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    domingo, abril 30, 2006
    Planet Hemp - A Invasão do Sagaz Homem Fumaça



    Quando o fundamental "Usuário" foi lançado em 1995, o Planet Hemp escrevia seu nome no rock brasileiro e alterava os paradigmas impostos sonoramente e ideologicamente no Rock (ou talvez na música) brasileiro em geral. Em termos de atitude e som, o Planet Hemp não abriu portas - ele arrombou. Letras denunciadoras de caras que realmente vivenciaram o inferno suburbano do sudeste brasileiro - que de "Sul Maravilha" não tem nada há muito tempo.

    Mas o que chamou mais atenção e chocou foi a postura que apoiava a legalização da cannabis sativa (ou maconha, no popular). Gente como Raul Seixas, Chico Buarque e o movimento Tropicália cutucavam de forma sutil, com agulhas e farpas, a sensível elita da moral e dos bons costumes brasileiros, sendo obrigados a parir letras geniais e irônicas para não ter que cuspir tudo de forma direta, já que era época da ditadura.

    Com o Planet Hemp foi bem diferente - a ditadura já caíra, mas a população continuava sendo atingida por duros golpes como o roubo da poupança e aplicações financeiras populacionais feito por Fernando Collor de Mello, no primeiro mandato de FHC ocorria a mudança da moeda para o atual Real e a postura neoliberal do governo do sociólogo. A banda de Marcelo D2 não fazia letras geniais; eles seguiram o que os Titãs tinham começado com "Cabeça Dinossauro": uma lírica agressiva, que não cutucava com agulhas e farpas - era uma sucessão de facadas fortes e profundas.

    Sonoramente, o que o Planet Hemp fez pelo Rock brasileiro foi algo bem semelhante ao que o Faith No More fez e o System Of A Down está fazendo pelo rock mundial, ou seja, usando o rock como base para misturar vários ritmos - fundindo rap, rock and roll, música psicodélica, hardcore e reggae em um som único. Poucas vezes houve tanta inovação assim... Em matéria de novidade realmente relevante, havia surgido pouca coisa desde o baião-com-rock de Raul Seixas e a música cheia de efeitos melodramáticos e mirabolantes da Tropicália. Nos anos 90, a única revolução comparável à dos caras do Hemp seria o Chico Science & Nação Zumbi, que no meio do seu caldeirão sonoro, começaram a falar sobre a vida nordestina.

    "A Invasão do Sagaz Homem Fumaça" data do ano de 2000, e é o terceiro disco da banda, formado por Marcelo D2 e B Negão repartindo os vocais (que voltou à banda nesse disco, reassumindo o posto que havia sido ocupado por Gustavo 'Black Alien'), Rafael nas ora endiabradas, ora viajantes guitarras, o baixo personalíssimo e funkeado de Formigão e Bacalhau completando a cozinha animal (sem trocadilhos), indo desde ritmos mais brasileiros até quebradeiras à la Dead Kennedys.

    A canção que abre o disco é o funk rock "12 Com Dezoito", com introdução muito bem feita e irônica por parte de B Negão. "Vou te foder antes que você foda a minha gente", diz um raivoso D2 à quem tanto ataca o Planet Hemp. Vozes de notícias sobre o Planet Hemp, liberdade de expressão e tráfico de drogas surgem no final da música. A voz das ruas gritando furiosa!

    "Adivinha doutor quem tá de volta na praça? Planet Hemp!", é a abertura da porrada "Ex-Quadrilha Da Fumaça", com guitarras furiosas, expondo toda veia punk dos cariocas. "Chutando o rabo do congressista brasileiro/Que foge do trabalho que nem vampiro do alho/Só quer saber de cascalho, caralho no rabo do povo", canta B Negão, possuído pela fúria, ao mesmo tempo em que ironiza a elite que tanto quer censurar a banda: "você não gosta de mim, mas sim a sua filha!". "Querem me calar, mas olha eu aqui de novo..." diz D2 no fim da música. A energia do refrão faz qualquer pessoa com um mínimo de revolta correndo no sangue pular, socar o ar e tocar air guitar, air drums e air-qualquer-coisa enlouquecidamente.

    "Test Drive Freio de Camburão" é mais uma crítica à violência policial, atacando a crueldade dos policiais em exterminar inocentes por muito pouco (ou, muitas vezes, por nada). O fundo musical, sem guitarras, lembra mais o rap, mas ainda temos a presença do marcante baixo de Formigão. Ainda temos a participação de Black Alien, nessa ácida crítica às autoridades que deveriam fazer algo para frear com a onda de violência, e não contribuir com a mesma. Só para completar o tom corrosivo que o som foi construído, ainda há um auto-sample da música "Porcos Fardados", música do primeiro disco sobre o mesmo tema.

    Entra a porrada "Procedência C.D.", com um B Negão mais furioso do que nunca, em um ataque à impunidade verdadeiramente violento, com uma forte referência ao hardcore 80's, perceptível na audição da música. Marcelo tem uma participação curta na música, deixando mais espaço para B Negão, que mostra que se daria bem tanto em um grupo de rap quanto em uma banda de hardcore extremo. Só ouça o final se o seu pescoço for realmente resistente...

    Vamos então para o político funk "Stab", com uma linha de baixo viciante, guitarras psicodélicas e uma letra que desce a lenha em tudo: "Entra Fernando e sai Fernando e quem paga é o povo/Que pela falta de cultura vota nele de novo e paga caro", por parte de D2. Digamos que é uma viagem-psicodélica-política-reflexiva. O Planet Hemp novamente desafia quem está contra eles em alguns versos da letra, dizendo que "a vitória não será por acidente".

    "Four Track" é apenas um violão e um vocal chapado, discursando sobre a liberdade de expressão de forma bem divertida sonoramente, mas com uma letra agressiva e direta. Abre espaço para a instrumental "Gorilla Grip", ainda influenciada pelo punk rock, mas bem mais leve que as pancadarias anteriores. O riff de guitarra é bem contagiante.

    O maior clássico do Planet Hemp para o grande público: "Contexto", um samba-funk, com D2 atirando para todos os lados com frases de efeito como "eu quero mais é que se foda, não me importo com o ibope", "querem controlar, mas são todos descontrolados" e "represento o hip hop, o pesadelo do pop". Porém, quem chega na cena e toma de assalto é B Negão, cantando a estrofe mais política da bolacha: "Se correr o guarda prende, se ficar o banco toma/Brasileiros pós-ditadura/Ainda se encontram em um estado de coma semi-profundo". Até Black Alien aparece na faixa, cantando sobre alienação. Uma faixa que é hino com todas as letras.

    "DZ Cuts" é a menos rock do conjunto, apenas guiada por barulho de pickups, com barulhos de tosse e vocais baixos falando "maconha", "bagulho" e outros sinônimos da famosa erva. A faixa não é lá aquelas coisas, se comparar com o resto das outras músicas. Quem gostar da faceta mais porradeira do Planet Hemp, provavelmente vai achar bem chato...

    Então, pra quem tava sentindo falta de porrada, temos "Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga", com uma letra extremamente autobiográfica sobre a carreira da banda. "Se apagam ou te apagam/Se adaptam ou te cagam pra fora da panela/Monocultura é a maior sequela/Herança colonial, não entra nessa cartilha, dá processo criminal/Underground e mainstream, a maioria age igual pra mim/Caminhos diferentes que levam pro mesmo fim", gritam D2 e B Negão. Os ídolos da banda são citados na música; gente como Tom Jobim, Zumbi, Mandela, grande Otello, Malcom X e Pelé. O refrão explosivo te faz gritar, e ouvir a música mais de uma vez. Há um final bem irônico, de uma voz fazendo propaganda da banda. "Em dúvida, ouça a música de novo e deixe os ouvintes chapados...".

