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    quarta-feira, maio 10, 2006
    Nirvana - Nevermind


    Cá entre nós: o Nirvana é um pontapé inicial na vida de um jovem aspirante a adepto do Rock. Ganhou um violão de aniversário e já vai aprender uma música do Nirvana. Vai comprar seus primeiros cds de rock e lá está o Nirvana na lista. Comigo não foi diferente. Muitos tiveram Kurt Cobain como um mártir da juventude dos anos 90, que reviveu o que os Ramones fizeram nos anos 70, visando levantar a auto-estima da rebeldia do Rock ‘N’ Roll.

    Entramos, então, nos anos 90 com o Hard Rock dando seus últimos suspiros. Skid Row, Poison e Guns N’ Roses eram tocados aos montes e suas baladas tomavam cada vez mais conta das rádios. Eis que surge um movimento em Seattle, entrando de voadora e mandando o visual glam pro espaço: ao invés de calças de couro justas, cabelos armados e maquiagem, roupas sujas, camisas de flanelas, All Stars maltratados e cabelos oleosos e desgrenhados. Ao invés de baladas românticas com solos de minutos, guitarras fortemente distorcidas e acordes simples, mas agressivos. Letras angustiantes eram o foco das atenções.

    “Nevermind”, de 91, gera discussões: foi esse álbum o divisor de águas do Rock ou não? Podemos dividir o Rock assim como dividimos o tempo em a.C e d.C? O que você me diz de um álbum que não te deixa abaixar o volume, nem muito menos faz você parar de sacudir a cabeça? Quando começar a ouvi-lo não se surpreenda se você estiver chutando seu abajur, jogando o telefone longe ou porrando o armário.

    A formação todos nós já conhecemos: Kurt Cobain na guitarra (pobres guitarras) e vocal, Krist Novoselic no baixo (coitado dos baixos) e Dave Ghrol, atual Foo Fighters, na bateria. Kurt ora gritava, ora cantava manso; Krist fazia seus malabarismos com o baixo, o que lhe rendeu um belo de um machucado num VMA; David soltava o braço e fazia suas ironias quando o assunto era “Guns N’ Roses”. Quer mais o quê?

    Pra começar arrombando a porta com um tiro de 12, temos o hino de uma geração: “Smells Like Teen Spirit”. Ah, vai dizer que você nunca ficou com dor de cabeça por causa dessa música? É só você ter 16 anos ou mais, se bem que muitos “rebeldes” precoces já bradem seu refrão como forma de demonstrar seu espírito “rock’n’roll”. O sangue ferve só de ouvir a guitarra fazer a introdução. Depois da entrada da bateria, tudo a sua frente é chutável. Não fique rouco ao tentar cantar “Com a luz apagada/ É menos perigoso/ Aqui estamos nós agora/ Nos entretenha...”. A calmaria no meio é só pra você descansar a cuca e voltar a sacudir em seguida. Seus vizinhos estão reclamando do som alto? Foda-se! Chute eles também!

    Não pode parar senão esfria. “In Bloom” chega com seu ar viajanate e angustiante. Guardou alguma coisa pra chutar ainda quando o refrão “Ele é o cara que gosta de/ Todas as músicas bonitinhas e ele/ Gosta de cantarolar junto e ele/ Gosta de atirar com sua arma...”? A bateria antes desse refrão é uma coisa de doido. É como se alguém estivesse te chamando “Ei, vamos demolir aquele prédio?”. O baixo de Chris se destaca entre a bateria nervosa de David e a guitarra suja de Cobain. Acabada essa, pode ir beber um pouco de água.

    Outro hino. Seu riff é obrigatório pra quem tem uma guitarra, um baixo e/ ou um violão. “Come As You Are” é calma até um certo ponto, mas faz pirar sua cabeça assim mesmo. Pode pular na parte “E eu juro que eu não tenho uma arma/ Não, eu não tenho uma arma...” e cantar puxando os cabelos “Venha/ Como é/ Como era/ Como eu quero que você seja...”. Pra finalizar temos um solo e mais uma vez o refrão. Já ta com a cabeça doendo?

