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    quarta-feira, junho 28, 2006
    Dangerous Lyrics: Como Nossos Pais - Elis Regina


    Anos 70. O Brasil vivia tempos difíceis sob ditadura militar. Eram os tempos da “pátria de chuteiras”, governado pelo general Emílio Garrastazu Médici. O Brasil conquista seu terceiro título mundial de futebol no México. Grande seleção aquela: Pelé, Tostão, Jairzinho, Carlos Alberto. A felicidade estava nos pés dos atletas, em contraste com a repressão que vivia o povo brasileiro que caminhava sobre censura. O DOI-CODI combatia toda resistência de esquerda, torturando seus inimigos.

    No mundo das artes tínhamos o movimento tropicalista que ia de encontro às regras do AI-5. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes e Tom Zé eram os principais representantes do movimento.


    Nessa mesma época, Belchior escreveria uma das mais fabulosas letras da música popular brasileira, imortalizada na voz da maior cantora que o Brasil já viu: Elis Regina. Era “Como Nossos Pais”, que arrepia até a alma com seus versos positivistas, versos estes que chutam o balde pra cima do conservadorismo e do comodismo em que vive o povo brasileiro. E desse jeito começamos com a nova sessão do Dangerous Music, intitulada “Dangerous Lyrics”, que interpretará canções que podem fazer mudar a vida de uma pessoa com seus versos, assim como essa que será abordada aqui.

    Música: Como Nossos Pais
    Autor: Belchior
    Interprete: Elis Regina

    Não quero lhe falar, meu grande amor/ Das coisas que aprendi nos discos/ Quero lhe contar como eu vivi/ E tudo o que aconteceu comigo/ Viver é bem melhor que sonhar/ E eu sei que o amor é uma coisa boa/ Mas também sei que qualquer canto/ É menor do que a vida de qualquer pessoa/ Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina/ Eles venceram e o sinal está fechado pra nós/ Que somos jovens/ Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua/ É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz/ Você me pergunta pela minha paixão/ Digo que estou encantado como uma nova invenção/ Eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão/ Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação/ Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração/ Já faz tempo eu vi você na rua/ Cabelo ao vento, gente jovem reunida/ Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais/ Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos/ Ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais/ Nossos ídolos ainda são os mesmos/ E as aparências não enganam, não/ Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém/ Você pode até dizer que eu tou por fora/ Ou então que eu tou inventando/ Mas é você que ama o passado e que não vê/ Mas é você que ama o passado e que não vê/ Que o novo sempre vem/ Hoje eu sei que quem me deu a idéia/ De uma nova consciência e juventude/ Ta em casa guardado por Deus/ Contando vil metais/ Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos/ Nós ainda somos os mesmo e vivemos/ Ainda somos os mesmo e vivemos/ Como nossos pais.


    Ora, como eu disse anteriormente, nessa letra percebemos a forte presença do positivismo, a idéia de um novo mundo com novos pensamentos e ideologias. Começando pela primeira estrofe “Não quero lhe falar, meu grande amor/ Das coisas que aprendi nos discos/ Quero lhe contar como eu vivi/ E tudo o que aconteceu comigo...” podemos ver que a vanguarda vai sendo deixada de lado ao ser dito que as experiências de frases feitas de discos não valem de nada; o que conta mesmo são as experiências vividas, isso é o que faz uma pessoa evoluir mentalmente. Juntamos essa estrofe com a passagem “Mas também sei que qualquer canto/ É menor do que a vida de qualquer pessoa/ Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina/ Eles venceram e o sinal está fechado pra nós/ Que somos jovens..”, citando o estado perigoso em que se encontrava o futuro do mundo, os grandes transformadores das gerações futuras, nesse caso aí sendo os jovens. Essa parte diz que “qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa”, uma referência (ou não) à censura do AI-5, que fez o sinal estar fechado para os jovens pela falta de liberdade de expressão, fazendo com que a juventude da época caísse no comodismo forçado pelos militares conservadores. Mas como sempre há aquele que enxerga uma luz no fim do túnel, o autor diz “Você me pergunta pela minha paixão/ Digo que estou encantado como uma nova invenção/ Eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão/ Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação/ Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração...”, dando ênfase a um futuro positivo esperado pelos indivíduos da época, principalmente os jovens. Aliás, os estudantes sempre estiveram presentes nos anos de ditadura. A UNE foi um braço forte indo de encontro aos ideais ditatoriais da época.

    “Já faz tempo eu vi você na rua/ Cabelo ao vento, gente jovem reunida/ Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais/ Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos/ Ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais...” vem falando de uma revolução civil que caiu no esquecimento, onde os jovens não eram mais aqueles rebeldes com vontade de ver o mundo de outra maneira como pregava o Rock N’ Roll, nascido nos anos 50. Já que essa revolução foi deixada de lado, a vida voltou a ser como era nas primeiras décadas do século XX, onde a liberdade não era plena.

