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    sábado, abril 30, 2005
    Exodus-Bonded By Blood



    É com grande entusiasmo que inicio esta resenha, e esse entusiasmo não é somente por causa do álbum, e sim por se tratar da banda Exodus. Para quem não conhece, vou retratar a grandeza que esta banda representa para o Thrash Metal. Exodus nasceu nos EUA e foi junto com Metallica, Anthrax e Slayer, a iniciar o movimento que originaria o que chamamos de Thrash Metal. Era a banda que o guitarrista Kirk Hammet tocava antes de substituir Dave Mustaine no Metallica.

    Exodus influenciou bandas como Testament, The Haunted e outras que utilizam bastante a técnica no Thrash. E esta resenha é justamente do primeiro álbum do Exodus, talvez o melhor, o Bonded By Blood, que saiu só depois de 4 anos de existência da banda, onde projetou o Exodus para o sucesso mundial, chegando a ser conhecido mais que o próprio Metallica na época. Letras típicas do thrash tradicional, com críticas aos podres da raça humana, a sociedade, etc... A formação do álbum é de Gary Holt e Rick Hunolt nas guitarras, Paul Baloff no vocal, Tom Hunting na bateria e Rob McKillop no baixo. Então, go to hell!

    Bonded By Blood, clássico do Thrash até o final, isso é que é metal oitentista! Uma das melhores composições do Exodus de todas! Começa o álbum com um riff de tirar o fôlego. Um pequeno detalhe é um barulho que parece que te leva junto com a música nas mudanças de tempo. A banda inteira gritando “Bonded By Blood” no final do refrão de faz gritar junto. Simplesmente perfeita a composição, além de ter um solo rápido e avassalador, mostrando o grande entrosamento das duas guitarras na hora do solo. Merece bater cabeça sem parar, até doer o pescoço, faixa totalmente viciante.

    A música cujo nome é o da banda, Exodus, e honrou o nome, outro riff marcante de começo, a faixa é empolgante como a anterior, com guitarras rápidas, solo de fritar e viradas trabalhadas, onde o interessante é a velocidade das viradas e do término delas, onde ele volta rapidamente para os pratos, é incrível. A faixa é muito boa, e em algumas partes parece que tudo acaba se arrebentando.

    And Then There Were None, começa legal, o vocal soa como um eco na música, e no refrão, onde entra a segunda voz fazendo uma melodia com um “óóóóó”, muito foda, depois vira quebração total, arrebenta tudo, peso e velocidade impressionante, você não agüenta ficar parado.

    Uma real violência! Essa é a característica da faixa 4 do álbum, A Lesson In Violence. O riff inicial diz tudo, ferocidade nas guitarras e a batera de Tom Hunting demonstrando uma técnica excepcional. Bastante variação nas guitarras e parecendo que vai quebrar tudo, pois a faixa é de enlouquecer. O solo parece ser um dos melhores de todo álbum por associar muito bem velocidade e melodia, graças à grande criatividade da dupla Gary Holt e Rick Hunolt. O final da faixa é um vocal e um barulho meio que aterrorizante.

    Metal Command começa com uma bateria alucinante e um riff de empolgar. Aliás, parece ser um dos riffs mais debulhadores e empolgantes do álbum, e outra que possui solos fritadores. O vocal está mais limpo na faixa e há gritos em conjunto, característica marcante nas músicas do Exodus.

    Piranha, um grande clássico do Exodus, começa com uma virada na bateria simplesmente violenta e destruidora, seguida de um riff frenético e avassalador que te faz querer bater sua cabeça na parede de tão bom, seguido de outro riff e outras viradas que te fazem enlouquecer, de tão empolgante e brilhante a faixa. O vocal rasgado de Paul Baloff encaixa como uma luva na música, assim como a maioria, e de um certo tempo à música vai ganhando solos até acabar como começou, como uma destruição total. Descrição para essa faixa só tem uma: comedora de cabeça!

    Um começo acústico dá a aparência que essa música será para diminuir o ritmo. Errado, a sétima faixa No Love, depois de um belo solo acústico, volta para o peso! A faixa é muito interessante, quando vai passando, vai ganhando velocidade e os solos na música parecem ser os mais trabalhados do álbum, além da bateria variar bastante e o baixo trabalhar muito na música, faixa muito boa e interessante.

