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    segunda-feira, março 27, 2006
    Bate Cabeça: Estreiando "Green Day - American Idiot"


    Zero: Vou começar dizendo o que eu venho repetindo há quase dois anos. Esse é o disco do século, meu camarada.

    Sam: Pra mim, é um dos melhores discos de Punk Rock da história, com certeza.

    Vitor: Finalmente o Green Day deixou o lado moleque de lado pra falar de coisas mais sérias, levando a risca a ideologia Punk.

    Zero: Mas isso eles já estavam fazendo no Warning... Mas como sempre tanto por fãs quanto por detratores, a banda foi e continua sendo mal interpretada.

    Sam: Sendo chamada até de emo por radicais que nem analisam as letras, prestam atenção apenas no visual da banda.

    Vitor: Elas já vinham fazendo isso no Warning, mas parece que amadureceram e deixaram de lado o que muitas bandas de suas linhagem fazem para terem sucesso: falar sobre garotas e sacanagens.


    1. American Idiot

    Vitor: Bem, a primeira faixa me parece ser um grito entalado na garganta cujo alvo principal é o povo americano que, sabendo dos feitos de seu presidente, persistiram em mantê-lo no poder.

    Sam: Eu acho que essa música foi onde o Green Day realmente queria chegar sabe...Criticar o governo atual dos EUA.

    Zero: Não só um ataque ao governo, mas a mídia e a sociedade americana também. E ainda cutucam com uma lança bem pontuda à elite branca heterossexual e protestante dos EUA no verso "Bem, talvez eu seja a América gay/Eu não faço parte de uma agenda caipira".

    Sam: É um soco na cara dos radicaizinhos que achavam que o Green Day não seguia a risca a ideologia punk. Afinal, critica o governo do próprio país, fazer um clipe e lançá-lo na TV é punk!

    Zero: Sim, sim... Criticar o governo Bush e a sociedade americana no underground é muito fácil. A maioria das bandas americanas ou canadenses preferiram apoiar as ações belicistas do presidente, vide Nickelback e 3 Doors Down. Gente como Foo Fighters, U2, R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Madonna e o próprio Green Day infelizmente são minoria. Mas punk é rebeldia: O Green Day está no topo das paradas apresentando letras politicamente incorretas para uma sociedade decadente.

    Vitor: Eles até que deixaram de lado também o som cru e passaram pra algo mais trabalhado colocando outra guitarra.

    Zero: Mas eu me obrigo a ser chato. O único defeito - se é que possa haver defeito em um disco tão bom assim - é que em um disco conceitual ter uma faixa que não tenha nada a ver com a história fica meio esquisita... E logo a faixa título! (Risos)

    2. Jesus Of Suburbia

    Vitor: "Jesus Of Suburbia" é o que podemos chamar de trabalho em conjunto perfeitamente executado. O tanto que eles trocam de notas sem deixar a peteca cair não é mole. Foi-se aqueles tempos em que uma música do Green Day durava alguns 2 minutos. Agora eles apostaram em o que podemos chamar de concerto. Pouco mais de 9 minutos de uma música excepcional, com letra marcante e clipe categoricamente aplaudível.

    Zero: A coisa tá começando a ficar quente. É uma das duas famosas "óperas-punks" compostas pelo Green Day; o conceito que eles absorvem de discos como "Tommy" e "The Wall" se faz muito presente. Nesse ponto, dificilmente podemos chamar de punk, ainda que tenha as influências básicas do Green Day, como Ramones, Beatles e Husker Dü, acho que a banda deixa-se influenciar por ela mesma em seus trabalhos antigos, principalmente nos quesitos peso e ecletismo, utilizados respectivamente no "Insomniac" e no "Nimrod". Nove minutos com cada um dos cinco capítulos totalmente diferente um dos outros... É uma obra prima, cara.

    Vitor: Isso foi pra calar a boca de quem teima em afirmar que punk não passa de 4 acordes. Belo trabalho dos rapazes, especialmente em "Tales of Another Broken Home" em que as coisas diminuem de ritmo, nos levando a viajar em um curto espaço de tempo entre os versos de "Eu não sinto nenhuma vergonha/ Eu não vou me desculpar/ Quando não há um lugar para que você possa ir...".

