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    sexta-feira, abril 28, 2006
    Los Hermanos - Los Hermanos


    Já ouvi muitos dos que me cercam dizer que nesse Cd de estréia os barbudos selecionaram 14 músicas “de corno”. Pra falar a verdade, até eu já achei isso. Decidi baixar algumas das músicas do Cd no Kazaa e parar pra analizá-las. Pronto. Acabei comprando esse Cd que, aliás, é um dos mais tocados da minha “cdteca”. Com uma mistura de Hard Core, Ska e alguns toques alternativos em algumas faixas, o Cd de estréia dos Los Hermanos, um self-titled, é lançado pela Abril Music em 1999.

    Esse Cd é realmente contagiante, o que te faz querer ouví-lo por várias vezes. Seus sucessores (“O Bloco do Eu Sozinho”, de 2001, “Ventura”, de 2003, e “4”, de 2005) não dão continuidade a sua sonoridade, pegando seus admiradores de surpresa. A imagem transmitida foi a de um garoto que larga seus brinquedos já entrando na puberdade, ou seja, desse Cd podemos deduzir um som mais voltado para chamar atenção do público jovem. Com a passagem de álbum, parece que a banda vai traduzindo cada fase da vida de seus fãs e a banda vai crescendo junto com eles e vice-versa.

    Marcelo Camelo canta suas letras românticas enquanto toca sua guitarra, juntamente com Rodrigo Barba, companheiro de banda nos tempos de universidade, que assume as baquetas. Juntando-se aos caras temos Bruno Medina nos teclados e Rodrigo Amarante, também vocalista e guitarrista, autor de algumas músicas da banda, que são, em sua GRANDE maioria, compostas por Marcelo. Baixista? Bem, o baixista da banda na época desse primeiro Cd era o Patrick Laplan, que deixou a banda por divergências musicais e foi parar numa boy band brasileira, o Twister. Com ou sem ele a banda sempre mandou muito bem, seja com músicas mais cruas, seja com músicas mais trabalhadas.

    Bem, começamos então com uma combinação de percusão, cordas e sopro. “Tenha Dó” abre o Cd em grande estilo. Letra emotiva claro, mas bem musicada. O vocal de Marcelo Camelo se encaixa perfeitamente entre os intrumentos até mesmo na parte da música em que aceleram o ritmo, levando para algo próximo ao Hard Core. O Ska também está presente e pode ser notado nas estrófes que antecedem e sussedem o refrão, refrão esse que é um desabafo daqueles bem desabafados: “...você me diz/ Que me ama/ Que sem mim você não vive/ Que foi apenas um deslize/ Que você preza pelo meu amor/ Tenha dó/ Não mereces um afago/ Nem de Deus, nem do Diabo/ Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti...”. Marcelo Camelo fala muito bem de amor em suas letras, por isso não tinha jeito para tocar pra frente sua banda de Hard Core na faculdade.

    Um tecladinho embalado, seguido por um solinho de guitarra e uma bateria animadinha dão boas vindas a “Descoberta”, música que segue a mesma linhagem da anterior: um desabafo, explícito muito bem nos versos de abertura da música (“Sai/ Que eu já não te quero mais/ Sai, porque hoje eu descobri/ Que posso viver sem ti/ Que posso viver em paz...”). Bem, parece que não é a toa que alguns tiram esse cd como música de corno. Mas nem pense em trocar de faixa!

    O que eu posso falar da terceira faixa? Que foi o pote de ouro achado pelos caras no fim do arco-íris ou um infortúnio para eles? Cansativa ou cativante? Tirem suas próprias conclusões sobre “Anna Júlia”, tocada até dizer chega (ou não) após ser lançada. Não tiro a razão dos integrantes de não quererem ser conhecidos por ser uma banda de uma música só, afinal essa música toca em todos os lugares que você imaginar: restaurante, micareta, festa de aniversário de 15 anos, festa de casamento, velório, na lua, até em Marte se duvidar! O próprio George Harrison regravou essa música para fora do Brasil! Com sua melodia a lá The Wonders e seu refrão gritado incansavelmente por milhares de pessoas, renderam a fama para os hermanos. Pessoalmente, acho que essa música já deu o que tinha que dar, mas há aqueles não enjoam. Fazer o quê?