    Um começo eletrizante em Deliver Us To Evil. Tem uma paradinha, e só a guitarra para o riff soar cru e a volta empolgada da bateria, há varias paradas fazendo a guitarra soar sozinha, barulhos sombrios em algumas horas no vocal, e Paul Baloff com seu vocal rasgado arrebentando tudo. Que faixa boa meu deus, não consigo parar de bater cabeça, riffs inesquecíveis, eu ficaria horas e horas me maravilhando com os riffs desta música, os melhores de todo o álbum. Se você é um daqueles amantes de thrash, essa faixa será uma de suas paixões.

    Não pode ser, já estou na ultima faixa, que vontade de voltar o cd para a faixa número 1, mas ainda tenho que terminar a resenha. Strike Of The Beast fecha com categoria o álbum. Com o mesmo peso, voracidade e velocidade que começou, com um riff matador, a última faixa segue empolgante e com a cara do Exodus: vocal rasgado e gritado em conjunto, tempestade de riffs, solos e viradas, guitarras agressivas, rápidas e entrosadas, fechando com grande estilo um dos melhores álbuns de Thrash que já foram originados.

    Pena que são somente nove faixas, mas na versão remasterizada deste clássico, há duas faixas ao vivo de bônus, que são And Then There Were None e A Lesson In Violence. O álbum é um clássico do thrash metal, a razão da existência de muitas bandas, um álbum que influenciou todas as bandas desse estilo em geral pela agressividade, criatividade e técnica... Difícil não se encantar por um álbum de tamanha qualidade. Esse álbum é praticamente indispensável na lista de álbuns de qualquer fã de thrash metal. Além disso, Bonded By Blood trás um dos melhores guitarristas de todo o thrash, aliás, de todo metal, Gary Holt. É coisa de maluco o que ele faz com as seis cordas, e hoje ele é considerado talvez o melhor guitarrista de thrash, seguido de Petrozza do Kreator e Kerry King do Slayer. O Exodus tinha parado por uma época por causa de problemas com gravadora, mas voltou em 97 com tudo!

    E tome Thrash, e tome tijolada, e tome EXODUS!

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    posted by Dark at 12:31 AM | 0 comments

    domingo, abril 24, 2005
    Megadeth-Countdown To Extinction



    Para os leigos no assunto, Megadeth é a banda de Dave Mustaine, que ele formou após sair do Metallica. Desde início, a banda já mostrava um Thrash Metal de alta qualidade que tornaria a banda lendária, no patamar de outros luminares americanos do estilo, como Metallica, Slayer e Exodus. Muitos álbuns gravados pela banda entraram para a história da música pesada, como "Killing Is My Business...And The Business Is Good", "Peace Sells...But Who's Buying?", "So Far, So Good...So What!", "Rust In Piece", entre outros.

    "Countdown To Extinction" foi que projetou o Megadeth para o sucesso mundial, inclusive alguns (poucos) fãs mais radicais acusando a banda de se vender a partir desse álbum, pois tem algumas das músicas mais conhecidas da banda. O time para este álbum foi composto por Dave Mustaine (Vocal e Guitarra), o fenomenal Marty Friedman (Guitarra e Backing Vocal), Nick Menza (Bateria e Backing Vocal) e David Eleffson (Baixo e Backing Vocal). Vale destacar também que traz algumas das melhores letras que Mustaine já escreveu.

    Tudo começa com a rápida "Skin O' My Teeth", que inicia-se com um curto solo de bateria e logo após isso um riff matador. Parecendo ter sido planejada especialmente para bater cabeça, possuindo um refrão pra lá de grudento e um solo empolgante, provando a qualidade de Marty no instrumento. A música acaba subitamente, quando a empolgação está no máximo.

    Uma introdução que aparenta quase ser de Ópera inicia o maravilhoso hino "Symphony Of Destruction", provavelmente a música mais conhecida da banda, e com uma letra politicamente corrosiva. Em relação com a faixa anterior, é uma bela pisada no freio, mas ainda assim é bem pesada, complementada por outro ótimo solo de Marty. Vez por outra, ainda tem seu clipe rodado na MTV.

    "Architecture Of Aggression" é introduzida por barulhos de tiros, e possui um dos melhores riffs de início do álbum, e tem um ritmo pra lá de alucinante e intenso. Parece incrível, mas essa música tem mais dois solos de cair o queixo. Outro destaque é a tonalidade mais grave que Dave usa na voz.

