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    segunda-feira, agosto 04, 2008
    MÚSSÊ? MÚSÊ? MUSÊ? MUSE! MUSE! MUSE!


    But I'll never let you go
    If you promise not to fade away
    never fade away

    Our hopes and expectations
    Black holes and revelations


    Prometendo fazer um show em menor formato sem dispensar a intensidade das grandes apresentações, Matthew; Christopher e Dominic entraram no palco do Vivo Rio no Rio de Janeiro depois de uma abertura tumultuosa de Jay Vaquer e muitos gritos da platéia eufórica embalados pela já famosa introdução
    Dance Of The Knights, as palmas ritmadas e muitos ôôô da Knights of Cydonia que de leve ia tomando lugar diante de nossos olhos e ouvidos.
    Escutar Muse é sem dúvida embarcar num universo paralelo, um misto de dor com felicidade, uma euforia incurável, e esta música mais que qualquer outra nos deixa ciente de que a nave mãe chegou para levar seus pequeninos numa viagem inesquecivel.
    Enquanto
    "No one's gonna take me alive/ The time has come to make things right / You and I must fight for our rights/ You and I must fight to survive" iam aparecendo no telão central do palco, podia-se ver pessoas perdendo a cabeça e pulando numa sincronia linda.

    Depois de ficar bem esmagada, e ainda me segurando na grade, dei meu ''primeiro'' grito oficial da noite ao ouvir os acordes de
    Hysteria, finalmente tinha realizado que estava num show do Muse e que não era de mentirinha, nem em DVD, aposto que muitos fãs se sentiram assim entre os dias 3o de junho a 2 de agosto, quando os caras fizeram sua ultima apresentação em Brasília, no Festival Porão do Rock. Nessa hora já tava todo mundo acabado, cantando junto todas as frases e os caras esboçando uma alegria absurda enquanto tocavam, o que, claramente transparecia nos vocais de Matt. The Groove com cerca de 2 minutos de Jam Session levaram os fãs mais xiitas da banda ao delirio e deu aqueles menos desavisados uns minutos de descanço, nessa hora deu pra perceber como o agito diminuiu e a casa ficou mais tranquila, a guria que tava na minha direita até parou de pisar loucamente no meu pé e deu pra pular com mais facilidade! Foi fantástico (a música e, claro, poder pular sem machucar o pé). Ensaiando um "Obrigado Rio de Janeiro, Amamos Vocês", Matthew Bellamy seguiu agitando o povo na palma para começar com Dead Star que arrancou um ou outro suspiro enquanto o cara loucamente cantava linhas brilhantes como "Shame on you / For thinking you're an exception / We're all to blame / Crashing down to Earth". Um momento de extremo ecstasy no show, mais um momento de relaxamento pros desavisados...
    Map Of The Problematique e os "WOW WOW WOW WOW" somados a aplausos da platéia fazem os caras olharem uns pros outros e darem aquele sorriso bonito que todo fã quer ver, nessa hora, se bem me recordo, Matthew Bellamy já tinha tirado a jaquetinha e exibido uma bela camisetinha branca, dividindo o calor do Vivo Rio com o povo esmagado na pista e os não-esmagados da pista VIP. O mais incrível é que os agudos do cara vão a potência máxima e ainda assim sua voz é delicada. Finalizando a música de forma brilhante e alternativa, puxando um rock and roll bem mais seco e pesado do que o anterior.

    Uma pausa para respirar e as luzes piscantes e o vídeo no telão central anunciavam o ínicio de
    Supermassive Black Hole, um dos pontos altos da noite porque os caras já estavam bem mais a vontade com o público, que respondeu da melhor forma possível.
    Se a gente achava que não podia ficar melhor, a casa toda escurece de modo que as luzes azuis do palco ficam ainda mais aparentes, enquanto vozes entoam no escuro, emocionadas"
    Change everything you are / And everything you were / Your number has been called". Com as luzes já piscando e muita (mes-mo) emoção saíndo de todos os lados para todos os lados, Butterflies And Hurricanes é o ápice! Pois, O QUE É AQUELE PIANO, MATTHEW BELLAMY? O cara matou todos nós do coração, uma das coisas mais lindas de se ver ao vivo... Não tem como descrever, só vendo mesmo, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=VywqqYkI230