    Zero: A letra me parece uma amplificação da falta de perspectivas vistas em letras de "Longview" e "Welcome To Paradise", ambas do Dookie.

    Vitor:
    Parece que as palavras de "City Of The Damned" refletem um olhar pessimista de um mundo em que a máquina imperialista norte americana liderada por George Bush nos reserva: "Cidade dos mortos/ No fim de outra rodovia perdida/ Sinais levando a lugar nenhum/ Cidade dos condenados/ Crianças perdidas com rostos sujos hoje/ Ninguém parece realmente se importar...". São os retratos do capitalismo, meu caro.

    3. Holiday

    Zero: O riff dessa música é épico que só ouvindo.

    Sam: A letra é magnífica também, dando indiretas contra a igreja e homofóbicos.

    Zero: Não só sobre igrejas e homofóbicos, mas sobre guerras também. Principalmente na primeira estrofe: "Ouça o som da chuva caindo/ Vindo feito uma chama do Armageddon/ A vergonha/ Aqueles que morreram sem um nome".

    Vitor: Sabe, o que a mensagem que a música me passou é uma coisa meio irônica cutucando com vara curta os corruptos. Isso está bem explícito no refrão, onde ele pede para ter um pouco de esperança no futuro: “Eu estou pedindo para sonhar e discordar das mentiras sujas/ Esse é o amanhecer do resto de nossas vidas...”.

    Sam: Sim, mas ele não critica APENAS corruptos como satiriza a igreja e os homofóbicos também.

    Zero: E a música, sonoramente e assim como as outras, vai aonde a banda jamais foi em discos anteriores... Acho que eles perderam o medo de criar algo grandioso achando que ia parecer pretensioso aos olhos dos demais. Esse é o momento que eles resolveram meter um soco na cara de quem achava que eles iam estourar com "Basket Case" e sumir para sempre... Não, cara, não. Eles são uma farpa gigantesca na ferida aberta e sensível dos ianques, mais conhecida como mídia americana.

    4. Boulevard Of Broken Dreams

    Sam:
    Uma das baladas do cd, muito linda e melancólica. A letra trata aparentemente de uma solidão imensa. A música já ficou meio que "estacionada" no disk mtv por várias semanas.

    Vitor: Eles até colocaram um sintetizador pra abrir essa música que soa como a continuação da anterior. Completando a afirmação do Sam, parece uma letra bem depressiva. Um Jesus of Suburbia que vaga por aí sem saber aonde ir.

    Zero: Após muito correr no final de "Jesus Of Suburbia" e "Holiday"... Mas enfim. Em toda sua tristeza, essa música também revela um quê de sombria. Se o Oasis resolvesse fazer algo com mais intensidade e melancolia, acho que soaria assim.

    Vitor: O que me deixa intrigado é o modo como os ouvintes prematuros de Green Day interpretam essa música, achando que a banda decidiu dar uma da Good Charlotte e Simple Plan. Não saber interpretar letras envolvendo toda uma semântica é bem frustrante para quem diz ser amante do Rock. Versos como "Eu sou o único/ E ando solitário/ Eu ando sozinho..." é visto por nicks de MSN e títulos de fotologs cujos donos mal sabem ligar uma música à outra. Pobres almas...

    Zero: Pois é; Isso é um reflexo do que acontecia nos anos 70, com bandas que realmente faziam a diferença sendo mal interpretadas. A crítica metia o pau no Led Zeppelin no início por eles ousarem sonoramente demais. A mídia fazia campanhas anti-Black Sabbath vendendo a imagem que era uma banda de adoradores do cramunhão, quando na verdade eles só estavam sendo sinceros demais. E por isso muita gente se dizia fã do Black Sabbath apenas para poder posar de satanistas. E hoje em dia, na era da informação rápida. muitos jovens interpretam mal a banda achando que eles viraram uma banda de rock romântico e ouvem para dar uma de gente "in" no que está havendo. Idiotice isso.