    Embalando um clima mais cadenciado em seu início, detonando grande beleza guitarreira, temos "Foreclosure Of A Dream", em que a parte mais pesada da música é seu refrão e ótimas letra e solo partindo de Dave. Uma mistura de beleza e peso, de calma e agressividade, de fazer gosto.

    "Sweating Bullets", mesmo entre tantas canções de alto calibre, possa ser a melhor do álbum. O seu início grandioso embarca em ritmo envolvente e letra neurótica. Mustaine está um verdadeiro ator nos vocais, sabendo passar exatemente o sentimento que a música foi designada para transmitir. Instrumentalmente, tem alguns dos interlúdios mais pesados do álbum fazendo par a um belo solo de Dave. Lá pro final, Dave fica cada vez mais nervoso, até estourar de novo no colante refrão. Se possível pegue a tradução dessa letra, é muito boa.

    Seguindo a cartilha 'letra-neurótica' da anterior, "This Was My Life" entra pesadona e possui um dos melhores desempenhos vocais de Dave no álbum e um refrão muito bem estruturado (tente não cantar junto, batendo a cabeça, após algumas ouvidelas), e um solo hipnotizante que Dave nos dá de presente. Matadora!

    A faixa título "Countdown To Extinction" é magnífica. De início, já entra com as guitarras soando em clima de alerta, e abrindo espaço para Dave cantar uma letra depreciativa à sociedade e um maravilhoso refrão. Tanto as guitarras quanto as linhas vocais são grandiosamente boas. Arrisco a dizer que em seus momentos instrumentais dá quase para viajar, fechando-se os olhos.

    "High Speed Dirt", como o próprio nome já denuncia, é alta, rápida e suja. Feita para bater cabeça, pular, entrar nas rodinhas de pogo. Dave tem seu momento vocal mais 'pato bêbado' do álbum, e Dave e Marty contracenam nos solos, separados por batidas de bateria. Lá pro final, Marty e Dave fazem mais dois solos cada um. Concluindo, é do início ao fim, Thrash Metal porrada!

    E "Psychotron" continua mantendo o clima pesado, apesar de ser um pouco mais lenta que a anterior. A letra descreve sobre um meio humano, meio robô meio na onda Robocop, imaginado por Dave. Mas não deve-se parar por aí, pode-se viajar um pouco na maionese se a faixa possui alguma metáfora ou não. Mr. Marty sola maravilhas mais uma vez.

    Tendo início lento e belo, "Captive Honour", tem alguns trechos da letra mais inteligentes já escritos por Mustaine ("E quando você mata um homem, você é um assassino/Matando vários, você é um conquistador/Matando eles todos, você é um deus"). O lado ator e a variação mais rasgada da voz de Dave surgem de novo, em mais uma letra corrosiva socialmente. O refrão é empolgante, e a música vem trazendo três maravilhosos solos, dois de Dave, um de Marty, todos de fazer escutar prestando muita atenção. Foi uma injustiça tremenda não ter sido outro hino desse álbum.

    E, terminando, "Ashes In Your Mouth", escrita por toda a banda conjunta, inicia com um riff destilando peso. Assim como nas outras músicas, a agressividade desta canção é uma verdadeira porrada na cara. Tem o refrão mais rápido do álbum e uma letra pra lá de revoltada. Em um contexto geral, a mais pesada do álbum, e com mais solos (dois de Marty e um de Dave). Na moral, essa música é de matar! Feita essencialmente para quebrar o pescoço, Nick Menza encerra o álbum assim como começou, espacando a coitada da bateria.

    Megadeth é uma das minhas bandas favoritas de Thrash Metal, e Thrash Metal é um dos meus estilos favoritos. "Countdown To Extinction" pode ser considerado um dos melhores da banda, sem desmerecer outras pérolas do Megadeth. Tem todos os requisitos básicos para tornar alguém fã de Metal. Letras inteligentes, riffs ora pesados, ora cadenciados, solos maravilhosos e uma química perfeita da banda torna-o indispensável para quem quiser Metal de qualidade do início ao fim.

