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    sábado, dezembro 31, 2005
    Feliz ano novo!

    É o que deseja a equipe do blog quase aniversariante a todos os seus leitores. Obrigado a todos que acompanham desde o início, os que pegaram o trem andando, vocês sempre nos estimularam a seguir em frente, mesmo em tempos difíceis. Assim que fizer aniversário, o blog mudará de direcionamento. Calma... Não vamos resenhar hip hop, pagode ou coisas assim! Apenas deixaremos de nos dedicar exclusivamente a resenhas. Também começará a nossa busca por um lugar ao sol no ramo internético. Vamos ver como nossa futura campanha publicitária se sairá. Um obrigado a todos os leitores, resenhistas e ex-resenhistas, o criador desse blog não seria nada sem vocês. Talvez o blog não tivesse nem metade de seus posts!

    Um muito obrigado a todos, e um 2006 cheio de realizações, novidades e, como não poderia deixar de ser, Rock And Roll!


    "Long ago I wandered through my mind
    In the land of fairy tales and stories
    Lost in happiness I knew no fears
    Innocence and love was all I knew
    Was an illusion?"














    "Raining blood
    From a lacerated sky
    Bleeding it's horror
    Creating my structure
    Now I shall reign in blood!"
















    "but now the sun shines cold
    and all the sky is grey
    the stars are dimmed by clouds and tears
    and all i wish
    is gone away
    all i wish
    is gone away"

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    posted by billy shears at 9:54 PM | 3 comments

    sexta-feira, dezembro 23, 2005
    System Of A Down - Hypnotize


    Após poucos meses de espera, mas que pareceram uma eternidade aos fãs da banda, o System Of A Down lança a segunda parte de sua obra, "Hypnotize". Graças ao número enorme de canções produzidas, eles resolveram repartir as músicas em dois álbuns a serem lançados no mesmo ano. Como os integrantes da banda disseram, são pra serem ouvidos um seguido do outro, pois os álbuns são interligados. O guitarrista Daron Malakian afirmou que eles se inspiraram no filme "Kill Bill" do diretor Quentin Tarantino para fazer isso.

    A qualidade técnica do quarteto permanece intocada. A diferença deste álbum para o sucessor "Mezmerize" é um acréscimo nos duetos entre o vocalista Serj Tankian e o guitarrista Daron, as passagens diretas e melodias estão mais diretas, mas nem por isso é melhor que "Mezmerize". Na verdade, os dois se completam de forma tão inacreditável que chega a ser perda de tempo comparar qual seria o mais perfeito... Enquanto "Hypnotize" é uma hipnose delirante por meio de sons calmos e brutais, "Mezmerize" é uma brutalidade melódica e onírica.

    Ouvir "Mezmerize" e "Hypnotize" seguidos é uma viagem delirante por peso, beleza e insanidade. O System Of A Down vem recebendo críticas de muitos fãs radicais por a banda ter largado a pancadaria alternativa quase incessante dos primeiros álbuns para repentinamente mudar de trajetório, acrescentar ainda mais ritmos, trabalhar com diferentes melodias... E o mais impressionante é que o System Of A Down tem talento para isso. Isso mostra que tanto rápidos e brutais como trabalhados e melódicos, o som deles sai tinindo perfeitamente.

    "Attack" inicia arrombando a porta com um riff anormal. A bateria entra logo em seguida, descontrolada. Logo depois, vai para um momento mais melódico, para logo voltar à porradeira. O refrão é brutal, parece que você acabou de levar um soco no ouvido. A música tem um dos momentos mais extremos e rápidos que o System Of A Down já produziu, que pára brutalmente para entrar em sua parte melódica. Com andamentos brutais, melódicos e até dançantes, essa verdadeira porrada fala sobre um tema que consagrou o System Of A Down: guerras. "A gelada necessidade de roubar máquinas/Consumiu nossa euforia", ataca o consumismo, enquanto "Pensamentos ilustram o que todos já sabemos/Não consegue onde é o céu/Mostrando seu bandeira por uma causa poluída" faz referência direta às verdadeiras sujeiras mesquinhas que são as guerras.

    Um riff meio 'mecânico' inicia "Dreaming", com vocais meio operísticos (sério!) de Serj Tankian, mas o instrumental em suas passagens mais pesadas chega a lembrar um Thrash Metal dos bons, com estrofes em que fica mais cadenciado, que segue para momentos melódicos e calmos, onde ocorre o primeiro dueto do álbum. As melodias de guitarras são tão belas que poderiam estar em um disco do Coldplay ou do Radiohead. A letra, brilhante, fala claramente sobre alienação. "Nós somos uma geração profética de água engarrafada/O direito humano é um chip azul privado", diz a estrofe mais brilhante da música. Sim, dá para sentir um pouco de medo do System Of A Down de conseguir combinar brutalidade seguida de melodia na mesma música, de forma tão brusca, e o melhor, de forma tão excelente.

    Um início mais melódico, quase viajante... Essa é "Kill Rock And Roll", onde a bateria entra naturalmente, e Daron e Serj repartem um dueto que vai do engraçado nos versos ao belo no refrão. A música possui momentos quase metálicos, com um momento mais calmo onde os dois vocais fazem um dueto quase pop, mas que soa ótimo. A música parece falar de um amor bizarro. "Toda vez que eu olho nos seus olhos/Todo dia eu vejo você morrer/Todos os sentimentos eu estou cantando e por quê? /Por quê? /Então eu me senti o maior idiota/Quando matei o seu Rock And Roll". Mas também parece ser outra sacanagem que o System ataca a sociedade americana. "Me Senti o maior idiota/Quando eu matei o seu rock and roll/Foder todas as pessoas sexys", parece um ataque à indústria midiática. E o System ironicamente se lamenta. "Acidentes acontecem no escuro/(...)/Acidentes acontecem", como o System Of A Down ironicamente se livrando da culpa de não obedecer aos padrões artísticos da sociedade. Bem... Cada um interpreta como quiser! Uma ótima mistura de vocais melodiosos com instrumental pesado e cheio de vigor, com reviravoltas alucinantes.

    "Hypnotize", a mais conhecida pelo público até o momento, começa com uma melodia suave de guitarra e uma bateria calma, que compartilham espaço com um baixo repetitivo e incessante, que logo dão vez para um momento de bases pesadas e um dueto ótimo, denotando a evolução do grupo. Novamente, a banda ataca a alienação: "Por que não pergunta para as crianças na praça Tiananmen?/É por causa da moda que eles estavam lá?/Eles disfarçam, hipnotizam/A televisão fez você comprar isso/(...)/Hipnotize as mentes simples/A propaganda nos deixa cegos". A música tem um interlúdio viajante, onde melodias belíssimas de guitarra repartem espaço com um andamento crescente, que logo voltam para o grudento refrão.