    Uma das melhores do Cd não foi escrita por Marcelo Camelo, mas sim por Rodrigo Amarante. Sim, “Quem Sabe” merece ser ouvida no talo! Terceiro hit do cd, contém uma composição e uma melodia nota 10. Mais uma letra nos estilo “volta pra mim, por favor!”, notável demais em “Quem sabe o que ter e perder alguém/ Sente a dor que senti...” e “Faz tanta falta o teu amor/ Te esperar...”. Um verso que é de meu agrado e que merece um destaque básico é aquele assim: “Não fala do que eu deveria ser/ Pra ser alguém mais feliz...”. Os caras realmente sabem fazer música.

    Agora temos uma abertura que mistura melodia de marchinha de carnaval com rock. Na estória da música também contém personagens de carnaval. “Pierrot” retrata (mais uma vez) o dilema de um cara que foi trocado por um outro alguém. O coitado do pierrot até se dá bem no começo, mas depois volta a chorar pelo amor da colombina (“E o pierrot só queria amar/ E dar um basta a essa dor já sem fim/ Mas colombina trocou seu amor/ Por arlequim/ E o pierrot (chora!)/ O pierrot (chora!)...”). Bela mistura de ritmos.

    Pedida por muitos insistentemente nos show dos hermanos, “Azedume” parece ter sido esquecida pelos barbudos. Rápida do começo ao fim, a letra dá continuidade a saga de letras para pessoas traídas. “Tira esse azedume do meu peito/ E com respeito trate minha dor/ Se hoje sem você eu sofro tanto/ Tens no meu pranto a certeza de um amor...” é a angústia passada através da letra, mas também o cara não quer ser tirado como coitadinho. Ele deixa bem claro isso em “Mas peço pra que um dia se pensares/ Em trazer-me seus olhares/ Faça porque te convém...”. Guitarras distorcidas, baixo dedilhado com destreza e bateria empolgada não te permitem abaixar o volume.

    Bela levada de guitarra na introdução de “Lágrimas Sofridas”. Também, quando a coisa acelera, eles soltam o braço mesmo. Versos amorosos, como não podiam deixar de ser, se voltam para algo mais platônico do tipo “Dei pra ti, princesa, os peixinhos e as aves/ Dei todas montanhas/ Das escalas dei as claves...”.

    Primavera” é daquelas baladinhas pra se dançar juntinho. Tem até solo de saxofone. Uma levadinha calma famosa, até. Mais uma decepção estampada na letra (“Primavera se foi/ E com ela meu amor...”). Decepções a parte, esse foi o segundo hit do Cd, que não conseguiu abafar o sucesso estrondoso do primeiro. Dá uma freiada legal no ritmo do Cd.

    A animação é retomada com “Vai Embora”, que segue rápida até a entrada de um solo de teclado, puxando para um Blues, do Blues pro Ska e depois, pra finalizar, voltando ao Hard Core. A essência lírica não é deixada de lado, mesmo com essa ótima troca de ritmos. Já está ficando normal você ouvir coisas como “Não sei mais o que fazer/ Da minha vida sem você/ Agora se foi, eu sofro tanto/ Eu sofro tanto sem teu amor...”.

    Sem Ter Você” tem um começo bem Ska, com um Patrick Laplan disparando slaps no baixo e instrumentos de sopro bem no estilo música de verão. Tá aí uma faixa Ska Core no Cd. A voz de Marcelo Camelo dá um tom, misturado com a bateria, de coisa alegre na música, mesmo com sua letra dizendo “Mas meu amor/ Não se vá/ Eu sofro tanto/ Sem ter você...”. Destaque para o tecladinho no fim da música.

    Mais uma música calma. Com uma letra falando sobre alguém que já se reestabeleceu depois de um romance perdido, "Onze Dias" vem dizendo “Sem perceber/ Tive paz/ E só me dei conta/ Quando eu te vi/ E perguntei/ Como é que vai você/ ‘Tudo bem?’”. Piano embalado com os outros intrumentos carrega a música até o final.

    Segunda música com nome de mulher e uma das mais amadas por todos os ouvintes desse álbum, “Aline” merecia maior destaque, apesar de ter apenas 1:27. Inevitável não repetí-la mais do que duas vezes. Tudo nessa música é perfeito, desde a guitarra suja que puxa a introdução, até os versos que fecham a música, onde ele fica “Tentando gritar ao mundo/ Aline/ Sem você, confesso, eu não vivo/ Sem você minha vida é um castigo/ Sem você prefiro a solidão/ A sete palmos do chão”. Parada obrigatória.