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    posted by billy shears at 8:23 PM | 0 comments

    quinta-feira, abril 21, 2005
    Sodom-Persecution Mania



    Thrash Metal!! Essa é a área que eu mais amo, tenho uma grande queda pelo estilo, sou um apreciador da música pesada, e para estrear no estilo, uma resenha nada mais nada menos que Sodom! Para quem não conhece, na banda são apenas 3 integrantes: Tom Angelripper no baixo e vocal, Chris Witchhunter na bateria e Frank, o lendário “Blackfire” na guitarra. O álbum avaliado foi o álbum que fez o Sodom ganhar repercussão mundial no thrash metal, Sepultura já chegou a abrir alguns shows do Sodom. Eles foram os primeiros a lançarem um álbum duplo ao vivo de thrash metal e a primeira banda de thrash a entrar nas paradas musicais da Alemanha. Suas letras também chamam a atenção, por falar de guerras e arte negra. Então vamos lá!

    Já começa quebrando tudo a primeira faixa, Nuclear Winter, é a cara da capa do álbum, um petardo já de começo para o álbum, o refrão rápido, pronunciando freneticamente “Nuclear Winter”, a guitarra ta arrebentando tudo, a velocidade da bateria é incrível quando ocorrem as viradas usando os pratos. No meio da música ela ganha uma cara só instrumental, com os solos de Frank, quando acaba o solo, o refrão volta a ser pronunciado freneticamente, e se você não bater cabeça no refrão desta música, você só pode ser surdo.

    Electrocution começa com uma rapidez descomunal, a bateria de Chris Witchhunter está estrondosa e Tom Angelripper está muito rápido tanto no vocal como no baixo, é incrível a rapidez que ele demonstra nos dois ao mesmo tempo. Depois do refrão ela muda os riffs e depois de um solo veloz e furioso, volta para o refrão para arrebentar tudo!

    Agora um das melhores músicas Iron First, tem todo um feeling nos seus solos, os solos podem ser simples, mais são solos que empolgam e no primeiro instante, você fica maravilhado, é como a garota mais gata da tua escola tivesse beijado na tua boca, pelo menos para os thrashers de plantão, essa é a reação, o sentimento. O interessante desta faixa é que ela só tem 2:42, mas parece ser uma das mais trabalhadas de todo álbum.

    A música do nome do álbum Persecution Mania, ela tem um riff puxado no refrão, o interessante mesmo é a letra, que faz referência a guerra do Vietnã. O pedal duplo da bateria faz uma sincronia perfeita com a caixa, tem uma virada incrível que o baterista faz no começo da música, realmente o batera está detonando tudo no álbum. Os riffs continuam rápidos, há um solo muito trabalhado e legal, é um que tem lá pros 2 minutos de música, é rápido e técnico, um solo para tirar o chapéu mesmo. A sensação que dá, é que parece que você está realmente na guerra do Vietnã, bem no bombardeio!

    Caramba, como não querer quebrar a casa inteira com a Enchanted Land, é simplesmente do caralho! Um riff de tirar o fôlego no inicio da faixa, a música tem riffs que você não consegue ficar parado, são rápidos e agressivos, a faixa é de quebrar tijolo. No final da faixa há uma bateria que você pensa “meu deus esse baterista nasceu de uma bateria, não é possível o que ele faz” A faixa é obra prima, vale a pena escutar umas 20 vezes seguidas.

    A faixa Procession to Golgatha, é uma faixa curta e instrumental, como se fosse uma introdução para a sétima faixa Christ Passion, que é uma faixa que merece uma atenção especial. Ela começa com um riff muito bom, a faixa é muito boa, outra faixa que associa técnica e rapidez com perfeição, há paradas e voltas rápidas. O legal é que em nenhuma hora fica enjoativa a faixa, que tem 6 minutos, pois a mudança de riffs é constante, o vocal está insano e sombrio, encarnando em um monstro em um momento da música, depois volta ao normal em outra parte.

    Conjuration, caraca meu deus, que bateria é essa no começo, é simplesmente destruidora, não há outra palavra, que riff é esse no começo, aumenta no máximo, é o melhor riff do álbum! O vocal de Tom está sombrio, sua voz dá um eco na música, parece até que ele está cantando em uma gruta de orcs. A faixa é excelente, ela compete fácil para ser uma das melhores do álbum, é de arrebentar o pescoço!