    A brutalidade instrumental é retomada no início de "Stealing Society", cujo alvo principal é a sociedade americana e o presidente Bush. Um andamento quase explodido e que descamba para melodias em alguns versos dominam a maioria da música. "Encanamentos quebrados, PCP e carros rápidos/Um tipo de mistura bem legal em uma estrela de cinema morta/Se eu me sinto falando, eu nunca vou estar errado/Se eu me sinto andando, é melhor você vir". "Eu sou um punho lutador da meia noite!"

    Outra que segue pelo mesmo tema é "Tentative", uma das mais brutais do álbum, mas que possui um dos refrões mais bonitos da obra. "Você ouviu que nós estamos apodrecendo? /Nós estamos indo em uma espiral para baixo/Ninguém, ninguém vai nos salvar agora”... "Onde você espera que nós vamos quando as bombas caírem?/Sufocação tomando todos nós para nosso bem/Bombas estão tiquetaqueando pelo lado errado". Descambam então para um momento calmo e melancólico, que cresce para a brutalidade e cai no refrão cheio de sentimento. Guitarras belíssimas e o dueto encerrando a faixa resultam em um momento sublime.

    "U-Fig" começa calma para logo estourar em brutalidade e logo após repartir rapidez e estranhice, em um resultado ótimo, com Serj gritando furioso e um dueto muito bem feito por ele e Daron. A música volta a ser calma como no início, repetindo no seu cérebro o ótimo riff, que parece querer voltar no seu cérebro. Bizarramente e genialmente, andamentos dedilhados, soando quase acústicos repartem espaço com momentos brutais. A alienação da sociedade americana mais uma vez é criticada duramente. "Todas as bandeiras patéticas acenando porcos ignorantes e nós vamos/(...)/Eles mostrarão à sua mente que você não tem mente".

    "Holy Mountains" atua como uma semi-suíte. Quase seis minutos dividem momentos viajantes e momentos pesados, soando quase Heavy Metal. Os vocais de Serj e Daron estão distantes, exceto nos momentos em que Serj berra insanamente. A canção parece ser uma síntese de todo o álbum, ou seja, cheia de reviravoltas, viradas de bateria e mudanças de andamento, mas dessa vez acrescida de momentos quase progressivos. O massacre dos armênis pelos turcos não assumido até hoje é atacado diretamente "Mentiroso! /Assassino! /Demônio! /Volte ao Rio Aras!". A música vai para um andamento onde uma bateria tribal, guitarras heavy e os vocais emocionados de Serj fazem um momento de deixar qualquer um perplexo, até mesmo quem não aposta um real na banda. Afirmando apenas que até o System Of A Down aparecer, uma canção que a síntese fosse "brutalidade melódica" era totalmente utópica.

    Um andamento percussivo seguido de um baixo que prende a atenção inicia "Vicinity Of Obscenity". Quem adivinhar pra quem vai os gritos de "Mentiroso!" no início ganha um doce... A brutalidade desse grito logo vão para um andamento que mais parece Serj cantando uma música infantil. Sem contar vocais engraçadíssimos. Heavy Metal, Hardcore, Música Infantil, Música Humorística, reverberações, tribalismos, incursões que poderiam entrar em momentos "jazzy"... Cacete, há como não chamar essa banda de genial? "Nós todos aprendemos a derrota/Dos indecentes com pés maus/Bata a carne, trate os pés/Ao doce assento lácteo".

    "She's Like Heroin" é iniciada por um ruído irritante que segue para um andamento esquizóide, algo como uma mistura de Heavy Metal, Punk Rock e Dance Music (!!!). E logo entram os vocais hilariantes de Daron, que canta uma barbaridade, feito Serj, mas não com a mesma versatilidade do vocalista. Mas as linhas vocais são claramente de uma escola Frank Zappa (ouça "He's So Gay" de Zappa e me diga se eles não beberam dessa fonte!). A música cresce logo para uma porradaria de cozinha brutal e bases melódicas e intensas. Novamente, parece que a banda retrata um amor bizarro. "Ela é como heroína/Introduzindo um pequeno vidro/Estou procurando por uma ajuda/Eu preciso fazer algum dinheiro/Vendendo traseiro pela heroína", diz a hilária letra. Misturar Frank Zappa com Dance Music e Heavy Metal? Quem são esses malucos? O Faith No More? Não... System Of A Down, mesmo!

    A balada do álbum se chama "Lonely Day", e quem toma conta dos vocais é Daron. A música fala de amor e solidão. Mesmo sendo balada, ainda tem passagens heavy pesadíssimas, onde Serj volta a participar dos vocais, para logo a melancolia tomar conta do pedaço novamente, com andamentos dedilhados belíssimos. Uma balada-heavy que contém um solo exótico, viajante, que não tem nada a ver com o resto da música, mas o clima quase 'digital' que ele passa, o torna perplexante. "E se você for/Eu quero ir com você/E se você morrer/Eu quero morrer com você/Pegar sua mão e andar". A música termina deixando um ruído que "Soldier Side-Intro" dava para "B.Y.O.B." começar.

    E eis que começa "Soldier Side", fechando os dois álbuns de forma esplendorosa, uma viagem de dois álbuns que mais parece uma mistura de filmes de Michael Moore, Francis Ford Coppola e Quentin Tarantino, ou seja, misturando críticas, viagens, sensibilidades, brutalidades... Sim, viajei BONITO, agora, não? Você viajaria igualmente se ouvisse os dois em seqüência... Um início melódico e emocionante, contracena com o ruído, que dá espaço para o dueto entrar em ação, junto com a pegada fortíssima e pesada do baterista John Dolmayan. A letra aborda os horrores da guerra, um soldado em conflito por ter perdido fé, esperança, família, e vendo jovens sendo massacrados. "Soldier Side-Intro" é cantada aqui. "Bem vindo ao lado do soldado/Onde não tem ninguém a não ser eu/Todas as pessoas crescem para morrer/Não ninguém aqui a não ser eu", anunciam Serj e Daron dividindo um vocal cheio de emoção, para a música terminar com o início da primeira música do álbum anterior, sugerindo que o homem não aprenderá nunca a lição e tudo se iniciará de novo.

    O System Of A Down conseguiu definitivamente o posto de banda da década: Tiveram o maior número de discos vendidos em um só ano, algo que só os BEATLES conseguiram. "Mezmerize" e "Hypnotize" são dois lados da mesma moeda, incomparáveis, um completando ao outro. Se é a banda do século? Não sei... Mas espero que sim. Há ótimos indicadores.