    Começo meio sombrio em “Outro Alguém”. O título já diz a respeito da letra, né? Bem, então vamos dar destaque aos efeitos do teclado de Bruno Medina e aos slaps de Laplan. Nada mais a destacar, além do verso “Olha para trás/ A ver a alegria que você não foi capaz/ De me causar...”.

    Fechando o álbum, a terceira mulher é aqui cantada (sem duplo sentido). “Bárbara” é cantada em terceira pessoa, fugindo a regra das músicas anteriores. Essa também merecia um destaque maior da banda, afinal fecha esse Cd maravilhoso. Com um grito, Marcelo chama a banda pra tocar largando o aço. O trompete faz umas pontas bem colocadas, assim como os backin’ vocals. Na letra ele pede: “Oh, Bárbara/ Não maltrate meu amigo/ Pois eu sei que o seu coração/ Só pensa em ti...”. Para finalizar a faixa e o Cd, a banda dispara um jam, onde o solo de teclado é o centro das atenções. Belo trabalho dos hermanos.

    Enfim, acabamos. Ora, podemos dizer que as músicas são todas “iguais”, mas por quê dizer que um Cd com letras “iguais” é foda? Pelo simples fato de usar e abusar de um hibridismo empolgante. Os versos são bem trabalhados com palavras simples ou mais complexas.

    O Los Hermanos levam a música a sério. Não é a toa que os caras se isolaram do mundo e ficaram num sítio, sem tv, telefone, jornal, revista ou qualquer outro meio que os ligasse com a cidade para poderem extrair o máximo de si e fazerem trabalhos fabulosos que chegam aos nossos ouvidos. Cabe a cada um de nós digerir as mensagens passadas pelos caras como bem entendemos.

    Marcadores:

    posted by Vitor at 2:19 PM

    8 Comments:

    Anonymous Nara disse:

    ISSO AÍ! LOS HERMANOS PRA VIDA!

    7:38 PM  
    Anonymous Nara disse:

    (In)Felizmente, são poucos que têm cabeça para gostar de LH. Nem eu, e aposto que nem eles, gostariam de qualquer zé manézinho no show deles, como tem no do CBJR, CPM, e essas merdinhas que o Brasil fabrica. Esse disco é muito bom, eles conciliam um tema que eles conseguem expressar muito bem nas palavras mais simples com uma melodia nada mela cueca. Sei lá, eu amo os Hermanos (:

    Ah! Vitor, você esqueceu de falar que a música Onze Dias se chama Onze Dias ;)

    7:41 PM  
    Anonymous Nara disse:

    E Azedume realmente foi esquecida por eles, muito triste, essa música é muito boa mesmo, mas eles não tocaram quando eu fui, mesmo com todos os apelos =/ Fazer o quê?!

    7:47 PM  
    Anonymous natália disse:

    Los Hermanos não é música de corno nem aqui nem em Saturno. o.O é musica boa que da pra ouvir o dia inteiro sem cansar.

    a primeira música que eu ouvi foi Primavara *-* ok, eu devia ter ouvido Ana Julia em algum lugar antes, mas.. a primeira que eu gostei mesmo foi primavera.

    eu não sei escolher um cd favortio deles. mas LH, ao contrario do que falam, não é o pior. Ana Julia pode ser uma das piores musicas (tb, depois de tocar tanto.), mas o cd é muito bom. eu ainda não conheço ele todo.. mas eu gosto de todas que eu tenhho aqui \o/ se eu não me engano, só não tenho Aline, Barbara e outro alguem. mas o q eu posso fazer se o kazza não colabora? ¬¬

    Los Hermanos é uma das melhores bandas atuais no cenário nacional. @_@

    1:04 AM  
    Anonymous gordo disse:

    seu... seu..
    seu FAKE!

    12:27 PM  
    Blogger natália; disse:

    que belezura de blog :D

    tava querendo esse cd fazia tempinho já! ;D

    atéééé

    6:55 PM  
    Anonymous Izadora disse:

    eu acho esse cd uma merda.
    sem mais.

    7:05 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    Só faltou o link pra download. ^^

    5:04 PM  

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