    Bombenhagel! Pula no sofá, pula na cama, pula com o riff desta música, como de tradição neste álbum, os riffs são contagiantes, a faixa é ótima, tem um riff que me lembra bastante do Sepultura antigo. Tem uma leve parada a música, e volta com uma rapidez, para depois entrar com um solo muito bom, aliás, há duas paradas na música, depois entra com outro solo muito legal na música, parece que a guitarra está cantando, o solo é de encantar. Depois segue com a faixa bônus Outbreak Of Evil, que não deve em nada em relação as outras.

    Agora estou na faixa 11, Sodomy And Lust. A faixa começa muito rápida, e no meio da faixa é muito interessante a sincronia da guitarra, do baixo e da bateria, a guitarra fazendo os riffs, e as viradas da batera acompanham quando muda o tempo, muito legal, a faixa é muito trabalhada e muito boa.

    Seguindo o álbum, a faixa The Conqueror, segue muito rápida, talvez uma das mais rápidas do álbum, com solos rápidos, e Angelripper com um vocal marcante, principalmente nos gritos, que tem característica bem death.

    A última música do álbum, My Aconement, começa bem lenta, quando entra um vocal medieval, aterrorizante, nisso entra a guitarra, a música vai ficando muito legal, o “charme” do começo são as viradas na bateria, no meio, ela começa a ganhar peso e velocidade, parece que o prédio vai desmoronar! Depois entra um solo seguido de viradas e mais viradas de bateria, como todo amante da música pesada adora, ela fica instrumental, e segue com alguns riffs até acabar o álbum.

    Que pena, álbum bom acaba rápido... Quando você escuta um álbum ruim, parece que o álbum tem umas 3 horas de duração, mas quando você escuta um bom, parece que tem apenas 10 minutos, pois acaba tão rápido. A sensação de escutar este álbum é como você estivesse em uma guerra, com metralhadoras, bombardeios, destruição total! Persecution Mania é uma obra prima do Thrash Metal, assim como Kreator e Destruction, os alemães do Sodom têm grande nome no estilo e o álbum Persecution Mania é um prova disso. Como apenas 3 integrantes podem fazer um som tão trabalhado e excelente? O álbum é excelente, paulera até o fim, empolgante, técnico e com muita agressividade, um dos melhores álbuns de thrash, com sérios riscos de te deixar com torcicolo por várias e várias semanas de tanto balançar a cabeça. Quem é amante da música pesada, não pode deixar este álbum faltar em sua coleção, aliás, todo álbum do Sodom vale a pena conferir, principalmente o Agent Orange, e o álbum M16 que marca a volta do Sodom em 2001, com Bernemann na guitarra e com Bobby Schottkowski na batera, uma volta em grande estilo!

    “Day of tomorrow, we’ll go thought, make your testament, NUCLEAR WINTER!”

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    posted by Dark at 7:10 PM | 0 comments

    segunda-feira, abril 18, 2005
    Faith No More-Angel Dust


    1992. Nirvana e seu Nevermind tomavam o mundo de assalto. O Brasil ainda tinha uma MTV nascente, em que um dos artistas mais famosos era a banda Faith No More, que havia decolado graças ao seu álbum "The Real Thing" (de 1989), com a entrada do novo vocalista, Mike Patton. Sem espaço de tempo definido, o funk-metal de "Epic" tinha seu clipe tocado repetidas vezes. Outras músicas de alto calibre infestavam o álbum, como a poderosa "Falling To Pieces" (também com clipe executado na MTV), o contagiante rock de "From Out To Nowhere" e o cover de Black Sabbath para "War Pigs".

    A banda já era sucesso em Américas e Europa, rendendo até uma passagem pelo Rock In Rio '91, dado o grande público da banda no Brasil. E, dois anos de turnê mexeram com os neurônios da banda. O cover de "War Pigs" atraía a atenção do público headbanger, e a banda a substituiu pela balada "Easy" da banda Commodores. Mike Patton fazia mil e uma bizarrices durante o show, como urinar em si próprio e beber o próprio mijo, e declarar em entrevistas algo sobre tentativas de boquete em si mesmo, o que levantou a questão sobre a sexualidade do cantor. Na sua passagem pelo Brasil, ouviu um álbum dos Titãs, conheceu o Sepultura (uma das bandas que ele admirava) e fez amizade com João Gordo, inclusive dando de presente ao vocal do Ratos de Porão uma fita de vídeo cheia de sexo bizarro e escatologias.