    Sen Dog, do Cypress Hill, faz uma participação especial no 'reggaedélico' dividido entre castelhano e português "Quem Tem Seda?". Quando Marcelo D2 resolve cantar, a coisa parece que vai engrenar, mas volta ao mesmo clima de antes, com o pessoal pedindo a seda pra enrolar o baseado.

    "É Isso Que eu Tenho No Sangue", outra faixa com referências sonoras à samba e funk, apesar de ser basicamente um rap. Uma letra sobre realidade da violência urbana, a vida como músico de hip hop, até versos que atacam mais diretamente em "não fico parado esperando a ajuda da Unesco" (verso que posteriormente iria aparecer na faixa "Loadeando" do disco "À Procura da Batida Perfeita", do disco solo de D2). Marcelo ainda pega desprevinido quem achou que ele não ia falar de maconha... E então ele desce mais lenha na sociedade.

    "Quarta de Cinzas" talvez seja a mais relaxante de todo o álbum, digamos asim que tenha uma influência bem surf music... Com um título muito irônico e bem-sacado, para quem sacar a graça da coisa... É uma faixa instrumental, mas bem melhor que a última instrumental ("DZ Cuts").

    Porrada hardcore fazendo jus ao nome em "HC3", que como o nome parece querer dizer, é agressividade ao cubo. "Sobre pra cabeça, e antes que eu esqueça/Enxergo coisas que você não vê", grita D2 no refrão, repartindo vocais com um despinguelado B Negão. A faixa é interrompida no final por um momento percussivo interessantíssimo.

    Como eu li em outra resenha sobre esse disco, no final tanta fumaça só poderia resultar em reggae. "O Sagaz Homem Fumaça" tem a participação do agora conhecido Seu Jorge, ex-Farofa Carioca, que no início da música fala: "Como já dizia o Samuca do Patrulha da Cidade: 'Quem não reage, rasteja". Na letra, D2 diz que acreditava que o mundo estava à caminho do progresso, mas o que ele está vendo é apenas maldade, corrupção, ganância, violência, impunidade, banalização da cultura, falta de liberdade, desemprego, desigualdade... "Tá na hora de acordar..." cantam os baixos vocais de fundo.

    Polêmicos, ousados, chocantes e ultrajantes se necessário - mas NUNCA desnecessários ou dispensáveis. A necessidade de uma banda com a atitude do Planet Hemp no cenário nacional nos dias de hoje faz uma falta enorme. Uma pena a banda ter acabado. Ouvir as carreiras solos de Marcelo D2, B Negão e Black Alien (especialmente os dois últimos) talvez alivie um pouco a falta dessa grande banda, que a todos os seus acusadores de serem apenas um grupo de maconheiros respondem de uma maneira já consagrada:

    "...tão dizendo que o Planet Hemp tá fazendo apologia às drogas... É mentira, tchu tchuru tchu, é mentira..."

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    posted by billy shears at 9:00 PM | 8 comments

    sexta-feira, abril 28, 2006
    Los Hermanos - Los Hermanos


    Já ouvi muitos dos que me cercam dizer que nesse Cd de estréia os barbudos selecionaram 14 músicas “de corno”. Pra falar a verdade, até eu já achei isso. Decidi baixar algumas das músicas do Cd no Kazaa e parar pra analizá-las. Pronto. Acabei comprando esse Cd que, aliás, é um dos mais tocados da minha “cdteca”. Com uma mistura de Hard Core, Ska e alguns toques alternativos em algumas faixas, o Cd de estréia dos Los Hermanos, um self-titled, é lançado pela Abril Music em 1999.

    Esse Cd é realmente contagiante, o que te faz querer ouví-lo por várias vezes. Seus sucessores (“O Bloco do Eu Sozinho”, de 2001, “Ventura”, de 2003, e “4”, de 2005) não dão continuidade a sua sonoridade, pegando seus admiradores de surpresa. A imagem transmitida foi a de um garoto que larga seus brinquedos já entrando na puberdade, ou seja, desse Cd podemos deduzir um som mais voltado para chamar atenção do público jovem. Com a passagem de álbum, parece que a banda vai traduzindo cada fase da vida de seus fãs e a banda vai crescendo junto com eles e vice-versa.

    Marcelo Camelo canta suas letras românticas enquanto toca sua guitarra, juntamente com Rodrigo Barba, companheiro de banda nos tempos de universidade, que assume as baquetas. Juntando-se aos caras temos Bruno Medina nos teclados e Rodrigo Amarante, também vocalista e guitarrista, autor de algumas músicas da banda, que são, em sua GRANDE maioria, compostas por Marcelo. Baixista? Bem, o baixista da banda na época desse primeiro Cd era o Patrick Laplan, que deixou a banda por divergências musicais e foi parar numa boy band brasileira, o Twister. Com ou sem ele a banda sempre mandou muito bem, seja com músicas mais cruas, seja com músicas mais trabalhadas.

    Bem, começamos então com uma combinação de percusão, cordas e sopro. “Tenha Dó” abre o Cd em grande estilo. Letra emotiva claro, mas bem musicada. O vocal de Marcelo Camelo se encaixa perfeitamente entre os intrumentos até mesmo na parte da música em que aceleram o ritmo, levando para algo próximo ao Hard Core. O Ska também está presente e pode ser notado nas estrófes que antecedem e sussedem o refrão, refrão esse que é um desabafo daqueles bem desabafados: “...você me diz/ Que me ama/ Que sem mim você não vive/ Que foi apenas um deslize/ Que você preza pelo meu amor/ Tenha dó/ Não mereces um afago/ Nem de Deus, nem do Diabo/ Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti...”. Marcelo Camelo fala muito bem de amor em suas letras, por isso não tinha jeito para tocar pra frente sua banda de Hard Core na faculdade.

    Um tecladinho embalado, seguido por um solinho de guitarra e uma bateria animadinha dão boas vindas a “Descoberta”, música que segue a mesma linhagem da anterior: um desabafo, explícito muito bem nos versos de abertura da música (“Sai/ Que eu já não te quero mais/ Sai, porque hoje eu descobri/ Que posso viver sem ti/ Que posso viver em paz...”). Bem, parece que não é a toa que alguns tiram esse cd como música de corno. Mas nem pense em trocar de faixa!

    O que eu posso falar da terceira faixa? Que foi o pote de ouro achado pelos caras no fim do arco-íris ou um infortúnio para eles? Cansativa ou cativante? Tirem suas próprias conclusões sobre “Anna Júlia”, tocada até dizer chega (ou não) após ser lançada. Não tiro a razão dos integrantes de não quererem ser conhecidos por ser uma banda de uma música só, afinal essa música toca em todos os lugares que você imaginar: restaurante, micareta, festa de aniversário de 15 anos, festa de casamento, velório, na lua, até em Marte se duvidar! O próprio George Harrison regravou essa música para fora do Brasil! Com sua melodia a lá The Wonders e seu refrão gritado incansavelmente por milhares de pessoas, renderam a fama para os hermanos. Pessoalmente, acho que essa música já deu o que tinha que dar, mas há aqueles não enjoam. Fazer o quê?