    Agora junte uns amigos e dê play na próxima faixa. Se você gosta de uma rodinha punk, “Breed” é perfeita pra isso. A emoção já vem junto com o riff de guitarra. A bateria metralhada intensifica isso enquanto o baixo repete o riff. A veia Punk da banda pulsa nessa música, do começo ao fim. Uma letra no estilo “foda-se o mundo” com um refrão mais do que foda (“Podemos plantar uma casa/ Podemos construir uma árvore/ Eu não ligo mesmo/ Podemos ter os três/ Ela disse...”). É certo se pegar cantando o “I don’t care/ I don’t care/ I don’t care...”.

    Calminha no começo, “Lithium” não sustenta essa fachada. Com o vocal gritado, Kurt dispara uns “Yeah’s” depois de cantar “Eu estou tão feliz/ Pois hoje eu encontrei meus amigos/ Eles estão na minha mente...”. É bem uma letra de quem não tem o que fazer e está inquieto (“Estou tão só/ Mas tudo bem/ Raspei o cabelo...”). Pode gritar junto com ele “Eu gosto disso/ Eu não vou pirar/ Eu sinto sua falta/ Eu não vou pirar/ Eu te amo/ Eu não vou pirar/ Eu te matei/ Eu não vou pirar...”.

    Não saia do clima só porque “Polly” é acústica. É daquelas músicas pra você viajar na voz de Kurt e sua letra. Se quiser pode pegar o violão para cantar junto “Deixe-me dar uma volta/ Corte-se/ Ela quer ajuda/ Vou me divertir...”. Toque isso para um usuário e em alguns minutos ele vai estar vendo estrelas e embarcando em outro pra outro mundo. Ótima pedida.

    Mais um pouco de Punk Rock, então. “Territorial Pissings” conta com uma introdução onde Novoselic berrando: “Vamos lá, pessoal! Sorriam para o seu irmão! Todos se unam! Tentem amar uns aos outros! Agora!”. Tem alguma dúvida em começar OUTRA roda punk? Bem, então David puxa a bateria e Kurt já começa a cantar, se preparando para expelir todo o ar de seu pulmão e maltratar as cordas vocais no refrão “Tenho que encontrar um jeito/ Um jeito melhor/ Eu devia ter esperado...”. Pode perder a voz junto com ele, se quiser. O fim da música é onde ele praticamente tenta ficar sem a voz. Segure sua cabeça pra não pular fora do corpo!

    As coisas ficam mais calmas em “Drain You”, onde parece ser uma balada, mas muito além dos moldes Hard Rock. Apaixonada essa música, até no nome e no refrão “Mastigo sua carne pra você/ Atravesso tudo/ Em um beijo apaixonado/ Da minha boca pra sua/ Porque gosto de você...”. É só pra você poder dar uma respirada.

    “Lounge Act” começa com um ruído macabro seguido de um baixo distorcido. Uma música bem dançante com um Kurt cantando numa voz limpa...até entrar num refrão gritado, onde ele diz no final “Sentindo o cheiro dela/ Eles ainda sentem seu cheiro em você/ O cheiro dela em você...”. Gostei muito da melodia dessa música. Bem legal.

    E tome mais Punk Rock. Dessa vez até na letra. “Stay Away” é uma crítica social aos bons cotumes. “Macaco vê/ Macaco faz/ Não sei por quê...” dá a deixa para uma letra que manda pro espaço os costumes esdrúxulos da sociedade. E tem mais: “Dê uma folga/ Sorria/ Não sei por quê/ Merda de moda/ Estilo de moda/ Não sei por quê...” confirma minhas afirmações. O refrão repete o nome da música, como se o eu da música sentisse alergia a normalidade social. Ele até afirma no fim da música: “Deus é gay!”. Quer coisa mais anti-social que isso?

    “On a Plain” é cheio de mensagens subliminares. Calma comparada com as anteriores, com uma letra cantada com uma voz calma, exceto no refrão “Estou numa planície/ Não posso reclamar...”. Melodias simples fazem parte da faixa. Não é obrigatória, mas deixa o Cd rolar.