    Ainda que existam muitos detratores, você sabia que quando os Beatles começaram, grupos de guitarras estavam em decadência? Você lembra também, que na história da banda do século, as paradas pop estavam na mesmice, a não ser por eles? Enquanto um monte de artistas "top" apenas cantavam músicas para apenas fazer dinheiro, os Beatles mesmo estando no topo da parada ousavam cada vez mais. Devido às experimentações dos rapazes, os discos dos Beatles foram responsáveis pelo surgimento de estilos como o Punk Rock, o Heavy Metal, o Rock Psicodélico e o Progressivo... Mas diga lá se a situação do System Of A Down não é a mesma (ou ao menos muito próxima), de única banda top que nunca se prende a uma fórmula, pelo contrário, está cada vez mais se aprimorando com novas experimentações?

    Ok, alguns vão considerar heresia das brabas comparar System Of A Down com Beatles... Então é melhor parar por aqui. Mas na minha sincera opinião: esses caras podem acabar mudando a história da música. Quem sabe já estão fazendo isso?

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    posted by billy shears at 6:50 PM | 9 comments

    segunda-feira, dezembro 19, 2005
    S.O.D.-Speak English Or Die


    Hoje pela primeira vez no site, uma resenha de um álbum de Crossover! Isso mesmo, estilo um tanto desconhecido, mas que foi tão popular quanto o Thrash nos anos 80, com bandas como S.O.D. (Stormtroopers Of Death), D.R.I. (Dirty Rotten Imbecies), M.O.D. (Method of Destruction) e o não tão desconhecido Suicidal Tendencies.

    O estilo andou coladinho com o Thrash, marcando a década de ouro do estilo nos anos 80, sempre as bandas de ambos estilos faziam shows juntos e a razão disso é a sonoridade que se identificam bastante principalmente pela velocidade e agressividade. O Crossover significou a união do Hardcore/Punk com o Metal, graças ao D.R.I. que em 1982 fundou o estilo com o Dirty Rotten LP, mas o estilo ficou estagnado nos anos 80 e hoje há poucas bandas que seguem o estilo.

    E a resenha é do Stormtroopers Of Death, ou se preferir S.O.D., cujo foi um projeto paralelo de Scott Ian (guitarrista do Anthrax) e Charlie Benante (baterista do Anthrax), junto com o Dan Lilker (baixista Nuclear Assault) e Billy Milano (que mais tarde fundaria o M.O.D.), a resenha é do primeiro álbum da banda, chamado Speak English Or Die, que surgiu bem quase como uma brincadeira dos 2 membros do Anthrax, Scott Ian e Charlie Benante. O Anthrax ainda estava no seu começo, e pelas turnês não ocuparem todo o tempo da banda, creio que eles tiveram um tempo de seguir com o projeto.

    Speak English Or Die é um álbum rapidíssimo e variado, misturando muito bem o Hardcore com o Thrash Metal, faixas rápidas e muito bem-humoradas.

    March Of The S.O.D. abre o álbum como um convite para a segunda faixa Sargent 'D' & The S.O.D, que é outro convite, este para abrir uma roda de hardcore! Com riffs acelerados e dançantes, vão mostrando a criatividade da formação que se nomeou Stormtroopers Of Death.


    O álbum segue a todo vapor com faixas furiosas como Kill Yourself, que é uma das mais legais e do álbum, a clássica Milano Mosh mostrando o bom humor que Scott e Charlie levam ao Anthrax, tudo isso um grande ingrediente para um bate-cabeça!

    A faixa título Speak English Or Die é de delirar, o baixo esmagador de Dan Lilker e os bumbos de Charlie roubam a cena na faixa.

    O ritmo dançante na bateria de Charlie Benante misturado com a paulera de solos rápidos de Scott em United Forces torna o álbum uma obra prima em criatividade.

    A velocidade de Chromatic Death, lembrado até algo Death nas subidas e decidas de escala na guitarra, os vocais acelerados em Pi Alpha Nu e o vocal de todos os integrantes na faixa Freddy Krueger, faz um dos vocais mais legais do Crossover, se bem quem é muito difícil você achar algum vocal chato no Crossover, que é um estilo com ótimos vocalistas, primando pelo carisma.

    Há ainda aquelas faixas curtíssimas, como Anti-Procrastination Song, The Ballad Of Jimi Hendrix, ambas de apenas 6 e 5 segundos, a bem-humorada Hey Gordy de 7 segundos, Diamonds And Rust (Extended Version) de apenas 9 segundos (esse extended version foi bem sátiro em), Fuck The Middle East, uma faixa que passa como um raio, e a divertida What's That Noise?, que você tem a impressão que o seu som está com algum defeito, pois aparece uns chiados de matar!

    Pre-Menstrual Princess Blues tem um vocal bastante hilário, hora parecendo de uma menina fresca e escandalosa reclamando, hora um vocal acelerado grosso.

    Música com os famosos blast-beats (batidas aceleradas na bateria, característica marcante no Grindcore) em Milk, e faixas totalmente pirantes de se ouvir como a Pussy Whipped, esta fazendo qualquer um abrir roda de hardcore em qualquer lugar, até se você estiver sozinho, First Banging Mania cuja é cheia de ritmos alucinantes, onde consegue ser dançante e ao mesmo tempo insana, com o vocal se igualando a velocidade dos riffs e batidas na batera, e a Douche Crew onde os riffs arranham sem parar sua cabeça e também há algo dançante, faixas para ninguém ficar parada, seja batendo cabeça, seja correndo, seja pulando, seja numa roda de hardcore, seja fazendo mosh.

    Enfim, Speak English Or Die é um fenômeno, um álbum divertido, descontraído, e mais impressionante é que não deixa de ser rápido e pesado, é aquele álbum que você deixa rolando no som e sem nenhum esforço você consegue escutar umas 8 vezes seguidas, e com certeza o prêmio criatividade é dado a eles, um álbum totalmente diferente, hardcorizado, momentos dançantes, descontraído, linhas influentes e excelentes do baixo de Dan Lilker, vocal carismático e variado de Billy Milano, a guitarra massacrante de Scott e uma bateria de deixar louco de Charlie Benante, com uma cozinha destas também, poderia esperar o que? Um dos melhores álbuns de Crossover, estilo que marca a união do Hardcore com o Metal sem preconceitos, sem limitações, e é com união que ambos os estilos se fortalecem. Quer divertir e bangear ao mesmo tempo? Não perca tempo meu amigo, S.O.D. é diversão garantida para toda a família!