    Uma das melhores do Cd não foi escrita por Marcelo Camelo, mas sim por Rodrigo Amarante. Sim, “Quem Sabe” merece ser ouvida no talo! Terceiro hit do cd, contém uma composição e uma melodia nota 10. Mais uma letra nos estilo “volta pra mim, por favor!”, notável demais em “Quem sabe o que ter e perder alguém/ Sente a dor que senti...” e “Faz tanta falta o teu amor/ Te esperar...”. Um verso que é de meu agrado e que merece um destaque básico é aquele assim: “Não fala do que eu deveria ser/ Pra ser alguém mais feliz...”. Os caras realmente sabem fazer música.

    Agora temos uma abertura que mistura melodia de marchinha de carnaval com rock. Na estória da música também contém personagens de carnaval. “Pierrot” retrata (mais uma vez) o dilema de um cara que foi trocado por um outro alguém. O coitado do pierrot até se dá bem no começo, mas depois volta a chorar pelo amor da colombina (“E o pierrot só queria amar/ E dar um basta a essa dor já sem fim/ Mas colombina trocou seu amor/ Por arlequim/ E o pierrot (chora!)/ O pierrot (chora!)...”). Bela mistura de ritmos.

    Pedida por muitos insistentemente nos show dos hermanos, “Azedume” parece ter sido esquecida pelos barbudos. Rápida do começo ao fim, a letra dá continuidade a saga de letras para pessoas traídas. “Tira esse azedume do meu peito/ E com respeito trate minha dor/ Se hoje sem você eu sofro tanto/ Tens no meu pranto a certeza de um amor...” é a angústia passada através da letra, mas também o cara não quer ser tirado como coitadinho. Ele deixa bem claro isso em “Mas peço pra que um dia se pensares/ Em trazer-me seus olhares/ Faça porque te convém...”. Guitarras distorcidas, baixo dedilhado com destreza e bateria empolgada não te permitem abaixar o volume.

    Bela levada de guitarra na introdução de “Lágrimas Sofridas”. Também, quando a coisa acelera, eles soltam o braço mesmo. Versos amorosos, como não podiam deixar de ser, se voltam para algo mais platônico do tipo “Dei pra ti, princesa, os peixinhos e as aves/ Dei todas montanhas/ Das escalas dei as claves...”.

    Primavera” é daquelas baladinhas pra se dançar juntinho. Tem até solo de saxofone. Uma levadinha calma famosa, até. Mais uma decepção estampada na letra (“Primavera se foi/ E com ela meu amor...”). Decepções a parte, esse foi o segundo hit do Cd, que não conseguiu abafar o sucesso estrondoso do primeiro. Dá uma freiada legal no ritmo do Cd.

    A animação é retomada com “Vai Embora”, que segue rápida até a entrada de um solo de teclado, puxando para um Blues, do Blues pro Ska e depois, pra finalizar, voltando ao Hard Core. A essência lírica não é deixada de lado, mesmo com essa ótima troca de ritmos. Já está ficando normal você ouvir coisas como “Não sei mais o que fazer/ Da minha vida sem você/ Agora se foi, eu sofro tanto/ Eu sofro tanto sem teu amor...”.

    Sem Ter Você” tem um começo bem Ska, com um Patrick Laplan disparando slaps no baixo e instrumentos de sopro bem no estilo música de verão. Tá aí uma faixa Ska Core no Cd. A voz de Marcelo Camelo dá um tom, misturado com a bateria, de coisa alegre na música, mesmo com sua letra dizendo “Mas meu amor/ Não se vá/ Eu sofro tanto/ Sem ter você...”. Destaque para o tecladinho no fim da música.

    Mais uma música calma. Com uma letra falando sobre alguém que já se reestabeleceu depois de um romance perdido, "Onze Dias" vem dizendo “Sem perceber/ Tive paz/ E só me dei conta/ Quando eu te vi/ E perguntei/ Como é que vai você/ ‘Tudo bem?’”. Piano embalado com os outros intrumentos carrega a música até o final.

    Segunda música com nome de mulher e uma das mais amadas por todos os ouvintes desse álbum, “Aline” merecia maior destaque, apesar de ter apenas 1:27. Inevitável não repetí-la mais do que duas vezes. Tudo nessa música é perfeito, desde a guitarra suja que puxa a introdução, até os versos que fecham a música, onde ele fica “Tentando gritar ao mundo/ Aline/ Sem você, confesso, eu não vivo/ Sem você minha vida é um castigo/ Sem você prefiro a solidão/ A sete palmos do chão”. Parada obrigatória.

    Começo meio sombrio em “Outro Alguém”. O título já diz a respeito da letra, né? Bem, então vamos dar destaque aos efeitos do teclado de Bruno Medina e aos slaps de Laplan. Nada mais a destacar, além do verso “Olha para trás/ A ver a alegria que você não foi capaz/ De me causar...”.

    Fechando o álbum, a terceira mulher é aqui cantada (sem duplo sentido). “Bárbara” é cantada em terceira pessoa, fugindo a regra das músicas anteriores. Essa também merecia um destaque maior da banda, afinal fecha esse Cd maravilhoso. Com um grito, Marcelo chama a banda pra tocar largando o aço. O trompete faz umas pontas bem colocadas, assim como os backin’ vocals. Na letra ele pede: “Oh, Bárbara/ Não maltrate meu amigo/ Pois eu sei que o seu coração/ Só pensa em ti...”. Para finalizar a faixa e o Cd, a banda dispara um jam, onde o solo de teclado é o centro das atenções. Belo trabalho dos hermanos.

    Enfim, acabamos. Ora, podemos dizer que as músicas são todas “iguais”, mas por quê dizer que um Cd com letras “iguais” é foda? Pelo simples fato de usar e abusar de um hibridismo empolgante. Os versos são bem trabalhados com palavras simples ou mais complexas.

    O Los Hermanos levam a música a sério. Não é a toa que os caras se isolaram do mundo e ficaram num sítio, sem tv, telefone, jornal, revista ou qualquer outro meio que os ligasse com a cidade para poderem extrair o máximo de si e fazerem trabalhos fabulosos que chegam aos nossos ouvidos. Cabe a cada um de nós digerir as mensagens passadas pelos caras como bem entendemos.

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    posted by Vitor at 2:19 PM | 8 comments

    segunda-feira, abril 24, 2006
    The Strokes - First Impressions Of Earth



    Não tenho antipatia por hypes. Sou um rato de internet (ou de lojas) que sempre está procurando a next-big-thing. Mas, quando os Strokes surgiram, eu não simpatizei com os caras. Calma! Claro que "Is This It" e "Room On Fire" tem os seus méritos e músicas marcantes - mas ao longo do disco, acabava surgindo a sensação de repetição de idéias, clichês já vistos em outros discos de outras bandas. Certo que "nada se cria, nada se copia", e raras vezes na história do Rock vimos algo que fosse totalmente original, desprendido de algo que vinha sendo feito antes.

    Vamos interpretar os títulos; o primeiro denunciava que o som da banda era aquilo mesmo, cru e fresco, apesar de reaproveitado. O segundo foi a travessia de um mal famoso dos anos '90, o "batismo de fogo" que atrapalhou a carreira de muita banda (e que, em um caso strokeano, deu mais certo em termos de vendas que em termo de música...). Agora, descobrindo as "primeiras impressões da Terra", os Strokes dão os primeiros sinais do que a banda pode vir a se tornar.