    5. Are We The Waiting

    Vitor: Opa! Uma das minhas preferidas. Baladinha calma e tocante, com aquela letra especial. Talvez um grito dos excluidos, afinal a banda grita: "Somos nós/ Somos nós a espera desconhecida?". Uma pergunta que remoe a cabeça do Jesus Of Suburbia, fazendo-o cair na real e na vida, revelando seu lado maldoso ("O Jesus do subúrbio é uma mentira...").

    Zero: A meu ver, é algo bem rock de arena, feito pro povão levantar as mãos ou acender velas enquanto Billie se entrega de espírito. A melodia é bem emotiva, e a bateria bem arrastada.

    Sam: É uma música que não lembra muito o Green Day do passado. Tem uma emoção que contagia a todos que a ouvem, principalmente no refrão com back vocals magnificos.

    6. St. Jimmy

    Zero: Hardcore furioso e pesado que muita gente com certeza não esperava isso do Green Day, e com certeza vai continuar não esperando, afinal as idéias pré-formadas os impedirão de correr atrás e ouvir a música (risos).

    Sam: Provavelmente a música mais rápida e furiosa do album! Mostrando que o Green Day não se entregou as baladinhas. A letra tratando St. Jimmy e do seu perigo a sociedade. É uma faixa excelente.

    Vitor: A música vem interligada com a anterior, dando a idéia de que, dentre os gritos dos excluídos, surge ele: St. Jimmy, furioso com tudo aquilo que viveu e sentiu. Muito boa a ligação de ambas as músicas, dando um aspecto de surpresa, como se estourasse uma bomba no meio de uma multidão.

    Zero: O que o álbum não deixa explícito é se St. Jimmy é alguma má influência externa ou então uma personalidade dura e fria que o Jesus desenvolveu nas ruas...

    Vitor: Sim, parece uma revolta interior, tanto que ele diz: "Meu nome é St. Jimmy/ E eu sou um filho da puta...".

    7. Give Me Novacaine

    Vitor: A música com a melodia mais linda do álbum. Mostra um Jesus Of Suburbia angustiado, conversando com o seu outro eu. Um momento de reflexão em meio a personalidade agressiva em que Jesus se tornou.

    Zero: As baladas do Green Day nesse álbum são únicas. Elas marcam por serem feitos com vivência... Quando eles escrevem sobre decepção amorosa, ou encontrar-se sozinho se drogando, como é o caso desta música, você sente que eles realmente passaram por isso, o vocal do Billie Joe, o solo de slide guitar também. As músicas do Coldplay, Travis, Suede e bandas assim se tornam apáticas a mim... Elas não me passam uma sensação de vivência do que a música passa!

    Sam: Realmente, quando você ouve uma coisa dessas, você percebe que outras "bandinhas" não conseguem transmitir o mesmo sentimento, mas o Green Day faz isso mesmo sendo uma banda de Punk Rock. Isso é magnifico, nunca que um "Blink 182 da vida" vai fazer isso...sem desmerecer a banda, claro.

    Zero: Isso que torna o álbum autêntico... Analisar a história do álbum e a biografia desses três caras... O Jesus pode ser qualquer um dos três. Ou os três... Mas é fácil identificar-se com esse álbum... Quem nunca foi um Jesus Of Suburbia?

    Sam: Eu...tá, mentira.

    Vitor: Essa música me faz lembrar "Rape Me", do Nirvana. É o mesmo tom angustiante que ela nos passa.

    Sam: Rape Me é um pouco mais caótica, tu não acha?

    Zero: Pois eu já fui. Já sofri por amor, já comemorei antes da hora, já fiz um monte de escolhas erradas... Só não fazia parte de uma comunidade punk ou cortei meu pulso para escrever "St. Jimmy" nas paredes (risos).

    8. She’s A Rebel

    Zero: Uma das músicas mais docéis que eu já ouvi. Ela transmite pureza e inocência no meio de um álbum tão carregado de sentimentos negativos.

    Sam:
    O mais foda dessa música é a admiração que ela parece transmitir. É incrivel.

    Vitor: Finalmente nosso personagem encontra uma cara metade, talvez com sua mesma personalidade, afinal "Ela canta a revolução/ O amanhecer de nossas vidas...".

    Zero: Se os Beatles fossem uma banda de punk rock aposto que soariam assim.