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    posted by Dark at 12:56 AM | 7 comments

    quinta-feira, dezembro 08, 2005
    System Of A Down - Mezmerize

    Como se parir três pérolas insanas feito "System Of A Down", "Toxicity" e "Steal This Album!" não bastasse, o System Of A Down resolveu meter a mão na massa no ano de 2005 e surgir com duas pérolas, cada qual lançada em um semestre: "Mezmerize" e "Hypnotize". Começaremos pelo primeiro.

    "Mezmerize" apenas confirma que System Of A Down é a banda do século 21. Enquanto muitas bandas promissoras se perderam pelo caminho, os armênios parecem ter um arsenal inesgotável de idéias e uma criatividade além-limite. E afirmo de eles serem a maior banda pelo conjunto inteiro dos álbuns, todos impecáveis, sem tirar nem pôr. Esse disco é uma mistura insana e frenética de estilos, indo da brutalidade à calmaria e da experimentação à agressividade em questão de segundos. Tudo redondamente calculado e assustadoramente preciso.

    Serj Tankian canta que é um arraso. Soa sempre de jeito exótico, com vocais passando por linhas emocionadas, agressivas ou cômicas. Daron Malakian passa por inúmeras paisagens, misturando estilos com naturalidade e criatividade espantosas. Shavo Odadjian tira de seu baixo sons tão intensos e amedrontadores quanto as caretas que faz nos clipes. Jonh Dolmayan complementa o time mostrando uma evolução notável. Não que em "Toxicity" ele já não arrasasse na bateria, mas aqui se tornam perceptíveis a sua precisão e técnica ao acertar as inúmeras mudanças de andamento que as músicas sofrem.

    O álbum começa melancólico, com a introdução lenta de "Soldier Side-Intro", com Serj e Daron fazendo um ótimo dueto (aliás, os duetos dessa dupla vocal são outro destaque grandioso desse álbum), deixando o ouvinte com a falsa impressão que o System resolveu pisar no freio.

    Ledo engano! Um riff do quinto dos infernos de tão frenético entra pelos seus ouvidos e dá um choque no seu cérebro. "B.Y.O.B.", uma ácida crítica às guerras, que conta com momentos dançantes e outros pesadíssimos. Também há fortíssima crítica à alienação ("Todos que estão indo para a festa estão realmente tendo uma boa diversão"). As bases de guitarra são muito encorpadas e a cozinha está arrasando de vigorosa. Daron também canta sozinho nessa faixa, na parte mais pesada música, que logo descamba no refrão cáustico e forte ("Por que os presidentes não lutam a guerra?/Por que eles sempre enviam os pobres?"). É impossível não ficar fascinado, ou ao menos viciado por essa música. Uma abertura de arrasar!

    A bateria de Jonh começa a soar insistente na sua cabeça até entrar um riff pesadíssimo de "Revenga", uma das melhores faixas do álbum na opnião de muita gente. Com andamentos rápidos e ensurdecedores que progridem naturalmente para momentos com mais melodia, é outra parte em que a banda demonstra o nível dos músicos que são, criativos e técnicos na medida do possível. Para lá no meio da música, Daron começa a ter sua parte vocal em destaque, que logo dá introdução para a parte mais Heavy Metal da música. Como o próprio título fala, o tema da música é vigança, aparentemente contra ações que oprimem as pessoas ("Envenenando um drink,sangrando num dissipador/Bloqueando com um link, matando com fedor...Minha doce vingança vai ser a sua"). A música acaba repentinamente no meio do frenesi insano.

    "Cigaro" é violenta e cômica ao mesmo tempo. Um riff velocíssimo, com uma pegada brutal por parte da cozinha. Uma letra que ironiza o instinto de competição por superioridade promovido por criadores de regras absurdas ("Na negação/Nós somos os reguladores cruéis fumando cigarro..."Minha merda fede bem melhor que a sua!", grita Daron, quase interrompendo Serj). A música acaba parando bruscamente, como se fosse um carro tentando desviar de uma possível vítima de atropelamento.

    Uma introdução lenta e pulsante, que pulsa até explodir. "Radio/Video", outro épico insano do cd, que traz uma bizarra mistura de Heavy Metal, música tribal e reggae que ficou simplesmente genial! Uma sucessão de ritmos que se alternam quase que a cada cinco segundos, indo de momentos melódicos à momentos brutais, passando por momentos cômicos. A letra é meio estranha, mas parece que eles foram guiados por pessoas que tinham por objetivo que eles se dessem mal, mas eles conseguiram superar essas pessoas e agora cantam seu hino de vitória, ironizando: "Ei cara, olha eu aparecendo, eu estou no vídeo!". A música termina de forma realmente épica e veloz ao mesmo tempo.

    "This Cocaine Makes Me Feel Like I'm On This Song" é a mais bizarra e mais engraçada do álbum, com um riff exótico e pirado, com vocais absurdos de Serj, que misturam vocais rasgados com vocais engraçadíssimos. A letra parece tratar de um relacionamento fracassado que nenhuma das duas partes querem reparar. Sem contar a bizarra aparição de um melodioso teclado no meio da música, que ainda segue em ritmo normal como se a banda não tivesse percebido que enfiaram um teclado na música para eles seguirem um novo andamento...Não, se tivesse seguido um andamento condizente com esse tecladinho não seria tão inesperado, não seria tão imprevisível. A única previsibilidade do System Of A Down é de que cada disco é totalmente imprevisível!

    "Violent Pornography".Um início com mais melodia bruscamente interrompido por um dueto insano e quase ininterrupto de Serj e Daron, que de novo de maneira brusca vai para uma música onde Serj exagera na velocidade e na força que canta, uma música que não se apenas se balança a cabeça, se faz logo uma dança estranha para acompanhá-la, nesse hino que derrete com um tom gigantesco de ironia sobre a alienação proporcionada pela televisão. "É uma pornografia violenta/Bloqueando putas e as sodomizando/Esse tipo de merda você tem na sua TV/Desligue sua TV/.../Você pode dizer lavagem cerebral?/É uma discoteca sem fim!". Antecendendo o final, a música entra em uma parte que a melodia invade a sua estrutura, para logo acabar de forma quase melancólica, meio desesperada e neurótica.