    O vocalista Julian Casablancas, os guitarristas Nick Valensi e Albert Hammond Jr., o baixista Nikolai Fraiture e o baterista brasileiro-criado-americano Fabrizio Moretti elaboraram um disco com uma pegada bem diferente do que foi feito anteriormente. Claro que não estamos em frente a um Strokes que piraram na batatinha, muita coisa do 'velho' (forçando o termo) Strokes ainda está lá; mas a banda está visilmente mais forte, pesada e encorpada, sabendo mesclar com sabedoria (algo raro em bandas jovens) tais características com melodias e linhas vocais de tino pop, feitos para conquistar o ouvinte à primeira ouvidela.

    A melódica abertura "You Only Live Once", guiada por bases grudentas e linhas vocais marcantes, já chega conquistando o ouvinte, cheia de graça. Uma letra romântica, sobre um desejo intenso de ficar junto, surge na voz limpa e diferenciada de Julian: "Oh, não não saia/Eu não consigo ver o brilho do sol/Eu estarei te esperando, baby/Porque estou cansado", entre outros versos. Ótima abertura.

    Em "Juicebox", a banda prova que quer matar o ouvinte do coração: uma linha de baixo incrível, ressonante e ousada, controla a música onde vocais caóticos de Casablancas ficam entre os gritos e um timbre doce, ou alguns com uma entonação mais irônica. A letra, engraçada, conta sobre um rápido caso que o 'eu' da música parece ter tido com uma garota: "e eu disse 'libere'/você nunca me escolhe/por um momento até que foi bom/mas é hora de dizer adeus"... "você está fria, você está tão fria!". Um dos carros-chefes do álbum, nota dez.

    "Heart In A Cage" chega a ter uma introdução ameaçadora, em uma música mais cadenciada, mas que denota bem mais peso pela base instrumental. Julian canta, com uma linha vocal realmente cativante, se encaixando muito bem em mais de um andamento sofrido pela música. Uma música que cresce e diminui, deixando o ouvinte já simpatizado realmente envolvido.

    Seguindo, temos a mais melódica "Razorblade", com bases de guitarra acessíveis e despreocupadas, bem leves. Para ouvir-se despreocupadamente, uma letra que parece falar de um sentimento bem famoso aqui no Brasil com o nome de "dor de cotovelo". A textura da música cria um clima realmente atraente, convencendo até os mais radicais anti-hypes a sentar para ouvir (nem tanto, mas até que é simpática...).

    Com uma das levadas das mais marcantes do álbum, "On The Other Side", tem um vocal mais deprê e rouco de Casablancas, com uma letra às voltas com amor, ódio e bebida. Além da puta levada (com guitarras grudentas e um baixo que te faz bater o pé, balançar a cabeça ou dançar toscamente), o ótimo refrão, com voz bastante junkie, ajuda a colorir a música, de cores bem contrastantes, porém combinando.

    "Vision Of Division", apesar do início punk-rocker, em sua maior parte, é lenta, com baixo sobressaindo, com guitarras voltando no refrão, construindo uma balada bem interessante, com um novamente rouco Julian cantando uma letra novamente dor-de-cotovelo.... Mas espera! A música cresce para um clima mais rápido, insano e caótico - com a guitara prensando o seu pescoço na parede, para logo após massagear seus ombros... Para então te deixar com vontade que eles façam isso de novo.

    Em "Ask Me Anything", a banda parece pisar no freio, com um belo trabalho de harmonia , com o vocal apenas acompanhando o calmo som. Melodias mais dóceis aparecem aqui e ali, com uma letra falando sobre auto-afirmação, timidez, e ânsia por felicidade. Uma balada de primeira, mostrando que o gritador Casablancas pode ser uma vozinha bonitinha quando quiser.

    Retomando a veia punk e rock setentista que a banda absorveu mais que em outros discos, temos "Eletricityscape", com a melhor performance por parte de Fabrizio, que mostra um ritmo bem balançado na batera. Apesar de ainda não voltar a gritar, com uma lírica bem urbana, falando aparentemente sobre experiências na vida. Boa música em sua síntese.

    "Killing Lies", cheia de melodia por parte das cordas, com Julian cantando docilmente sobre mentiras que podem vir a se tornar um incômodo na vida das pessoas. A bateria, calma, ajuda a preencher todos os cantos da música. A música muda sutilmente de andamento mais de uma vez, constituindo um andamento deveras acessível, recomendável para quem ainda não conhece Strokes.

    A energia começa a voltar em "Fear Of Sleep", apesar de ter mais melodia do que peso, com um vocal meio baixo de Julian. A 'insônica' letra, apesar de sugerir que a música tenha que ser lerda toda a vida, não deixe ela te enganar, pois a despinguelada rouca de voz no refrão não vai matar de ninguém de surpresa. Ninguém atento.

    "15 Minutes Of Pain", com as melodias de guitarras mais bonitas e dedilhadas do álbum, com a voz de Julian mais limpa. A letra parece ser autobiográfica sobre a carreira da banda: "Eles pegaram pra mim eu sei/Não é que eu não te ame realmente/É só que eu realmente não sei/As coisas detestáveis que você pensa que quer dizer/O tempo as tornará em piadas", parecendo ser uma reflexão dos 15 minutos de dor sob as luzes da ribalta que toda banda sofre, acaba restringindo sua criatividade por ser rotulada de "salvadora" e "messiânica". Julian rasga a voz de maneira impressionante assim que o ritmo da música aumenta, mostrando que o rótulo que os rapazes menos querem é de "salva-rock-and-roll".

    Seguindo, "Ize Of The World", com um estilo-Strokes de agir musicalmente - andamentos melódicos, bridges mais melódicos ainda, refrão que pesa tudo... Mas tudo feito na tentativa de não soar clichê, com uma sonoridade quase soando como uma new-wave mais pesadinha. A letra merece ser vista por inteiro, criticando conceitos obsessivos da sociedade. Para complementar... O melhor solo do álbum, coisa de fazer brilhar os olhos.

    Outra que parece ser um testemunho do showbizz é a penúltima música, "Evening Sun", que parece retratar o comportamento da mídia mainstream com os rapazes: "Encorajando/E assistindo você caminhar assustado e sozinho/Apesar da intimidação/Satisfeito em ver você dançar sozinho", mostrando que eles se orgulham de, mesmo sendo largados de mão por uma mídia que os colocou no topo e logo então foi procurar mais gente para colocar no altar do rock-and-roll. A música atrai bastante pela sonoridade também, com uma bateria bem sobressalente, vocal limpo, e guitarras post-punk, tocadas com pegada renovada.

    "Red Light" vem como encerramento, com uma guitarra que soa como um alarme, uma levada extremamente memorizável da bateria e um vocal bem caracaterístico ao que Julian apresentou ao mundo, com uma letra romântica, piegas até - mas, ao longo da história da música popular mundial, é visível que isso é um tema que nunca perde a idade. Um encerramento válido - se é o melhor que eles poderiam ter arranjado, ninguém sabe. Mas que consegue ser interessante.

    Pois bem, jogue mais peso e energia, adicione punk rock ao tempero rock dos rapazes, e veja o que sai: uma banda se reinventando, para a melhor, fazendo até quem não gostava do que eles fizeram anteriormente enxergar com um olhar mais interessado, e o melhor de tudo: sem precisar sacrificar a sua boa qualidade musical. O disco prova que os Strokes não se tornaram velhotes do Rock em menos de meia década; uma prova definitiva que eles não vão se deixar abater apenas porque surgiram uns tais Arctic Monkeys "que-serão-a-nova-salvação-do-Rock" (nada contra os Arctic Monkeys, muito pelo contrário - apenas contra esses críticos chatos!). O Strokes não salvou o Rock, mas se depender de discos como esses, o estilo de música mais polêmico e ouvido no mundo ainda está em uma posição confortável e segura.