    Muita expectativa era feita em cima do sucessor de "The Real Thing". A banda continuaria pesada, mas ainda com um apelativo comercial além-limite? Continuariam sendo uma banda de rostinhos bonitinhos para deixar um bando de menininhas excitadas, principalmente no caso de Patton, ou seja, obedecendo a vontade da gravadora? Ou as bizarrices que o cantor vinha praticando teria influência na banda?

    Confere a última resposta.

    "Angel Dust" já chegou maldito. Vendeu feito água, mas não em mesma quantidade do anterior. E, com certeza, nem poderia. O que era levemente irônico e era meio estranho em seus videoclipes, davam lugar à esquisitice total. Foi uns dos discos que inaugurou o termo "suicídio comercial", mas classificá-lo apenas como isso, seria até erro. Merece um estudo mais aprofundado. Mike Patton aparecia estranho, bizarro e doentio, trazendo para o som do Faith No More todo o experimentalismo que usava na sua banda paralela, o Mr. Bungle. Composto quase sem a participação do guitarrista Jim Martin-reza a lenda que ele apenas mandou as bases da guitarra gravadas em fita K-7. Sonoramente, a banda evoluía também, incorporando com sucesso elementos eletrônicos e teclados climáticos.

    O clima sombrio já soa forte na primeira canção do álbum, "Land Of Sunshine", apresentando o clima que vai perdurar o álbum inteiro: se o sonho acabou, como disse Jonh Lennon, Angel Dust transforma um fim de sonho no início de um pesadelo esquizofrênico. O peso da guitarra, a intensa bateria de Mike Bordin, o ameaçador baixo de Billy Gould e o desafiador clima emitido pelo teclado de Roddy Bottum, contracenavam com vocais de Patton ou vocais de fundo puramente irônicos, que contracenavam com risadas (Eis algumas das ironias cantandas por Mike: "You have a winning day, so keep it/Your future/You're an angel heading for a land of sushine/and fortune is smiling upon you".."Does emotional music have quite an effect on you?/Do you feel sometimes that age is against you?/Sing and Rejoice!/Yeah, Sing And Rejoice!").

    O álbum continua pesado, sombrio e estranho em "Caffeine", que começa pesada, vai para um ambiente abandonado de terra destruída sugerido pelo teclado. Os vocais de Mike são incessantes, lunáticos e neuróticos. Chega-se a vez do quase-hit do álbum (não que não tenha feito sucesso-mas, é um dos hits mais esquisitões que eu já vi) "Midlife Crisis", com seus versos sussurrados e refrão gritado. Um teclado sinérgico e efeitos eletrônicos soam altos nessa música.

    Difícil continuar...quase todas as músicas hipnotizam. "RV" chega a assutar de tão neurótica que é a sua letra ("Backside melts into a sofa/My world, my TV, and my food"..."Someone taps on me on the shoulder every 5 minutes/Nobody speaks english anymore"..."I think it's time I had a talk with my kids/I'll just tell 'em what my daddy told me/YOU AIN'T NEVER GONNA AMOUNT NOTHIN' "). Seu arranjo remete a uma trilha cinematográfica de filme antigo, e impossível não prestar atenção à voz de fanfarrão bêbado e gordo que Mike encarna.

    "Smaller And Smaller" remete um pouco ao Faith No More do álbum anterior mas persiste sombria, e "Everything's Ruined" (porque não dizer que o título dessa música é um resumo de todo o conteúdo do álbum?) tem um início calmo para descambar em guitarras pesadas e vocais incessantes, e partes que podem ser consideradas até-pasmem, para este álbum-felizes. "Malpratice" deve ser a mais porradona da bolacha, lembrando até um heavy metal tradicional abortado de forma violenta, mas ainda tão pesado quanto. Prova disso é uma certa diminuída que ela dá em certa parte, com o teclado soando como o de um filme infantil, para o peso invadir a estrutura de novo.

    "Kindergarten" é, junto com "Malpratice" e "Jizzlobber" as músicas mais Heavy Metal de todo conteúdo presente aqui (com os Riffs lembrando Bad Brains e Sepultura fase "Roots"), apesar de ainda bem distorcidas do caminho que uma música tradicional desse tipo deveria seguir. Barulhos radiofônicos em certa parte, prosseguem com a viagem. A letra, igualmente neurótica, falando sobre ser reprimido, excluído e educado na base da violência. "Be Agressive", com seu início quase que medieval de teclado, até, se mostra bastante irônica, com um coro de cheerleaders gritando insistentemente o nome da canção. Mike Patton dita uma linha vocal sempre desafiadora (gritando "I swallow, I swallow, I swallow", antes do coro).