    A épica "Question!" é uma porrada melancólica de proporções homéricas. Iniciada por um violão, que logo pula para um riff pesadão de guitarra, e que logo volta para um andamento calmo e melodioso, com peso invadindo suas estruturas repentinamente. É uma das músicas que mais se vê a qualidade, criatividade e insatisfação com dogmas musicais a serem seguidos do System. É uma porrada pauleira, é uma balada, é uma música cheia de sentimento...Dependendo da estrofe aonde você está, a música varia em todos esses itens. A letra conflituosa e espiritual complementa o lirismo brutal formado pela atmosfera da música.

    "Sad Statue" entra pegando fogo desde o seu início. A letra parece evocar algo que a banda sempre alfineta, sobre o massacre do povo armênio, e uma crítica à sociedade em geral. Partes neuróticas se fundem com cadenciadas, e vocais que crescem e diminuem do nada compõem outra música indispensável. "Geração... O que é isso que nos volta a uma orelha surda para os choros do sofrimento humano?", diz o verso mais forte da música. A música parece que vai acabar em um certo momento, imersa em melancolia, para logo virar uma avalanche de peso e fúria entortadora de pescoços, e no final, melodia e peso se fundem de uma maneira pouco vista nos dias de hoje.

    Uma voz eletrônica inicia "Old School Hollywood", quase toda cantada por Daron. Ao mesmo tempo que usam experimentos eletrônicos, a banda aplica uma bateria tribal e bases caprichadas que destilam peso. Uma nova crítica, dessa vez ao comportamento acadêmico das escolas americanas, que dão glórias quase que exclusivamente aos alunos esportistas. "Velha escola Hollywood, baseball/Jack Galardi's a dez pés de altura/Velha Escola Hollywood, baseball/Eu e Frankie Avalon... "

    "Lost In Holywood" fecha o álbum de maneira magistral. Melancolia e peso andam juntos nessa balada grandiosa cantada por Daron com backing vocals de Serj, versando sobre a decadência da nossa sociedade, atacando Hollywood por retratar o mundo de maneira perfeita e o eu da música parecer se sentir perdido em meio à pessoas alienadas em crenças que no final só parecem levar à perdição. "Todas as suas vadias põem suas mãos ao alto e você nem se importa/Você nunca deveria ter acreditado em Hollywood...". A música termina belíssima, com todos os instrumentos criando um ótimo clima para os vocais de Serj e Daron desaparecerem e Daron novamente lamentar "Você nunca deveria ter acreditado em Hollywood".

    Na minha opnião pessoal, a maioria esmagadora dos discos lançados em 2005 estão comendo poeira para Mezmerize, um conjunto perfeito de peso, melodia, insanidade e criatividade, um cálculo que no final deve somar o resultado genialidade. O som pode até não te agradar, mas à nível de experimentação, você há de concordar comigo que o System Of A Down é herdeiro legítimo da escola Faith No More. E olha que pelo conteúdo apresentado aqui, o System Of A Down ainda tem muito para esbanjar e surpreender, enquanto o Faith No More, na década de 90, teve um fim precoce. Agora, se vierem perguntar é Heavy Metal, New Metal, Rock Alternativo,Metalcore ou que quer que venham rotular, assuma que simplesmente System Of Down não tem rótulo! Não é Rock,Metal,Hardcore...é a banda irrotulável que o cenário musical estava carente desde o fim das atividades do grupo de Mike Patton. Não há como rotular, nunca existiu nada feito o System Of A Down. Se talvez possa existir no futuro, só o tempo vai responder. Mas, por enquanto, ganham o cargo de melhor banda da atualidade.

    E "Hypnotize" não deixa a peteca cair. Será minha próxima resenha. Se ficou interessado por Mezmerize, vá baixando ou comprando logo o Hypnotize para ver se concordará ou não com a próxima análise. Até.

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    posted by billy shears at 12:01 AM | 7 comments

    sábado, dezembro 03, 2005
    Anthrax-Volume 8 - The Threat Is Real


    Uma das pioneiras do Thrash Metal, o Anthrax nasceu em 1981 em NY, sempre foi uma banda diferenciada das outras, com um thrash mais descontraído, com letras bem humoradas, a banda sempre se destacou por ser original, e o começo foi um pouco tumultuado, marcado por constante troca de vocalistas, dentre eles John Connelly, que mais tarde formaria o Nuclear Assault, teve Jason Rosenfiel, e Neil Turbin, com este gravando o primeiro álbum Fistful Of Metal, mas logo depois Neil Turbin deu lugar a Joey Belladona, o que marcaria a história do Anthrax, gravando os clássicos Spreading The Disease, Among The Living, State Of Euphoria e Persistence of Time, mas o Anthrax mais tarde sofreria outra mudança de vocais.

    Após o Persistence Of Time, Joey Belladona dá lugar para John Bush, e quando há uma troca de vocais em uma banda, nem sempre é bem recebida pelos fãs, grandes bandas já sofreram com isso e quer exemplo melhor que o Black Sabbath? Se tratando do Anthrax não foi diferente, o começo foi um tanto conturbado, 2 álbuns lançados e o Anthrax tinha mudado sua sonoridade, o Thrash da época de Belladona estava mais distante, e a banda começava a se preocupar um fazer metal, não se importando com o estilo, e depois de tantas dificuldades, lançaram o Volume 8 - The Threat Is Real, álbum que irei resenhar.

    Período dificil para a banda, o Anthrax sofreu com o Volume 8 pelo fato de ter escolhido a gravadora errada, a Ignition Records quebrou, e a divulgação do do Volume 8 foi por água a baixo, tempos dificeis que a banda conseguiu superar, o álbum foi composto por Charlie Benante na bateria e na guitarra, Sott Ian na guitarra, Frank Bello no Baixo, John Bush nos vocais, e a participação especial de Phil Anselmo, Vinnie Paul e Dimebag Darrell (R.I.P) e vamos então a resenha.

    O álbum começa destruindo tudo com a rapida Crush, riffs rápidos, linhas de baixo aceleradas e batera de Charlie Benante que parece trotar na sua cabeça, e no refrão o riff se arrasta e a batera cadencia, e o vocal de John Bush toma conta da música com um carisma que poucos vocalistas conseguem, realmente um inicio devastador, o mais legal é a segunda voz de Bush que ecoa em sua cabeça "crush on meee", uma faixa criativa e ideal para o inicio do álbum, a letra é sobre um certo ódio por alguém que cometeu um assassinato.

    Catharsis tem talvez o melhor refrão do álbum, faixa em que Charlie Benante pega as guitarras, a faixa é aquela que você pode ficar um bom tempo ouvindo sem parar, a distorção usada na guitarra é muito boa, faixa é simples mas é uma das melhores, pois é cativante, John Bush mostra uma vontade incrível, e o refrão toma conta da sua cabeça: "Angels In My Hearttttt, Devils In My eyesssss". Letra fala se não me engano, de uma pessoa se fazer dura, mais no fundo tem um grande coração. A música tem uma paradinha que dá destaque para as batidas e viradas da bateria, para depois voltar para o refrão hipnotizante!