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    posted by billy shears at 11:03 PM | 8 comments

    quarta-feira, abril 19, 2006
    Mamonas Assassinas - Mamonas Assassinas


    O que deveria ser uma banda para pais conservadores de todo o Brasil repudiarem acabou sendo uma sensação até mesmo entre os mais velhos. Com um espírito divertido mesclando-se ao som pesado do rock, cinco rapazes de Guarulhos aparecem no cenário musical brasileiro em 1995, com suas letras irônicas, instrumentos bem trabalhados e performances de palco mais do que divertidas, com direito a fantasias e vozes engraçadas. Eram os Mamonas Assassinas, que antes formavam a banda Utopia, sem Dinho, onde faziam covers de Legião Urbana e Rush, queridos por muitos até hoje, dez anos após um desastre de avião que, infelizmente, os tiraram de nós.

    O baiano Dinho nos vocais com mil e uma vozes e performances; Bento Hinoto na guitarra, que tinha como passatempo tirar solos do Dream Theater; Os irmãos Samuel e Sérgio Reoli, cujo sobrenome artístico era uma corruptela de seus sobrenomes “Reis de Oliveira”, respectivamente, como baixista e baterista; e Júlio Rasec (“César”, de trás pra frente, sobrenome original de Júlio) nos teclados. Esse último tinha sonhado, um dia antes do vôo que os levaria a morte, que o avião tinha caído. E ainda tem gente que não acredita em premonição.

    O álbum da resenha, que foi o único lançado pela banda, vendeu mais de 2 milhões de cópias em menos de um ano de carreira. A fita demo tinha caído nas mãos de Rafael, baterista da banda Baba Cósmica, filho do diretor artístico da EMI-Odeon, João Augusto Soares que os contratou e os lançou para o estrelato nacional, conquistando a juventude da época.

    “Atenção Creuzebeck, ao toque de 4 já vai...Já, já, já, já vai!”. Assim começamos o sensacional disco. “1406”, uma alusão ao número de televendas, o famoso “011-1406”, que fala sobre o quanto é ruim não ter dinheiro. Frases mesclando o inglês com o português como em “Money/ Que é good nós não have/ Se nós havasse/ Nós não tava aqui playando/ Mas nós precisa de workar...” acentuam a ironia passada pela banda. Não podemos em hipótese alguma descartar a introdução em conjunto de baixo e guitarra, onde dispenso maiores comentários. Quando nós éramos crianças não entendíamos nada, mas agora é fácil entender o que ele quer dizer com: “Eu sou cagado/ Veja só como é que é/ Se der uma chuva de Xuxa/ No meu colo cai Pelé/ Como aquele ditado que já dizia/ Pau que nasce torto/ Mija fora da bacia...”, mostrando o quão azarento é o cara.

    Introdução feita por Júlio e entramos em “Vira Vira”, paródia em estilo música portuguesa, onde Manuel é convidado para uma suruba e mandou sua esposa, a Maria. Muito famosa e cogitada em festas. Um puta trabalho de harmonia feito pela banda. Baixo sobressaindo, guitarra pesada, bateria foda demais! O refrão, como não poderia deixar de ser, é fácil de ser decorado e desbocado: “Roda, roda e vira/ Solta a roda e vem/ Me passaram a mão na bunda/ Ainda não comi ninguém...”. A coreografia é indispensável. O tecladista ainda faz uma ponta cantando: “Oh Manuel/ Olha cá como eu estou/ Tu não imaginas como eu estou sofrendo/ Uma teta minha um negão arrancou/ E a outra que sobrou está doendo...”, onde o ‘Manuel’ responde: “Oh Maria/ Vê se larga de frescura/ Eu te levo no hospital pela manhã/ Tu ficaste tão bonita monoteta/ Mais vale uma mão do que duas no sutiã...”. Muito boa e obrigatória.

    Outra pancada da banda, talvez seu maior hit: “Pelados Em Santos” foi gravada em espanhol com o nome de “Desnudos En Cancun”. Uma corneta no estilo mariate começa introduzindo a música, que conta com um belo trabalho entre baixo e bateria. Depois de uma sessão bem calma, o pré-refrão conta com uma guitarra pesada, onde Dinho acompanha cantando: “(Oxente ai, ai ai) Mas comigo/ Ela não quer se casar/ (Oxente ai, ai, ai) Na Brasília amarela/ Com rodas gaúchas ela não quer entrar/ (Oxente ai, ai ai) Feijão com jabá/ A desgraçada não quer compartilhar/ Mas ela é linda/ Muito mais do que linda/ Very, very beauttiful...”, voltando a calmaria no refrão “Você me deixa doidão/ Oh yes/ Oh no...”, que conta com a tal cornetinha do começo. Essa música é uma boa pedida para os amantes de videokê.

    Guitarra com distorção pesada e sons engraçados feitos pelo vocalista começam “Chopis Centis”, retratando a felicidade de um nordestino indo ao shopping de uma cidade grande notada no refrão “Quanta gente/ Quanta alegria/ A minha felicidade é um crediário/ Nas Casas Bahia...”. Dinho frisa muito bem isso com uma imitação de sotaque nordestino. A banda segue conduzindo muito bem os instrumentos até o refrão, onde soltam uma pancada rápida e alegre. Engraçado é na segunda vez quando repetem o refrão e Dinho diz: “Bem forte! Bem forte!”, uma coisa bem Mamonas Assassinas.

    Jumento Celestino” é mais uma paródia com toques de ritmos nordestinos onde um baiano resolve se aventurar por São Paulo. A abertura é feita com os caras cantando um xote bem famoso de Luis Gonzaga, Dominguinhos ou sei lá qual dos dois (“De quem é esse jegue?/ De quem é esse jegue?...”). Depois de uma introdução com direito a triângulo, o peso da guitarra sobressai, para depois retomar um ritmo de forró. Bem legal o trabalho da banda nessa música: um triângulo ao fundo, uma guitarra com wah wah, um teclado com efeito de sanfona e tudo o mais. O peso retoma quando o vocal começa a cantar “Descendo com o jumento na mó vula/ Ultrapassei farol vermelho e dei de frente com uma mula/ Saí avuando/ Parecia um foguete/ Só não estourei meu coco/ Tava de capacete...”. Ele se arrepende da migração e volta pra casa cheio de apelidos, cujo mais bonito é ‘cabeção’.

    Uma música curta, porém muito cantada por coros de pessoas em ônibus de passeios ou excursões. “Sabão Crá Crá” é uma espécie de propaganda de um sabão para parte menos ortodoxas do corpo, onde “...não deixa o cabelo do saco enrolar/ Sabão Cré Cré/ Sabão Cré Cré/ Não deixa os cabelos do saco de pé...”. Tratando-se de Mamonas Assassinas é isso o que se pode esperar.

    Uma música com uma introdução acústica, mas com uma letra engraçada demais é “Uma Arlinda Mulher”. Cheia de frases “filosóficas” e enroladas, mostrando a destreza do vocalista em decorar aquilo tudo, trocando de vozes e tudo o mais. Destaque para os versos “Te falei que o pediatra é o doutor responsável pela saúde dos pé/ O ‘zoísta’ cuida dos olhos/ E o oculista, Deus me livre/ Nunca vão mexer no meu...” e “Pois nos tira e põe, deixa ficar da vida/ Serei sempre seu escravo de Jó...”. O fim da música é realmente hilário, quando o Dinho continua cantando, o produtor vai abaixando o volume e ele diz que peidou dentro do estúdio, seguido de uma exclamação “CARALHO!” ao fundo. Muito bom mesmo.