    Sam: É muito lindo o jeito que ele se refere a ela. Só imagina "Love Me Do" com uns riffs rápidos e com poucos acordes.

    9. Extraordinary Girl

    Sam: Aqui ele parece lamentar pela tristeza da garota.

    Zero: Parece falar do relacionamento entre os dois. É a faixa com mais influência dos Beatles de todo o álbum. A música tem um refrão que começa feliz e termina triste. Uma alusão a todas as felicidades e brigas por quais os relacionamentos são cercados? Do mesmo jeito, a música é um das mais românticas que eu já ouvi, especialmente se você levar em consideração o início "Ela é uma garota extraordinária em mundo ordinário".

    Sam: É a minha faixa preferida, talvez por falar de um relacionamente entre homem e mulher que aparentemente se amam.

    Vitor: Sabe, acho que ele começa a reparar mais nela e tira a conclusão de que ela é uma garota extraordinária.

    Zero: E não apenas uma simples rebelde.

    Sam: Acho que aí cai a ficha e ele pensa "Porra cara, estou amando".

    10. Letterbomb

    Sam: O começo dessa música é pra deixar qualquer um pra baixo. Aliás, quem é a guria que canta no início?

    Zero: É a Kathleen Hanna, do Bikini Kill.

    Sam: Sabia que conhecia essa voz de algum lugar! Eita banda foda!

    Vitor: Me parece ser uma voz na cabeça do Jesus/ St. Jimmy, fruto de seus pensamentos. Ele começa a refletir sobre seu lado revoltado, percebendo que essa sua personalidade não passa de um problema psicológico seu (“O St. Jimmy é uma ilusão do ódio de seu pai e o amor de sua mãe...”).

    Zero: É quando ele começa a refletir sobre a interferência do St. Jimmy. A 'whatsername' manda uma carta pra ele avisando que vai abandoná-lo. Após um momento de muita indignação, a próxima música é a tristeza.

    11. Wake Me Up When September Ends

    Vitor: Outra balada histórica da banda cujo significado é desconhecido daqueles que se dizem amantes da música. Cara, fico com tanta raiva disso...

    Sam: Até onde eu sei, a balada não tem muito a ver com a história do Jesus, ou tem?

    Zero: Na verdade, é meio misterioso o significado da música. Na letra, você percebe que pode ter algo a ver com o pai de Billie Joe. No contexto, uma reflexão de Jesus Of Suburbia após chegar ao fundo no poço. No videoclipe, uma ácida crítica às guerras que separam casais apaixonados.

    Sam: Então, eu achava que a música tinha mais a ver com o assunto das guerras, principalmente a do Iraque.

    Vitor: É algo meio interligado com os ataques de 11 de setembro. Há uma certa desconfiança de que George Bush sabia dos ataques, por isso ele diz "Me acorde quando setembro acabar...".

    Zero:
    Esse negócio de governante que não sabe de nada acontece no nosso país também...

    12. Homecoming

    Vitor: A segunda ópera-punk do American Idiot começa com um Jesus mandando sua outra personalidade pra casa do cacete. Me parece que essa personalidade tomava conta do cara quando ele começa a pensar no passado ao se deitar para dormir ("St. Jimmy é o brilho da noite..."). Como o Bernardo disse, todos nós temos um Jesus Of Suburbia e um St. Jimmy dentro de nós: quando não estamos nos lamentando de dia, estamos colocando a cabeça pra funcionar ao deitar a cabeça no travesseiro, revirando pra lá e pra cá até pegar no sono.

    Zero: A segunda obra-prima do álbum. Mais complexo que uma banda punk jamais foi. Será o Green Day inventores de um gênero feito "punk progressivo" (gargalhadas)? Admito que viajei.

    Sam: Finalmente a morte de St. Jimmy acontece e Jesus se liberta desse lado "mau" que todos nós possuímos. A música também a sua volta para casa.

    Vitor: O ritmo de "We're Coming Home Again" parece uma trilha de uma volta triunfal de uma guerra.

    Zero: A parte cantada pelo Tré é uma carta que Jesus recebe de um amigo que estava na mesma merda que ele, mas conseguiu se recuperar. É uma sucessão de climas, indo do punk rock nervoso, passando pela melancolia, da eletricidade a um ritmo marcial.