    Inside Out é com Dimebag na guitarra e começa lenta, como se fosse uma balada, depois entra o riff moendo e a batera um pouco cadenciada, e a faixa volta a ficar cadenciada dando destaque pra bateria onde a guitarra apenas dá um charme, lembrando muito Helmet. Quando chega no refrão volta a guitarra pesada e John Bush soltando os berros "I Gotta Let Go, Gotta Let Go, Gotta Let Go, Yeah", sem dúvida a faixa que John Bush mais berra, o refrão há grande destaque para a guitarra, a letra fala sobre angústia e dor, e não sei se é impressão minha, mas há um clima de ódio e temor ao mesmo tempo na faixa, e tem um solo no final da música muito bom, essa é uma das melhores faixas da era John Bush!

    P&V ou Piss'n'Vinegar, Charlie volta para a guitarra e faixa começa com um groove muito bom, é como se a guitarra estivesse presa e vai depois se libertando para tomar conta no refrão, o interessante também da faixa é que há alguns toques da percussão, a música é para pular, e no meio da faixa tem uma seção de solo de guitarra e riff rápido para arrebentar tudo, no refrão há um espécie de revezamento entre o vocal limpo e o gritado de John Bush.

    Como não podia faltar do Anthrax uma letra engraçada, 604 é uma faixa bem humorada , de apenas 36 segundos, mais que eh rapidíssima, lembrando os tempos do Scott e Charlie no Stormtroopers Of Death, a letra diz apenas "Can't stop eating, she's so fat", ou seja, não pode parar de comer, ela é tão gorda.

    Toast To The Extras é uma das faixas mais agradáveis do álbum, um começo com uma bateria cativante, fazendo batidas dançantes, uma guitarra cadenciada, dando um aspecto de tranqüilidade e acredite, Charlie dando uns toques a mais na faixa com uma gaita (isso mesmo), no refrão a guitarra fica alta, mas sem mudar o clima da música, que continua descontraído, John Bush canta bem naturalmente, a faixa fala sobre se refugiar, esquecer os problemas, como dá pra interpretar em no refrão "I drink to them cause they don't talk too much".

    Acaba a faixa, e nela mesmo começa uma espécie de introdução para a Born Again Idiot, com uma seção de baixo e batidas na bateria muito boa. Born Again Idiot é com Dimebag de novo nas guitarras com Scott, essa uma das faixas mais "bate-cabeças" do álbum, com um riff arranhando sua cabeça, algumas paradinhas onde só fica a guitarra e John Bush mostrando toda a força de seu vocal, não fazendo você esquecer o refrão tão cedo, repetindo os gritos "Idiot Rulessss". A guitarra é incansável e o final é o mais destruidor, algumas viradas nos bumbos duplos e com uma guitarra solo massacrando rapidamente! A letra é uma espécie de revolta com a vida fútil e o governo.

    Agora uma melhores faixas do álbum, Killing Box, com a participação especial de Vinnie Paul na guitarra (é ele mesmo, baterista do Pantera!), e com o backing vocal de Phil Anselmo, a faixa é fudida, a faixa tem um riff muito bom, lógico que você ouve um riff meio ala Pantera. A faixa começa com uma bateria muito boa com bumbos duplos esmagando tudo, entrando para a quebração com a guitarra acelerando, a bateria moendo, e os gritos de John Bush e Phil Anselmo se alternando, essa é a melhor faixa da bateria de Charlie, a bateria dele está totalmente descontrolada, e alguns barulhinhos que Scott faz dão um charme para a faixa. A faixa é a mais extrema do álbum, e a letra fala de revolta e angústia.

    Depois da tempestade, vem a calmaria, e é assim com Harms Way, quem começa com um violão e a batera, mas com quase um minuto entra a guitarra e o baixo, mas não é com fúria, a música é mais uma balada, com uns toques a mais que dão um brilho a mais a faixa, como algumas paradas para dar destaque para o violão e a guitarra solo. A faixa é cheia de solos rápidos, e fica bastante agitada depois que a guitarra se fixa na faixa. No final da faixa você ouve alguém mastigando alguma coisa crocante e o outro rindo.

    Hog Tied é outra daquelas faixas cativantes, com Vinnie Paul fazendo guitarra com Scott novamente, e a batera fazendo batidas simples, mas cheia de variações e viradas criativas, linha de baixo definindo o peso e o vocal de John Bush te chamando para cantar junto o refrão "From On Top Of The World, I'll throw you down a hope", refrão de sair do chão, uma letra bastante motivadora a dar a volta por cima.

    Big Fat é outra com a participação de Paul, começa com um ritmo de Charlie no prato, para depois acompanhar as batidas, guitarra começa baixa e também vai aparecendo, até fazer o riff inicial, a faixa é excelente, os riffs da faixa são de bater a cabeça na parede de tanto pular e bater cabeça, é outra faixa para sair do chão, e John Bush de novo tomando conta da cena, esbanjando todo o carisma no refrão, a faixa no final ganha outra cara, com a mudança nas linhas de guitarra e bateria e fica ainda mais irresistível para se bater cabeça. A letra fala sobre o sentimento de superioridade que algumas pessoas têm.

    Cupajoe é outra faixa bem humorada do álbum, faixa também curta, de apenas 46 segundos, ela tem um riff fixo, onde John Bush canta normal, depois vai ficando acelerado, até parecer um louco ofuscado pela guitarra e os pratos da batera, a letra fala apenas "I really need a cup of coffee, go get me a cupajoe, cupajoe, black and strong", dando seqüencia para Alpha Male, que é uma das faixas onde John Bush mais canta gritado, mostrando a técnica de seu vocal, conseguindo por muito tempo cantar gritando sem parar.

    Para fechar o álbum, Stealing From A Thief, uma faixa muito boa, que também tem as paradinhas dando destaque para a bateria, ela demonstra uma ar meio dramático pelos vocais de John Bush, e um peso da guitarra com a cara do Pantera, a letra fala de luta para viver, por quem viver, onde vem a força para se manter na luta. A faixa fica dramática e rápida ao mesmo tempo, ganhando um ar de motivação, uma faixa surpreendente, de arrancar elogios, com um riff muito bom, e uma combinação perfeita de melodia, peso e velocidade na faixa, a faixa ainda tem uma parada, onde você pensa que acabou, mas volta com um riff e uma velocidade de quebrar pescoço, a criatividade é algo que temos que ressaltar no Anthrax!