    "A Small Victory" reflete a habilidade da banda em soar acessível e sombria, pop e estranha, comercial e fora dos padrões ao mesmo tempo, na mesma canção. Diga-se de passagem, uma forma brilhante de estragar um hit. O seu final entrega isso (merecendo até tradução: "se eu falar em um volume constante/ num tom constante/ num ritmo constante/ diretamente no seu ouvido/ você ainda não irá ouvir").

    Sombria e pulsante, "Crack Hitler" fala sobre o cotidiano de um traficante. A voz de Patton parece vinda de um rádio nos versos, mostrando que a esquizofrenia continua imperando forte. Em "Jizzlobber" o peso soa alto novamente, valendo-se de guitarras graves e furiosas e Mike berrando, muito, sem limite ou senso de aceitação do que é aceitável para ser ouvível. "Midnight Cowboy" é outra irônica em um clima tão pertubador imperando no panorama geral. É o tema versão folk do filme "Perdidos na Noite", tocado por Roddy Bottum no acordeão; mas novamente, sem chance de fazer sucesso; soa até brega. E a banda inclui no álbum o cover de "Easy" dos Commodores, esta sim a faixa mais comercial; mas, egressos de um público heavy metal, gravar uma faixa de teor pop é pedir para ser xingado.

    Todas as características da piração pode-se ter a partir de título e capa-Angel Dust é o nome de um substância ilegal extremamente viciante; quanto à capa, em que você vê um cisne levantando vôo, na contra capa se tem uma cabeça de vaca, frangos depenadas e etc.-um açougue em plena atividade. Seria a insinuação da tentativa de tentar soar comercial,pop,audível, e ao mesmo tempo esquizofrênico, pesado e sem sentido?

    Não é pecado dizer que esse álbum foi uma bomba na banda-fazendo o guitarrista Jim Martin tirar seu time de campo, deixando espaços para uma roda de guitarristas, entre outros membros de outros instrumentos que passariam pela banda. Depois disso, seriam gravados o subestimado e mal-amado "King For A Day, Fool For A Lifetime" (indicado por alguns como o álbum geratriz do New Metal) e "Album Of The Year"- o último de estúdio da banda, realmente, o mais fraco, mas que nem por isso deixa de ter seus méritos.

    Hoje, Mike Patton trabalha em seus inúmeros projetos, como Mr. Bungle, Tomahawk, Fantomas,Lovage, e outros que não me lembro agora, e abriu a gravadora Ipecac, dedicada a projetos próprios (todos marcados por experimentação e não-comercialismo, desnecessário dizer) e artistas do seu interesse. O baterista Mike Bordin tocou um bom tempo com a banda solo de Ozzy Osbourne, tocou em participações com Jerry Cantrell (Alice In Chains) e ajudou o Korn por uns tempos, sendo hoje em dia baterista freelancer. Roddy Bottum deu continuidade à sua banda paralela Imperial Teen, com seus álbuns rendendo bons resultados no cenário indie. Billy seguiu tocando com o Brujeria e deu início a uma gravadora obscura, trabalhando em grande maioria com artistas latinos. Jim Martin ficou meio parado depois que saiu da banda- tocou em projetos obscuros, inclusivo o disco solo intitulado "Milk And Blood", e hoje reside em um rancho interiorano.

    Como já dito "Angel Dust" provocou um barulho dos diabos, deixando claro que nada mais seria como antes. A sombra dele permanece até hoje. Depois disso, o cenário continuaria muito bonitinho, com as bandas da mídia agindo sobre movimentos frios e calculistas de seus empresários. Antes e depois do álbum resenhado aqui, sempre foi realidade, e é desafio que poucos conseguem encarar, nadar contra a maré desse modo. E, com a idéia do álbum suicida, nos anos 90, ninguém ousou, assustou e literalmente, botou pra fuder como o Faith No More fez.