    13. Whatsername

    Vitor: A última faixa mostra um Jesus Of Suburbia lembrando dos momentos com a sua Extraordinary Girl. Ambos tomaram rumos diferentes e ele faz questão de apagar essa parte da história de sua vida ("Eu fiz questão de queimar todas as fotos/ Ela foi embora e eu tomei um caminho diferente...").

    Sam: É uma faixa um tanto triste que acaba com tudo mesmo. A garota dos sonhos do Jesus Of Suburbia some de sua vida de uma vez por todas e ele fica imaginando como estará a vida dela, se ela se casou e etc.

    Zero: Nessa faixa Jesus parece ter voltado para casa após ver como a vida fora da mesma é sofrida, bem mais sofrida que a vida que levava anteriormente. Como as decepções são bem maiores, como as mentiras doem mais... E ele perde o grande amor da vida dela. Tenho minha teoria que isso tem a ver com a sociedade americana.

    Sam: Pra mim, não tem a ver apenas com a sociedade americana, isso pode acontecer na vida de qualquer um, não?

    Vitor: Tudo nesse Cd parece ter um lado figurado. Quem sabe essa mulher não é a nação estadosunidense?

    Zero: Sim, claro, mas no contexto do álbum. Você vê que em "Jesus Of Suburbia" o personagem principal é como todo americano; acha que tudo é livre, tudo é possível, que ele é o único que tem valor. Quando ele vai se aventurar, só acontecem desgraças na vida do cara. No final, a coisa não tem mais conserto, é só arrependimento.

    Sam: Nisso você tem razão.

    Considerações Finais

    Sam: Obra prima. Dizer que é ruim é não prestar atenção no potencial do álbum ou então ser muito cabeça dura mesmo. O Green Day aqui mostrou que ainda pode fazer muita coisa boa, inovar e melhorar o som que começou com um simples Punk Rock e já "deu origem" a uma espécie de Punk Progressivo.

    Vitor: Estive por muito tempo querendo comprar esse cd desde que ouvi "American Idiot" na Rádio Rock. Muitos só conheceram o Green Day através dele e acham que a banda é limitada a esse álbum. Enganou-se aquele que pensa assim. Essa é a peça que faltava para firmar a banda no cenário. Como eu disse lá em cima eles não tinham muito crédito na praça, pois eram uma banda no estilo "American Pie", mas ninguém mais se atreve a classificá-los assim. Com esse Cd eles impuseram o respeito que mereciam.

    Zero: Ninguém nunca vai entender o que eles quiseram dizer exatamente nesse álbum, mas uma coisa é certa: é a crítica suprema à sociedade americana. As bandas underground de punk rock devem estar se moendo de inveja porque não seriam capazes de estarem no topo e criticar o governo do próprio país.

    Mas enfim... Pense em "The Dark Side Of The Moon" e "The Wall" do Pink Floyd, "Tommy" do The Who, "2112" do Rush, "OK Computer" do Radiohead, "The Fragile" do Nine Inch Nails e todas as obras rockeiras conceituais. O Green Day fez um álbum que rivaliza seriamente com todos esses.

    Enfim, é genial. Você pode não gostar da banda, pode achar que eles se venderam, ou que eles nunca foram punk rock de verdade. O Green Day nesse álbum mostra que Punk não é apenas um estilo de músicas curtas, simples e letras de conteúdo facilmente absorvido; pode-se experimentar, fazer música como forma de arte sem perder a essência de rebeldia.
    Aliás, muito mais que rebeldia pura e simples e crítica social que não resolve nada. Me taquem pedras, bigornas e facas, mas... Isso é Punk Rock. O resto é punkzinho.

    Marcadores:

    posted by Vitor at 10:01 PM

    19 Comments:

    Blogger Vitor disse:

    Ninguém comenta nessa caralha? Ù_Ú
    Ficou FODA, pois quem fez isso aí os mais FODAS do Blog, morô, meu jovem?

    ò_Ó\,,/

    VAMO STRONDAH COS ROQUENRROL, MANO!