    E é isso, um álbum subestimadíssimo até pelos que se dizem "fãs" de Anthrax (que para mim, não passam de viúvas do Belladona), um álbum excelente e que entra na fila dos injustiçados principalmente pela pouca divulgação que teve, e quem mais sofreu com isso foi o Anthrax, que é uma banda sinônima de superação, pois não sei como conseguiu sobreviver os anos 90, foi muito dificil esta época, hoje o Anthrax vive um segundo auge, com o lançamento do We've Come For You All, muito bem divulgado e elogiado pela critica, a regravação dos clássicos na voz de John Bush com o The Great Of Two Evils foi o momento em que o Anthrax estourou de vez no seu segundo auge, e hoje o Anthrax voltou com Joey Belladona lançando o Alive II, que sinceramente voltou na hora errada, uma jogada de marketing, o John Bush estava melhor do que nunca no Anthrax e é um dos melhores vocalistas já vistos no metal. O Anthrax é uma das bandas mais criativas no mundo e o Volume 8 é uma prova real disto, pode não ser a essência do Thrash Metal, pode ser que não seja o melhor do Anthrax, mas analisando como um álbum de metal, sem rotúlos, é um grande álbum. E espero futuramente fazer uma resenha de algum álbum da fase Belladona.

    Queria dedicar esta resenha ao Sam, que teve a santa paciência de rodar a galeria do rock inteira atrás deste álbum. Obrigado Sam e um abraço ;D

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    posted by Dark at 9:13 PM | 6 comments

    quinta-feira, dezembro 01, 2005
    Marilyn Manson-Mechanical Animals


    Em 1998, Marilyn Manson prosseguiu com sua trilogia lançando o sucessor de "Antichrist Superstar": Mechanical Animals. Acompanhado pela formação Twiggy Ramirez nas guitarras e baixo, Madonna Wayne Gacy nos teclados e sintetizadores, Ginger Fish na bateria e a produção de Michael Beihorn (que já produziu os Red Hot Chili Peppers,Ozzy Osbourne e KoRn, entre outros), Manson nesse cd critica duramente a alienação da grande massa. O próprio tíulo, "Animais Mecânicos", comprova isso: tão sobrecarregados de acesso à muitas informações por segundo, ídolos de plástico e tendências comportamentais, acabamos nos tornando mais autômatos sem mente do que propriamente seres vivos. Uma coisa interessante é o desenho do CD, imitando uma pastilha com 'COMA' escrito, referência direta à nossa vontade de querer entrar em coma para não ter que suportar as desgraças que afligem nosso cotidiano. Manson deixava de se tornar o AntiCristo da destruição adorado inconscientemente para se tornar Omega, o ídolo de plástico, criado através de uma experiência do governo, com o intento que as pessoas voltem sua atenção para ele e esqueçam dos problemas do nosso mundo.

    O álbum abre de forma lenta, quase em torpor, com uma melodia distante dos teclados. Manson começa a cantar "Great Big White World" com um vocal magoado e de uma revolta contida. O refrão ganha mais poder nas guitarras, com Marilyn cantando "Porque é um grandioso mundo branco/E nós perdemos nossas cores", criticando como nosso mundo ficou equalizado, igual e sem vida, um lugar plastificado. Um sentimento quase insuportável de desespero permeia a música.

    Após descrever como é o planeta vazio de plástico, Mr. Manson descreve como é a sociedade desse planeta. Isso ocorre em "The Dope Show", com um clima pesado e dançante ao mesmo tempo. "Dizem que as drogas/Nos fazem nos sentir tão vazios/Amamos em vão/Somos narcisistas e tão fúteis/Os tiras e as bichas/ Você tem que engolir para estar por dentro/Ódio hoje, sem amor pra amanhã. /Somos todos estrelas agora, no show das drogas". A crítica é ácida principalmente no verso "Eles te amam quando você está em todas as capas/Quando você não está, eles amam outro". Teclados artificiais e backing vocals cativantes dão um charme à música, fazendo que a crítica seja disposta em cima de uma música diferente e de alta qualidade.

    A faixa-título "Mechanical Animals" tem um riff quase hard rock, para logo desbancar em versos cantados desesperadamente e climas depressivos guiados pelos teclados de Gacy. "Éramos neurofóbicos e perfeitos/No dia em que perdemos nossas almas/Talvez não fôssemos tão humanos assim/Mas se chorarmos, iremos enferrujar". A letra toda corre em cima de uma música monolítica e de um tristeza transbordando. Ao invés de gritar, Manson está cantando muito, mostrando realmente que tem talento para o cargo que assume. Após explicar a sociedade, Manson define os indivíduos: robôs automáticos e sem nenhuma vontade, prontos a obedecer qualquer ordem.

    "Rock Is Dead" é a mais pesada e violenta do álbum (inclusive foi tema do filme "Matrix", caindo como uma luva na metáfora que é o filme). "Todos são simples macacos com bebês alienígenas/Anfetaminas pros garotos/E crucifixos pras moças"..."Construam um novo deus para medicar e imitar/nos venda sucedâneos bem embalados/E realmente falsificados". A música transborda fúria e revolta por habitar um mundo de alienados vazios de personalidade. Tente não agitar no pulante refrão."O rock está mais morto do que nunca/Choque, está tudo na sua cabeça/Seu sexo e seu narcótico é tudo que nos alimenta/Então fodam-se seus protestos/E coloque-os pra dormir...(Deus está naTV)", usando o termo 'Rock' para metaforizar nossa capacidade de revolta que foi retirada de nós e aceitamos isso facilmente.

    O álbum se arrasta na melodia triste e depressiva inicial de "Dissociative". Usando termos que designam funções biológicas e tecnológicas uns seguidos do outro, a letra reafirma a tese que somos bonecos de "alma digital, com os sistemas nervosos desativados", como dizem alguns dos versos da música. O refrão reafirma o lado mais industrial de Manson, porém o resto da música apenas se arrasta fracamente, quase agonizando o ouvinte.

    "The Speed Of Pain" começa com fracos ruídos, que dão espaço para fracas palhetadas de guitarra e efeitos distantes dos sintetizadores sustentarem o vocal entristecido de Marilyn. Os vocais de fundo são marcantes, mas não mais marcantes que a tristeza que Manson passa nessa faixa.Depois de criticar como tudo nesse mundo é plastificado, Manson diz que até nossos sentimentos estão sendo plastificados, transformados apenas em meras obsessões, tudo em nome do progresso tecnológico da humanidade. "Espero que possamos morrer de mãos dadas para sempre", diz Marilyn,quase sem esperança, nos versos finais da canção.