    Um dedilhado na guitarra dá um início à “Cabeça de Bagre II”, música que retrata, de certa forma, em algumas estrofes, a situação do Brasil naquele momento. Nos refrões ele repete “Quando eu repetia a 5º série/ Tirava E, D/ De vez em quando um C...”, acompanhados por uma guitarra em que Hinoto tirava um solinho ora de “O Passo do Elefantinho”, ora da risada do Pica Pau. Belo trabalho dos rapazes, que mostravam uma habilidade imensa ao fazer o que gostavam.

    “Atenção Creuzebeck, Creuzebeck meu filho, vamos lá que vai começar uma baixaria”. Dinho convoca o produtor a dar play para que comecem com “Mundo Animal”. Animada, com uma letra desbocada, com um belo trabalho dos músicos, retratando um jeito engraçado de ver o mundo animal. “Totalmente beautiful/ As baleias no oceano/ Nadando com graça/ Fugindo da caça/ Dos homens humanos/ O homem é corno e cruel/ Mata a baleia que não chifra e é fiel...” é um verso ecologicamente correto um tanto quanto engraçado. O refrão não poderia ficar de fora da sacanagem, com versos fáceis de assimilar: “Os animal tem uns bicho interessante/ Imaginem só como é o pinto de um elefante/ E os camelo que tem as bolas em cima das costa/ E as vaquinha/ Que por onde passam deixam um rastro de bosta...”.

    Engraçada e cativante, “Robocop Gay” também é uma das mais pedidas em festas. Com backin’ vocals bem colocados, a música fala de um Robocop em uma versão mais afeminada, onde ele diz “Abra sua mente/ Gay também é gente/ Baiano fala oxente/ E come vatapá...”, mostrando que devemos deixar nossos preconceitos de lado. Hinoto solta um solo muito foda antes de entrarem na parte agitada da música, que passa uma mensagem para as pessoas que têm medo de se assumirem gays. Ele diz isso em “Você pode ser gótica/ Ser punk ou skinhead/ Tem gay que é Mohamed/ Tentando camuflar/ Alah, meu bom Alah...”. Mamonas também é consciência.

    Bois Don’t Cry” é uma pedida de corno. Até na música ele afirma isso (“Ser corno ou não ser/ Eis a minha indagação...”). Um começo de seresta que muda logo quando entram no refrão, onde a banda faz uma passagem pela música “Tom Sawyer”, do Rush e é cantada “Veja só como é que é/ A ingratidão de uma mulher/ Ela é o meu tesouro/ Nós fomos feitos um pro outro/ Ela é uma vaca e eu sou o touro”. Djair realmente é facinho de confundir com João do caminhão.

    Nos defrontamos agora com uma paródia ao Heavy Metal nacional "for-export", com muito peso e suas letras com pouca mensagem a passar. “Débil Mental” é uma música com frases totalmente sem sentido em inglês, com as mesmas estrofes repetidas durante toda a música. Um belo trabalho do guitarrista ao solar sua guitarra. Dinho imita muito bem um vocalista de metal, engrossando a voz e cantando “Walking in the dark/ Now there’s just some cookies...”. e “So shake your head/ So shake your head, sucker!”.

    Uma música típica de rodinha de violão essa “Sábado de Sol”. Voz e violão para uma música sem sentido, que fala de um cara que pegou um caminhão e levou a galera pra comer feijão, mas “Chegando lá, mas que vergonha/ Só tinha maconha...”. Depois as vozes mudam para vozes arrastadas de maconheiros. Totalmente sem sentido.

    E fechando esse Cd que é impossível ficar sem ouvi-lo mais de duas vezes seguidas, temos a belíssima “Lá Vem o Alemão”, começando com um ritmo de samba e com o vocalista imitando a voz do cantor do grupo de pagode Raça Negra. É uma estória de um cara que estava indo para a praia na sua Kombi junto com sua parceira, tendo a infelicidade de ter que parar pra consertar o veículo no caminho para o Boqueirão. O rock volta a tona quando Dinho canta o refrão “Subiu a serra/ Me deixou no Boqueirão/ Arrombou meu coração/ Depois desapareceu/ Fiquei na merda/ Na areias do destino/ Me tratou como um suíno/ Cuspiu no prato que comeu...”, retomando o sambinha. Ele sofre vendo sua amada o trocando por um alemão que “...Tem dinheiro e um Scortt” e diz: “...Como um modess você me trocou!”. Um fim espetacular imitando o Netinho de Paula, ex-Negritude Jr, para uma banda espetacular como os Mamonas Assassinas.

    Seu nome sempre será lembrado e terá um cantinho especial no rock brasileiro. Deixaram, além de saudade, alegrias por onde passaram, muita motivação e uma lição de vida: “Nunca desista de seus sonhos!”. Foi, é e será uma banda que sempre estará nos corações dos roqueiros do Brasil, com seu jeito brincalhão e agitado de ser. Sabiam o que estavam fazendo e gostavam daquilo. Quer mais inspiração do que isso para aqueles que sonham em ter uma banda e viver de rock?

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    posted by Vitor at 9:33 PM | 15 comments

    terça-feira, abril 18, 2006
    Jack Johnson - In Between Dreams


    Um melódico violão, pouca percussão, um baixo de suporte, um piano às vezes, climas alegres e doces, um vocal relaxante. Foi assim que o surfista havaiano Jack Johnson conquistou o mundo com a sua música. Seu sucesso é mais uma prova do amplo espaço na mídia para muitos gêneros nos dias de hoje; não há predominância de um gênero, como nas décadas passadas; da intensidade e angústia do Linkin Park, passando por sons elaborados como o do Wilco, e chegando à simplicidade e alegria de Jack.

    Não tem muito segredo na música do homem não; é apenas (e felizmente) isso que está aí em cima. Música descompromissada, que você pode ouvir tanto em casa, quanto no trânsito, quanto na praia, quanto em um show; o efeito "válvula-de-escape" funciona que é uma beleza. Referências? Ao longo do disco, você ouve uma e outra aqui e ali, mas se você for fã de artistas como Ben Harper e de baladas do Red Hot Chili Peppers, você provavelmente irá achar muito legal!

    Me senti obrigado, já que não vou no show, a pelo menos aproveitar a passagem de mr. Jack no Brasil para fazer uma resenha para quem ainda não conhece (ou se interessou) pelo trabalho dele tentar descobrir um ''admirável mundo novo'' em termos de música.

    "In Between Days" é fresquinho ainda, foi lançado ano passado, 2005, terceiro da carreira de Jack Johnson (se você não contar as três trilhas sonoras que ele fez e o EP-jam "Some Live Songs", com seus amigos e artistas apadrinhados por ele, Donavon Frankenreiter e G. Love) . Jack Johnson nos vocais e violão, Adam Topol na percussão, Merlo Podlewski no baixo e Zach Gill no piano e acordeão. Produção feita pelo amigo de Jack, o brasileiro radicado nos EUA Mario Caldato Jr., que também trabalhou com os Beastie Boys.

    O disco começa com a açucarada e apaixonada "Better Together", assobiável e de refrão fácil, tente não cantar junto com o havaiano o refrão "É sempre melhor quando estamos juntos/Iremos olhar para estrelas quando estaremos juntos/É sempre melhor quando estamos juntos". Uma percussão bem simples, ritmada, com o violão sustentando a voz de Jack Johnson de forma deliciosa.