    A última música, “Something In The Way”, é definitivamente pra você sentar e descansar depois de tanto pular e se sacolejar. Com uma letra que mostra alguém no escuro de uma caverna (quem sabe a caverna escura de seus pensamentos), a música é bem deprê e repete uma única estrofe e o refrão “Alguma coisa no caminho/ Uuuuh uuuh...”. Merecida, depois de tantas pancadas sonoras.

    14 milhões é pouca coisa, não. Pra quem desbancou Michael Jackson das paradas norte-americanas, o Nirvana não era só um trio de rebeldes mal vestidos e fedorentos. Muito mais do que tocar rock, eles fizeram história no rock, marcaram uma geração e acabou no seu auge, o que os tornam mais admirados. Kurt Cobain supostamente se matou por causa da fama e o peso que ela deixa nas costas de quem a alcança.

    Vemos hoje vários jovens vestidos com camisas do Nirvana, calça jeans surrada e All Stars sujos. Parece que foi a rebeldia visual foi absorvida, mas será que a rebeldia ideológica de seus ídolos foi absorvida também? Pelo o que os jovens lutam? Mundo melhor? Contra os costumes sociais conservadores? Pais repressores? Vai saber. O moicano, símbolo de contra-cultura, anda pela cabeça de muitos jovens incluídos no circulo social e que não estão nem aí pra porra nenhuma além do seu bem estar.

    Mas voltando a pergunta lá no começo, o que você me diz sobre esse álbum ter sido considerado o divisor de águas do Rock? Tirem suas próprias conclusões depois de compará-lo com outros tantos considerados importantes e veja se ele se encaixa nos padrões “revolucionários”, não esquecendo da relação tempo-espaço. Pode ser que você ache que não, como também pode ser que sim, mas que o Nirvana é foda, ah, isso é.

    Marcadores:

    posted by Vitor at 2:37 AM

    7 Comments:

    Anonymous Anônimo disse:

    Nirvana...
    Se eu falar que tenho vontade de ouvir Nirvana eu estou mentindo, mas se eu falar que nunca curti e que o Nirvana teve a sua página na minha história "roqueira", estaria mentindo também. O fato é que nunca fui um grande fã do Nirvana, mas gostava, não foi uma banda que me trouxe para o mundo do rock n'roll. Na minha primeira banda séria, tocavamos mais de 10 músicas do Nirvana pois era tudo que sabiamos tocar hehehe.

    É uma banda que fez história, reconheço, mas que os fãs (a maioria, não todos) do Nirvana são bobos, isso são.

    Abração,
    Luis
    luismilanese.wordpress.com

    12:06 PM  
    Anonymous Lucas disse:

    Nirvana de fato foi uma das bandas de rock mais conceituada dos anos 90, e uma das melhores também.
    Já gostei bastante de Nirvana, e o considero o cd Nevermind o melhor deles, músicas fodas pra caramba, mas acho também o acústico mtv que eles fizeram em 94 ou 96, se não me engano, muito bom.

    4:25 PM  
    Anonymous The Flooreon disse:

    hauahauahauhauahauahaua

    Amei comentar aqui no seu blog. Amei mais do que nunca. Puxa, Nirvana...Gostando ou não, não tem como negar a importância que essa banda, que esse álbum tem dentro do rock. Tem gente que começa ouvindo Nirvana e chega a coisas mais ''evoluídas musicalmente''. Mas Nirvana é Nirvana. Direta ou indiretamente vc está ligado a este disco e estará pra sempre.

    Amei a resenha.

    6:02 PM  
    Anonymous Octavio_b disse:

    Gosto muito de Nirvana

    8:32 PM  
    Anonymous ~náná disse:

    Phodá,Phodá \o/



    ;*

    8:33 PM  
    Anonymous Joyce Lang disse:

    nao sou tao fissurada em nirvana, se bobiar mal conheço as musicas, mas tds conhecem!
    num li tudo ahahhaha sorry vcs escrevem muitoo queria saber fazer isso

    8:17 PM  
    Anonymous mariana disse:

    a mais ironica sou eu, que eh uma hard rocker que prefere nirvana a guns auheuheauaae
    ;******

    9:42 PM  

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