    "Posthuman" retoma a velocidade do álbum, com Manson voltando a berrar ao lado de efeitos de sintetizadores neuróticos. Marilyn novamente ataca sentimentos transformados em obsessões, agora mais direto do que nunca: "Deus é só uma estatística/(...)/Deus é um número que você não pode contar/Você é pós-humano e conectado". O momento que Ginger Fish espanca a bateria junto a efeitos eletrônicos motiva a pular. Uma voz mecânica e seca fala "Tudo que brilha é frio, tudo que brilha é frio".

    Um início eletrônico introduz "I Want To Disappear", com arranjos vocais de fato cativantes.Agora o ataque vai à futilidade:"Ei, e nossas mamães estão perdidas agora,Ei, papai é outra pessoa/Ei, nós adoramos o abuso/Porque isso nos faz sentir que somos necessários/Agora, e eu sei/Eu quero desaparecer/Eu quero morrer jovem". É impossível não reparar na ironia cáustica gigante do verso "Eu era um niilista/E hoje estou tão entendiado..."

    A ironia se assume em forma plena na dançante "I Don't Like The Drugs (But The Drugs Like Me)"."Garota regrada/Somos brancos e tão heteros/E nosso sexo é missionário/Somos molengas e estamos sóbrios/E nossas confissões serão televisionadas", canta Manson em um tom de sacanagem que só ouvindo para perceber. A letra dessa música chega a me lembrar o livro "Admirável Mundo Novo"de Aldous Huxley, quando Manson afirma que está sendo dosado e preparado para cair, educado para ser estúpido e ensinado a não ser nada. "Há um buraco em nossas almas/Que preenchemos com drogas e nos sentimos bem", diz Marilyn fazendo referência à perdição juvenil em busca de algo que preencha a existência. Um coral feminino soul encerra a música.

    "New Model No.15" é pesada em suas passagens de guitarra e eletrônica em seus versos. A letra fala de um induzido orgulho de se andar na linha, nunca desobedecer às ordens ditadas por um Estado sufocante. "Sou tão falso quanto um bolo de casamento/(...)/Lamentavelmente previsível/Politicamente correto" e no refrão "Eu sou o novo, o novo, o novo modelo/Não tenho nada por dentro". Apesar da letra conformista, Manson contrasta isso cantando com fúria e indignação.

    Futilidade extrema são um dos fatores retratados em "User Friendly". "Me use como se fosse uma prostituta/Relações são um saco/Delete quem você transou", diz Manson interpretando a ordem subliminar que todos seguem, de serem apenas máquinas de sexo, obsessivas atrás de prazer imediato. Como era de esperar, tem uma sonoridade excelente, misturando Rock e eletrônica com perfeição.

    Um baixo marcante e um vocal arrastado de Manson iniciam "Fundamentally Loathsome", com uma letra que Manson expressa seu desejo de se alienar para não expressar os problemas que fazem-no sofrer, "Eu quero acordar no seu sol branco/Eu quero acordar no seu mundo sem dor". O desejo por alienação traz no meio da música um improvável solo de guitarra, que, pasmem, é excelente (levando em consideração que o estilo musical de Manson não é muito usário de solos de guitarra).Um solo gélido, triste e belo. "Os vivos são mortos/E eu espero me juntar à eles também/(...)/Quando odeio, eu sei que posso sentir mais/Quando você ama, você sabe que não é real".

    "The Last Day On Earth" tem um início melódico e soturno, para Manson cantar uma letraapocalíptica mas ao mesmo tempo conformada: "Estamos tremendo em nossas muletas/Altas e secas,agora nossa pele é de vidro"..."Somos módulos e provedores danificados", como se um robô vivenciando seus momentos finais em seu planeta plastificado prestes a explodir. "Eu sei que eles me querem morto/Eu sei que é o último dia na Terra/Estaremos juntos quando o planeta morrer", canta um magoado refrão. Um coral de voz mecânica e digital surge no final da música,como se todos os autômatos da Terra resolvessem lamentar seus momentos finais em uníssono. A música termina de forma extremamente melancólica.

    A melancolia se aflora no início mais depressivo de todo o álbum, da canção final "Coma White".Tudo que o álbum diz foi sintetizado nessa música: alienação, drogas, futilidade, obessão.Um refrão extremamente pesado, intenso e delirante deixam qualquer um perplexo. "Uma pílula para te entorpecer/Uma pílula para te deixar retardado/Uma pílula para te fazer uma outra pessoa/Mas todas as drogas desse mundo/Não a salvarão dela mesma". Peso, tristeza e intensidade tornam essa música única, como se estivesse em meio a um pesadelo de cair eternamente em um buraco, sem conseguir ver nada em volta, apenas uma melodia bela e depressiva preenchendo seus ouvidos. Um desespero que é esquecido por meio do poder que a alienação pode exercer sobre as pessoas, que se esvai em drogas para entorpecer sua mente e te tornar cada vezmais sugestionável e apático.

    O álbum termina, com uma grande mensagem a dizer,dispersa em meio a inúmeras metáforas e ironias à nossa sociedade que tanto nos subjugou e escravizou nossas mentes. Algo raro acontece: mesmo sendo o segundo capítulo de uma trilogia, ele não se torna incompleto em momento algum;pelo contrário, serve muito bem sozinho e é uma transição necessária para o perfeito entedimento da trilogia composta por Antichrist Superstar, Mechanical Animals e Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death). Vale comentar também que Manson teve que interromper a turnê desse álbum para responder se ele teria incentivado o homicídio de 13 pessoas e logo em seguida o suicídio cometido por dois jovens em Columbine Highschool, nos Estados Unidos. Na verdade, a música de Manson era uma válvula de escape aos dois jovens, que, por serem diferentes, eram dia após dia humilhados por pseudo-maiorais. Quando Marilyn Manson foi questionado sobre o que falaria comos jovens Eric e Dylan se tivesse oportunidade, Manson respondeu: "Eu não falaria nada. Eu ouviria o que eles tem a dizer. Foi isso que ninguém fez.".

    Mechanical Animals, para todo ouvinte de música industrial, música pesada ou música de conteúdo inteligente, é obrigatório. Um disco de Marilyn Manson é sempre algo de criatividade memorável.E, na minha sincera opnião, Manson é um dos maiores artistas do século. Ainda vai demorar muito para surgir alguém parecido, pode apostar...

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    posted by billy shears at 12:17 AM | 7 comments

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