    Depois disso,
    Sunburn, todos cantando juntos, dando uma escorregada na letra, chorando, gritando. O que o povo não faz por um hit, não é?
    Cansado, Matt dá uma sentadinha no piano e, como não quer nada, os caras lançam uma pequena introdução em jazz que segue de
    Feeling Good e muitos papéis picadinhos lançados do bolso de várias pessoas na platéia. No telão vemos imagens bonitinhas e irônicas, todos cantam juntos " Stars when you shine you know how I feel / Scent of the pine you know how I feel / Oh freedom is mine / And I know how I feel." Mas é quando a bateria de Dominic aquietasse e, quietinha, anuncia que Matt vai pegar no auto-falante que todo mundo vai ao delírio. O pessoal joga mais papel picado e os caras arremessam uns 'presentinhos' pros fanáticos colecionadores de plantão.
    A maravilhosa
    Osaka Jam (!!!) e um bocado de aplausos, Invincible e um bocado de choradeiras, aquelas imagens de criancinhas e de índios... Ai ai... Mas é em New Born e seus dois riffs sequenciais que o show saí da depressão e volta com tudo, seguido da aclamada e famosissima Starlight (e o começo dos olê olê olê musê musê)...
    Mas é a introdução improvisada em
    Bossa Nova de Time Is Running Out que leva o troféu da noite, mais uma que não dá para simplesmente falar, todos os cariocas se sentiram homenageados ao máximo nessa hora e a banda parecia se divertir bastante : http://www.youtube.com/watch?v=N4DDMH3v9qU Um momento do show curto porém eterno.
    E, é soltando balões (enormes!) de felicidade que Muse, supostamente, acaba o show com
    Plug In Baby e todo mundo lutando por um pedacinho dos balões... Lindo, lindo. Uma mega produção em tamanho de bolso, e muita distorção daquelas que sua vizinha não suportaria escutar mas você teima colocar no último volume. MARAVILHOSO!

    E, depois do breu final do show os cariocas pedem mais, muito mais. Tá todo mundo com gostinho na boca e a barriga ainda num tá cheia, e é aí que o cantigo entoa, dessa vez vindo da platéia para os caras: Olê olê olê olê Musê Musê! Olê olê olê olê Musê Musê! Olê olê olê olê Musê Musê!

    Alguns minutos de espera, que, definitivamente valeram a pena. Quem saiu e desistiu de ver as duas músicas finais deve se arrepender amargamente, pois
    Stockholm Syndrome com seu final modificado deu lugar a maravilhosa Take A Bow, as duas foram elétricas!

    Yeah you'll burn in hell For your sins, Muse. Ai ai ai, Deixar o povo todo querendo mais, com toda aquela fumaça no final?

    Bem, shows sempre foram meu ponto fraco... Passo fome no lanche da escola mas não deixo de juntar uma grana pros mais bacanas que vão rolar, o Muse valeu todos os dias de barriguinha vazia pela manhã! E como valeu.
    Agora é só esperar, dizem que a banda gostou tanto do público brasileiro que quer voltar em breve.

    E, que venham com muito mais bossa nova que a gente vai melhorar os gritos no silêncio (porque chega de olê olê né?!) e afinar os uuuuuuuuh dos refrões.
    Esperaremos.

    :* Liz

    posted by Luiza Liz at 3:15 PM | 0 comments

    sábado, agosto 02, 2008
    The Kinks - The Kinks


    Qual fã dos anos sessenta que não é maluco pelo The Kinks?