    Outra passagem importante de ser analisada é essa: “Nossos ídolos ainda são os mesmos/ E as aparências não enganam, não/ Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém/ Você pode até dizer que eu tou por fora/ Ou então que eu tou inventando/ Mas é você que ama o passado e que não vê/ Mas é você que ama o passado e que não vê/ Que o novo sempre vem...”. De fato o novo surpreende. E dito aqui que ninguém busca novos horizontes e pensamentos, e é urgente essa necessidade de busca. Se já é difícil para inovar no começo do século XXI, onde o conformismo é maior e a ostentação também, imagine em tempos de ditadura militar... O novo choca onde quer que apareça, e sempre haverá aqueles que neguem as inovações com medo de reprovações. Podemos ver isso em “Hoje eu sei que quem me deu a idéia/ De uma nova consciência e juventude/ Ta em casa guardado por Deus/ Contando vil metais...”, onde aquele idealizador de novos pensamentos se fechou em seu mundo por ser classificado como membro periférico de um mundo onde tudo caminha em uma única direção e qualquer desvio é punido severamente.

    Mesmo estando vivendo um novo século com novos pensamentos e atitudes, estamos a mercê de uma ditadura. Não, não é mais uma ditadura militar, mas sim uma ditadura social imposta por materialismo e falta de conteúdo no que nos cerca. Experimentar o novo nunca é ruim, pois o novo é inevitável. Assusta? É claro. Mas o que há de errado em aprender a conviver com o novo? Então meus amigos vamos deixar de andar numa mesma direção e vamos nos arriscar mais, viver mais. Só assim podemos ver as coisas por outro lado e nos esforçar para vivermos com o diferente, afinal o mundo é feito de opostos e eles se atraem.

    Marcadores:

    posted by Vitor at 10:51 PM

    15 Comments:

    Anonymous Eduardo disse:

    Realmente cara,temos que perder o medo do novo,de se arriscar.Muito legal a interpretação,boa mesmo!!
    valeu.

    11:48 PM  
    Anonymous Isabelle disse:

    Eu sou amiga do bernardo, ele me indicou para ler essa resenha. gosto muito dessa musica, é realmente uma boa "tradução" da sua parte.
    um abraço.

    1:37 AM  
    Anonymous Andressa disse:

    Amo essa música.

    E essa resenha dela foi perfeita!

    Beijão.

    6:25 PM  
    Anonymous Jim Carrey disse:

    Elis é muiiiito bom,influência paterna =)

    9:56 PM  
    Anonymous may disse:

    foi simplesmente perfeito.
    deu até vontade de ouvir!
    overdose de elis...

    9:57 PM  
    Anonymous Iza disse:

    Ber, essa música é muito fera! Muito bom você ter postado ela =DD
    E gostei muito da maneira como você abordou, também. Tu é muito inteligente, meu.
    Fodaa

    10:07 PM  
    Anonymous Lucas disse:

    Essa música foi tema de uma dissertação minha há mais ou menos um mês atrás.
    Acho que você só exagerou dizendo que pode mudar nossas vidas, mas bem legal a letra.

    10:29 AM  
    Anonymous vah disse:

    alô alô marciano, aqui quem fala é da terra.. hahahahaha!

    be, mto bom esse blogger; ja tinha visto aquela vez com a entrevista dos los hermanos e adorei! ;)

    te amo.
    beijao

    10:30 AM  
    Blogger Carmem Luisa disse:

    E os risos angustiantes dos jovens que vivem em um mundo tão imbecil se apagam com a cultura globalizada e os escândalos babacas.

    10:38 AM  
    Blogger Stefani disse:

    eu gostei muito da letra dessa música , principalmente cantada por uma das grandes cantoras do Brasil Elis Regina.

    4:47 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    ... muito boa interpretação princcipalmente quando se fala em inovaçao... tai uma coisa q deve ser cultaivada pelas futuras geraçoes...: EMPREENDEDORISMO

    10:52 AM  
    Blogger Lilian disse:

    Olá tudo bem? amei a forma postou sobre a musica Como nossos pais, esta semana fizemos uma analise dela na faculdade no aspecto plotico pedagogico e realmente ela expressa com muita enfase o que o Brasil já passou! Parabéns. Li

    8:40 PM  
    Blogger Sara disse:

    É muito bom saber que pessoas tão jovens como vcs se interessam em criar um blog para falar de mudanças que no nosso país são difíceis de ver hoje em dia. Parabéns pela iniciativa e nunca percam a fé e a esperança.
    Realmente "COMO NOSSOS PAIS" nos mostra que a inércia não nos levará a uma vida melhor.
    Fiquem com Deus e se precisarem de apoio, contem comigo.

    12:12 PM  
    Blogger bia.waytobegin disse:

    Me ajudou demais,
    muito muito obg :D

    12:10 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    adoro Elis...
    gostei muito do post..ja adicionei aos meus favoritos

    1:40 AM  

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