passar desapercebido pelas mais indigestas pessoas.
    A sonoridade excelente, as poesias subversivas e sacanas já conhecidas de Jim Morrison; ritmos, ora dançantes, ora sombrios: onze músicas que vão te embriagar em todas as circunstâncias. Um álbum cru, nu, bêbado e direto.
    Não é à toa que não é para qualquer um...

    7:52 PM  
    Anonymous gabriel disse:

    Doors é bom, mas creio que não merece todo o incenso que colocam por cima de Jim Morrison. Syd Barrett ficou aí esquecido por tempos, e muita gente só veio lembrar do Crazy Diamond depois que morreu...

    7:57 PM  
    Anonymous Nessa :) disse:

    morrison hotel demaiiiiiis *-*

    7:57 PM  
    Blogger natália; disse:

    ai que raiva, eu comentei mas deu erro ¬¬

    mas então, eu não conheço muito Doors. Desse álbum, conheço 3 ou 4 músicas. Mas o Jim era um cara extremamente foda, as letras são muito bacanas. Sem falar que elera lindão também =)

    Beijos ;*

    8:06 PM  
    Anonymous Yuri disse:

    não conheço as músicas desse álbum, pena que só conheço as "dinossauras"
    basta esquecer a preguiça e ir procurar

    12:46 AM  
    Anonymous isa disse:

    putz! doors é genial!
    roadhouse blues é com certeza, pelo menos uma das músicas top 5 da banda :] mto mto boa mesmo!
    :*

    10:21 PM  
    Anonymous Vinicius disse:

    Cara, a pouco mesmo estava lendo sobre Jim, suas loucuras e aventuras com Janis Joplin e Jimi Hendrix hahah

    Esse álbum é fantástico, lindo, genial.
    The Dorrsd é uma das bandas que fizeram a diferença no Rock and Roll, com certeza!

    E a resenha ficou ótima!
    abraços, rapaz

    3:01 AM  
    Anonymous augustinho_ disse:

    é, pena que eles voltaram muitos anos depois, com nova formaçao e nome: THE COORS.

    3:05 AM  
    Anonymous Anônimo disse:

    chales bukowsky deveria ter sido o convidado de honra no poster interno do LP (sim LP, nao se deve ouvir doords em CD) e dando umas canjas nas musicas, o velho hank tem tudo a ver com esse disco, alias, o melhor da banda segundo minha ideossincratica opiniao. um disco DUCARELEO.so acheu que peace frog merecia mais comentarios, pois é uma das melhores....alias soup dragons se apossou da melodia dela e colou perfeitamente a letra de i´m free dos stones nela!
    fcesquim@hotmail.com

    1:59 PM  

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