    "Never Know", alegre e inteligente, com uma grudenta melodia de violão, com o refrão "Nunca sabendo/Nós estamos chocando, mas somos nada/Nós somos inteligentes, mas somos tolos/Nós somos apenas humanos, divertidas, mas confusos", com um dos refrãos mais melódicos de todo o conjunto. Tente não bater pé ao som da percussão, mexer levemente a cabeça ao som da melodia ou assobiar a música. A-há! A música dele está te capturando.

    Seguindo com "Banana Pancakes". Se o título é divertido, que dirá a música, com clima animado e inocente, contagiante. A temática de amor vem pela segunda vez, sobre um gostoso romance dentro de casa, em um dia chuvoso, comendo panquecas de banana (ê vidão!). E esse disco é a trilha sonora para isso!

    Já conhecida do público brasileiro, essa é "Good People", com uma delícia de violão preenchendo a música, e uma ótima linha vocal criada por Jack. Um clima praieiro-havaiano invade as estruturas. Novamente uma reflexão sobre os dias de hoje: "Para onde todas as pessoas boas foram?/Eu estava mudando de canal e não as vi nos programas de TV/Para onde todas as pessoas boas foram?/Nós temos pilhas e pilhas de tudo que semeamos". Só cuidado ao ouvir, risco de sério de passar semanas ouvindo a mesma música e seus amigos acharem que você está prestes a começar a passar parafina no cabelo... O refrão mais inspirado e marcante do disco.

    "No Other Way" é mais lentinha, música para luaus na praia, ou para tirar soneca, embaixo de um cobertor em um dia frio. Mais romance, com Johnson prometendo à amada que ela pode dormir tranquila, porque os dois são muito honestos entre si. Uma das melodias mais doces criadas nos últimos anos.

    Vamos então para "Sitting, Waiting, Wishing", refrão fácil e emocional, base de violão repetida (mas que cresce de quando em vez), piano... Uma das músicas mais bonitas de todo o disco, senão a mais. É a melhor? Bem na minha opnião, sim, ao lado de "Good People". Mas você tem que ouvir e tirar suas próprias conclusões!

    "Staple It Together", com o baixo mais perceptível de toda a bolacha, logo, a mais suingada, com um Jack Johnson empolgado nos vocais. Letra existencial, reflexiva. Refrão feliz, melhor parte rítmica em termos de percussão. Dá para curtir uma pequena viagem, a música é divertida ao cubo de se ouvir. Os olhos ficam brilhando com a qualidade do material que Johnson apresenta.

    A mais curta do álbum é "Situations", pouco menos de um minuto e vinte, letra breve, vocal mais baixo, a melodia de violão sempre te conquistando... Típica música do Jack Johnson, capaz de derreter o mais petrificado coração.

    A viagem volta em "Crying Shame", com seu clima havaiano, com Jack ideológico, parecendo discursar sobre a mídia nos dias de hoje: "Usando medo como combustível/Incendiando nossos nomes/E não levará muito tempo/As palavras queimam do mesmo jeito/E quem nós culparemos agora?" e desenbocando no melódico refrão "É uma vergonha, vergonha, vergonha abominável". É uma das mais cantaroláveis dentre as quatorze músicas. Jack realmente tem talento no gênero que escolheu.

    "If I Could", curta baladinha de letra melancólica, com um instrumental apaixonante, não há como não sentir uma sensação de paz espiritual a esse ponto. O refrão entreguista só ajuda a passar essa sensação, com a música sendo colocada nos trilhos por lentos e belos acordes.

    Melodia conquistadora em "Breakdown", mais uma ótima música que não destoa do conjunto, com Jack cantando docilmente uma letra reflexiva, refrão apaixonado, com frescor de novidade, apesar de a idéia musical de Jack Johnson não ser a inovação-mór do mundo, mas muito bem vinda. Linhas vocais realmente cativantes permeiam charmosamente a música.

    Acompanhada de acordeão do lado do seu violão de melodia cativante, temos "Belle", com um clima de "já ouvi isso antes", e sendo justamente por isso o motivo da canção ser tão animadora. Parece tema de novela, quem ouvir vai pensar. Tem um clima brasileiro, dirão alguns. Uma letra de estrofe, com direito a palavras em francês, soando mais como uma brincadeira com instrumentos colocada no disco devido a seu resultado super satisfatório.

    Letra apaixonada e nostálgica em "Do You Remember". Se você for diabético, cuidado com Jack Johnson, ele pode ser um perigo com suas canções romanticamente açucaradas, despidas de efeitos, letras entreguistas e apaixonadas, criando um clima inocente, de alguém que chegou aonde está honestamente, cantando às pessoas o que elas queriam ouvir. Sim, sim, caso queiram saber, é uma revelação das mais agradáveis na história da música na última década.

    Fechando, "Constellations", com clima meio de despedida em uma letra contemplativa, com um refrão feliz e cheio de esperança, com os instrumentos sendo executados de forma bem lentinha, dando uma sensação conhecida aqui no Brasil como "soninho bom". O violão nós presenteia com uma melodia linda e facilmente absorvível, acabando o disco como começou.

    Enfim, depois do esporro sonoro magistral promovido por "Mezmerize/Hypnotize" do System Of A Down e "American Idiot" do Green Day, agora é hora de relaxar ao som de nosso amigo californiano. Como já afirmado acima, Jack Johnson faz o estilo de música para o qual realmente tem talento (ao contrário de gente como Fred Durst, um rapper tentando fazer rock....), sem pressão externa nenhuma, despreocupado e totalmente despretensioso. Provalmente isso é que faz a sua música soar tão honesta e cativante. Gaste alguns trocados em uma loja de discos ou baixe tudo na internet, e bom divertimento!

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    posted by billy shears at 7:00 PM | 13 comments

    sexta-feira, abril 07, 2006
    Música de Metrô: Bastardz - No Ass No Pass


    Coitado do Rock And Roll. Os críticos de música vivem querendo matar o pobre coitado. Pensando bem, não é para ter pena, pois a cada tiro que dão nele, ele devolve com metralhadoras giratórias com mira a laser. Ok, essa metáfora está indo longe demais. Vamos explicar: nos dias de hoje, muita gente que quer se fazer de entendida fala que o Rock não existe há um bom tempo,que muitas de suas vertentes são estilos natimortos, e manda o povo escutar alternativices ou música eletrônica.

    Pois bem, rapaz; se nem o Darkness te convencia que o Hard Rock estava vivo e atuante, uma certa banda de São Paulo vai te fazer pirar. Eles se chamam Bastardz, autores desse CD gravado entre 2003 e 2004, intitulado "No Ass No Pass".

    Do início ao fim, são cinco músicas de pura diversão, seguindo à risca todos os clichês do estilo: homens andróginos, maquiados, em roupas apertadíssimas, fazendo grudentas músicas de refrões fáceis e direitos, guiadas pelos vocais de Nat, que chegam a lembrar o falecido Bon Scott, as guitarras endiabradas de Thomas e Danny e a cozinha bem posta de Drannath e Mr. Lady.

    "Pills", que abre o disco, também é a melhor do conjunto, com um pesado refrão ao estilo "punhos-ao-alto-e-berrando!" e bases contagiantes. A música é um agito só, suja,encapetada. Tão boa que eu desconfio que até quem odeia Hard Rock vai sentir vontade de vestir uma calça de couro apertada e gritar "Pills, give me my pills!". A música já tem até vídeo, e se apresentar ao público com uma canção desse calibre não é entrar com um pé na porta, é arremessando a tal da porta na cabeça do primeiro distraído!