    O quê? Você conhece pouco dos anos 60? Só chegou a ouvir Beatles e Rolling Stones e no máximo ouviu falar de Bob Dylan? Bom, pelo menos deve ter passado uma excelente impressão da década, não é mesmo? Pois então, os Kinks surgiram lá na Inglaterra, junto com as turmas de Lennon e Jagger e outros grupos como The Who, Small Faces, The Animals, Manfred Mann e Yardbirds, explodindo na primeira metade da década e invadindo as praias estadunidenses, fazendo a cabeça de um considerável pessoal que mais tarde também montaria suas bandas clássicas e também seriam igualmente influentes. A proposta era muito simples: o já gigantesco rythym and blues e rock and roll de negrões cinquentistas como Chuck Berry e Bo Diddley, só que releito por garotos brancos ingleses, abandonando a condição de música sensual e provocante feito por um grupo discriminado e alçando ora uma verve romântica e melódia tirada do pop, ora o blues agitado que pôs toda uma geração no embalo de guitarras.

    Porém, assim como o The Who, o Kinks ia além, exagerando mais ainda na gritaria e intensidade de suas canções. Mas se não ganhavam no grito da selvagem banda de Pete Townshend, a banda dos briguentos irmãos Ray e Dave Davies - ambos cantores, guitarristas e compositores principais da banda - se destacava por tratar de temas inusitados, com humor ácido e romance de cabeludos abusados combinado com refrões grudentos, backing vocals altamente cantaroláveis e energia de sobra nos riffs rápidos, incisivos, simples e memoráveis.

    O primeiro álbum é dos exemplos mais bem-acabados do conjunto de características do grupo, um resultado final que na sua época era capaz de agradar mods, rockers, pré-punks, músicos de garagem, jovens rebeldes, revoltados reprimidos... E hoje relaxa tranquilamente como um dos grandes clássicos do Rock da sua época. Para quem quiser o rock mais agressivo, há a faixa de abertura "Beatiful Delilah", rápida, berrada, descompromissada, divertida e que não dá descanso aos ouvidos; e também a primeira canção do rock a popularizar os power chords, "You Really Got Me", um rythm and blues com guitarra distorcida, com letra romântica e vocais esgoelados, o que fez de ser de enorme influência, anos mais tarde, em estilos como o punk e o hard rock, inclusive tendo uma regravação feita pelo extravagante Van Halen logo em seu primeiro disco. Há também aquelas não tão berradas, mas igualmente cativantes, como "I Took My Baby Home" e "Just Can't Go To Sleep". O humor diferenciado da banda aparece de forma hilária mas nem por isso menos excelente "Bald Headed Woman" (referência ao sucesso cinquentista "Hard Headed Woman" - só que no caso, a mulher de cabeça difícil virou uma mulher de cabeça careca!), "I'm A Lover Not A Fighter" e "Too Much Monkey Business", essa uma regravação ao estilo Kinks de se tocar do eterno mestre Chuck. Não poderia deixar de citar, ainda, a última faixa "Got Love If You Want It", uma cadenciada e marcante canção que figura facilmente entre as três melhores do disco.

    Se você conhece, provavelmente é fã desses ingleses e sabe a importância deles na história, ainda que eles não sejam bambambams feito os Stones e os Beatles. Se você não conhece, mas curte um agito dos brabos, daqueles para durar uma festa inteira, esse disco é um dos essenciais. Energia, animação, paixão e, principalmente, rock and roll na dose certa. Nunca vi ninguém ficar tão mal-humorado depois de ouvir uma das mas adoráveis crias de uma era tão, desculpe a nostalgia e o clichê do termo, mágica.

    "See, dont ever set me free
    I always wanna be by your side
    Girl, you really got me now
    You got me so I cant sleep at night

    Yeah, you really got me now
    You got me so I don't know what Im doin, now
    Oh yeah, you really got me now
    You got me so I can't sleep at night

    You really got me!"

    01 Beautiful Delilah 2:07
    02 So Mystifying 2:53
    03 Just Can't Go to Sleep 1:58
    04 Long Tall Shorty 2:50
    05 I Took My Baby Home 1:48
    06 I'm a Lover Not a Fighter 2:03
    07 You Really Got Me 2:13
    08 Cadillac 2:44
    09 Bald Headed Woman 2:41
    10 Revenge 1:29
    11 Too Much Monkey Business 2:16
    12 I've Been Driving on Bald Mountain 2:01
    13 Stop Your Sobbing 2:06
    14 Got Love If You Want It 3:46


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    posted by billy shears at 5:17 PM | 3 comments

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