    11:19 PM  
    Anonymous Dark disse:

    Que bom q vc eh FODAO Vitor, + parece bem metido, + no fundo eh todo gozadinho hahahaha xD

    Agora comentando da resenha, eles tao na cena faz tempo, desnecessario comentarios do tipo "banda da moda" ou akele blablabla chato, eh apenas uma vertente q eu não gosto nem um pouco q eh o punk-pop, cujo eles sempre foram e sempre vão ser, mas que bom que está conseguindo passar uma mensagem legal nas músicas, pena que muitos não conseguem ter essa percepção.

    Não eh querendo ser chato + acho radicalismo dizer q banda underground está moendo de inveja de algum, pq geralmente quando você toca em alguma banda, eu inclusive, por mais que você talvez não goste, você acaba ganhando tolerância por tocar com diferentes bandas e estilos e gostando ou não você acaba por aprender bastante coisa em relação a musicalidade, como eu já aprendi bastante com bandas q eu nem gosto e acabei por absorver isso, quanto a "criticar o próprio país e estar no topo" isso não é nem um pouco novidade no mundo da música, exemplos nada mais que o Legião Urbana, o Sex Pistols, etc...

    Comparações a albuns de diferentes vertentes do rock e falar q o resto eh "punkzinho" eh bem subjetivo, e na minha opinião acho bem radical.

    Mas enfim, li a resenha e é de se elogiar realmente a mensagem que eles passam neste álbum, e o destaque eh os comentários do Sam ;@.

    E que comentário grande esse meu ein, flw.

    7:38 PM  
    Anonymous nara disse:

    o dark é sempre chato assim?

    8:31 PM  
    Anonymous Dark disse:

    sou, sua chata (+ q eu)

    7:25 PM  
    Blogger isa disse:

    o álbum novo deles está muito bom, eles deixaram de ter letras tipo blink 182 para ser uma banda de protesto ^^

    enfim, ótimo texto :)

    :*

    9:04 PM  
    Blogger Sam disse:

    \o/

    4:07 PM  
    Anonymous nara disse:

    posso ser chata, mas não fico pagando de truezona que apóia banda independente. eles compram drogas com o dinheiro do ingresso, seu burro, você acha que os caras dessas bandas não sairam da casa dos pais até hoje por quê?

    4:50 PM  
    Blogger Sam disse:

    ihhhhhh mano
    HEUAHEAUHEA
    chamo pra treta!

    4:52 PM  
    Anonymous gabriel, ex-menino da mão disse:

    porque não dava pra chegar aos 30 fazendo música sobre tocar punheta porque está entediado

    11:08 PM  
    Anonymous Isinha disse:

    foda!
    =D

    Acho q essa critica de se vender nao tem nem fundamento. Afinal, eles provaram um amadurecimento sem deixar as crenças de antigamente. ;P
    Mas tem que esperar o próximo para saber q rumo eles vao querer.
    E esse negocio de EMO, bom, de uns tempos pra cá todos dizem que tudo é emo sem nem saber o q é emo. Oras, aprendam primeiro! rsrs

    Gostei do que vcs falaram apesar de ter uma opinião um pouco diferente sobre a "história" traçada no Álbum. =D

    ;***

    4:26 PM  
    Anonymous carol disse:

    PQP! amei cara :D
    muito bom, uma ótima visão diante ao cd. nem todas as pessoas são capazes de ter essa clareza sobre ele.
    vocês nunca me virão aqui, asuihaiudhiaudh
    achei vocês no google aushiahdihda
    vou deixar meu profile do orkut aqui, porque meu blog esta em construção eterna u.u
    asaiudhiadhuadh

    bjo pra todos **:

    8:47 PM  
    Anonymous Anônimo disse:

    Cara,toh aki dia 08/nov/2008 realmente pasmo com os comentários aqui, mto bons, excelentes. alias, eu jah tinha ouvido o album mais eu não estava maduro o suficiente pra ele em 2004. só agora eu percebi a MAJESTADE que é esse album, eu nunca esperei um album tão bom assim do GD, os caras são demais. Hoje eu me inspiro neles cara. Paz ae galera, e mto punk rock de verdade pra esse povo !!!

    3:57 AM  
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