    Seguindo, "Grab Heir By The Tail", menos pesada que a anterior, mas que exala vibração por todos os cantos, especialmente pelo refrão contagiante, com uma bateria bem dançante ao longo da música. Se "Pills" ainda não havia conseguindo conquistar o ouvinte, essa aqui te arremessapara fora da cadeira e ordena você a pular, berrar. A letra suja e pervertida ajuda mais ainda a dar um clima mais fantástico.

    O terceiro petardo é "Wasted Generation", recobrando o peso, com uma melodia bem grudenta, e o vocal bêbado e com tom de sarcasmo de Nat é uma coisa que eu me obrigo a comentar. A escolha do vocal foi um tiro na mosca. Traz, na minha opnião, o melhor solo dentre as cinco músicas (não que os solos das outras sejam fraquinhos - muuuito pelo contrário).

    "Spider Sarah" tem o riff mais melódico e grudento, muito bem construído, demonstrando um tom de ousadia único e mostrando às pessoas que a essência do Hard Rock oitentista não se perdeu apenas porque os 80's acabaram. A música é uma sucessão de climas selvagens que só vendo. Outra coisa que complementa é o refrão, como sempre, de fácil memorização. Nota dez!

    Fechando, "Alleycat Spoiled Brat", que começa com uma mulher excitada gemendo, e segue com a rifferama hardeira de primeira, com uma pegada mais pesada e intensa, e o vocal berrado, gemido, gritado e ousado de Nat dominando tudo. Tem o solo mais rock and roller dentre as cinco músicas. Thomas e Danny, se continuarem compondo nessa linha, com certeza serão destaque entre os guitarristas nacionais de Rock.

    Enfim. É clichê? É. É a primeira vez que vemos uma banda assim? Não. Mas e daí? Há um bom tempo que eu estava afim de ouvir uma banda tocando um som de ontem como se ainda fosse novidade vinte anos depois.

    O disco peca apenas por sua curta duração: só cinco músicas desse nível deixam qualquer um com água na boca e com um gostinho de quero mais. Não deixe pelego vir falar que o Rock morreu, que nada mais pode ser feito, que todas as suas vertentes já deram o que tinha que dar. Bastardz é rock sujo, pulsante, feroz e melhor ainda, orgulhosamente vivo.

    "Better watch your ass
    It's a good advice
    I'm a fuckin' bastard
    Won't say it twice"

    Bastardz - No Ass No Pass
    (Independente - Produção de Henrique Baboom; Novembro de 2004)
    1.Pills
    2.Grab Her By The Tail
    3.Wasted Generation
    4.Spider Sarah
    5.Alleycat Spoiled Brat
    ______________________
    Hey psit! Ficou interessado?
    Então entre aqui:
    http://www.bastardzweb.com/
    www.myspace.com/bastardz
    http://www.fotolog.net/_bastardz
    E divirta-se!

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    posted by billy shears at 10:07 PM | 5 comments

    domingo, abril 02, 2006
    Música De Metrô - Municipal Waste



    Fãs do metal empolgante e também os amantes de um dos gêneros mais legais da música que é o Hardcore, sem o Hardcore o mundo da música seria totalmente intediante. Todos que conhecem, ou metal ou Hardcore, com certeza sabem o que é o Crossover ou já ouviram falar deste remoto estilo, popular entre quem escutava bastante Thrash Metal e Hardcore nos anos 80, que fazia a verdadeira união de ambos estilos.

    Mas este estilo ficou muito esquecido na década de 90, e nos anos 2000, uma banda decidiu resgatar este estilo que com certeza é um dos mais legais que existem, resgatando com sigo aquela magia da união e a sonoridade que é coisa de maluco!

    Esta banda chama-se Municipal Waste, de Virginia nos E.U.A, formada em 2001 com uma garotada nova, que está enxendo os olhos principalmente de quem era bastante fã do estilo, que hoje é formado por Tony Foresta nos vocais, Land Phil no baixo e vocais, Ryan Waste nas guitarras e Dave Witte na batera.

    O grupo tem uma proposta muito fiel ao estilo, e é bastante difícil manter a sobrevivência na música ainda mais fazendo estilos quase sem apoio que é o caso do Grindcore, do Crossover, etc... E é de se elogiar a bandeira que o Municipal Waste está hasteando, ainda mais que é uma banda americana, e todos sabem como o Hip-Hop e o Dance/Pop de Cristina Aguilera e Britney Spears dominam o mundo da música.

    Vida difícil, mas fazendo o que gosta e o que acredita torna-se o difícil em algo prazeroso e isto o Municipal passa muito bem com suas músicas, e até agora, lançaram 2 álbuns, e antes de lançar estes 2 álbum, fizeram um EP cujo nome do EP é o próprio nome da banda, e 2 splits, um com a banda Crucial Unit, e outro com a banda Bad Acid Trip, cujo este último recebeu o curioso nome de Tango and Thrash.



    O primeiro álbum da banda chama-se "Waste’Em All", o nome talvez seria uma sátira com o Metallica cujo primeiro chama-se "Kill’Em All", e uma banda que sempre usava essas sátira era uma banda de Crossover bem conhecida no estilo, o S.O.D (Stormtroopers Of Death), e este álbum é bastante rápido, músicas curtas e algo com influência grande do primeiro álbum do D.R.I., o "Dirty Rotten LP", e bandas antigas de hardcore mais rápido e agressivo como Attitude Adjustment e Verbal Abuse, até Agnostic Front, palhetadas e batidas rápidas com vocais juntamente rápidos, fazendo você ficar maluquinho com o som hardcorizado e furioso (quem acha que fúria é apenas vocal gutural e músicas brutais de 6 minutos é meramente um ignorante musical), pena que o álbum é de apenas 17 minutos, mas é porrada pra tudo quanto é lado, vale a pena adquirir esses 17 minutos de porrada na orelha.



    O segundo álbum foi lançado em 2005, o "Hazardous Mutation" que tem uma influência notória de Thrash Metal, principalmente de Nuclear Assault e Vio-lence, mas ainda fiéis a proposta de arrebentação de cérebro fazendo músicas legais e de certo modo, divertidas onde você fica induzido a entrar numa roda de hardcore, ou fazer mosh, ou dançar, e até enfiar a cabeça na parede, o Municipal continua com a boa proposta do Crossover de abraçar o metal e o Hardcore/Punk, mostrando que não precisa de um trabalho instrumental excepcional, basta fazer o que gosta e empolgar a galera!

    As letras? Não podiam ser melhores: sobre guerras, política, e com aquele bom humor característico do Crossover!

    Estamos aguardando o terceiro álbum da banda e quando esta grata revelação ira pousar em terras brasileiras para fazer tudo tremer aqui, e ficaremos torcendo para esta banda não cair no esquecimento por falta de apoio, coisa que acontece freqüentemente no mundo musical.

    Esta seção tem o objetivo de chutar aquela velha teoria de que hoje em dia nem tem bandas novas boas, que bandas boas só são dos anos 80 e começo de 90, para a galera se informar das novidades do underground seja ele brasileiro ou estrangeiro, e fico feliz em inaugurar esta seção falando logo de Municipal Waste, que está fudendo tudo!

    E quem gosta de música empolgante, vá correndo atrás de Municipal!

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    posted by Dark at 7:53 PM | 6 comments

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