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    posted by billy shears at 11:15 PM | 1 comments

    sábado, abril 16, 2005
    Ozzy Osbourne-Bark At The Moon




    O álbum Bark At The Moon foi o álbum que levantou Ozzy Osbourne após a morte de Randy Rhoads, guitarrista e amigo de Ozzy. Foi um álbum que realmente Ozzy deve ter pedido a Deus, pois se não existisse o Bark At The Moon, Ozzy teria morrido na praia com Randy. O Bark At The Moon mostra definitivamente que se algum guitarrista saísse da banda, ele substituiria por um do mesmo nível ou até melhor, que foi o caso de Jake Lee assumir as guitarras neste álbum. Bem chega de embronhação e vamos logo para a análise desse álbum onde o Ozzy é um lobisomen insano.

    A primeira faixa Bark At The Moon já entra com um riff histórico da guitarra furiosa de Jake Lee, um riff excepcional, que faz da música uma das melhores do Ozzy Osbourne, o solo da música é muito bom e de uma técnica impecável, fica o destaque para as viradas da bateria no refrão, que o torna empolgante.

    Passamos para a segunda faixa You're No Different, está já mais lenta, muito bonita a faixa, um das melhores faixas, essa é para aqueles dias que você está apaixonado e busca inspiração para se declarar, o solo tem tudo haver com a música, um solo puxado e meio chorado, a faixa é bastante interessante.

    Próxima parece ser de balada, Now You See It (Now You Don't), outro riff muito bom, a música tem todo um destaque quando entra no refrão e o Ozzy diz: "Now You See It, Now You Don't", com aquela voz que ninguém consegue imitar, seguido de um solo muito bom. A faixa é muito boa.

    Rock 'N' Roll Rebel é outra música bem agitada, que faixa boa meu, dá até vontade de fazer air guitar escutando um álbum desse, há cada solo excelente, sempre variando, o vocal do Ozzy está ótimo como sempre, a faixa tem mudanças muito interessantes na guitarra.

    Meu Deus, que riff é esse caraca, Centre Of Eternity, a faixa mais empolgante do álbum! Um começo de órgão bem medieval, abrindo para a entrada de um riff furioso de Jake Lee, a faixa tem um refrão de empolgar qualquer um, as viradas de bateria é o que mais empolga no final do refrão, além da criatividade monstruosa de Jake Lee. Enfim, uma faixa de tirar o folego de tão boa.

    Depois de uma faixa tão furiosa como a Centre Of Eternity, segue a lenta So Tired para repor as energias, a música é bem tranqüila, com destaque para o teclado, a música apesar de tranqüila é bastante trabalhada, com instrumentos de orquestra, uma faixa que não deve em nada das outras. A faixa faz você viajar um pouco, para um lugar distante.

    A faixa agora é Slow Down, faixa muito boa, a guitarra volta a ser rápida, o refrão é muito legal, o solo é muito bom, o tecladista está arrebentando na música, faixa excelente.

    Para fechar com chave de ouro o álbum, Waiting For Darkness, a faixa tem todo um feeling, é marcante a canção, muito boa, eu ficaria escutando essa música umas 10 vezes seguidas. Muitos acham a Waiting For Darkness a melhor música do álbum, e para mim é a faixa mais trabalhada do álbum. O final do álbum é algo lindo.

    Pena que o álbum já acabou, você que nunca ouviu Bark At The Moon, quando você ouve a primeira vez você acha chato, na segunda vez você pensa: "Nossa até que é legal", na terceira: "Cara esse é o álbum da minha vida". O álbum é viciante, e se torna apaixonante principalmente pela variedade de músicas que o álbum possui, além de riffs contagiantes, aliás, todo álbum com Jake Lee é viciante, procure o The Ultimate Sin, o outro álbum com o guitarrista. E não é exagero dizer que o melhor albúm do Ozzy não é nem com o Randy, nem com o Zakk, o melhor é com Jake Lee, o melhor é o Bark At The Moon. Se for levar um cd do Ozzy, procure primeiramente pelo Bark e pelo Blizzard Of Ozz.

    posted by Dark at 6:54 PM | 1 comments

    quarta-feira, abril 13, 2005
    Pantera-Cowboys From Hell

    Para quem acha que o início dos anos 90 foram monopolizados pelo grunge, alguns álbuns dizem o contrário a isso. A maioria favoritada ao grunge é incontestável, mas discos como o pirado "Angel Dust" do Faith No More, o sempre lembrado "Fear Of The Dark" do Iron Maiden e o petardo "Cowboys From Hell" do Pantera deram uma bela levantada no que não era grunge. Fala-se aqui do último dos três exemplos.

    O Pantera, ex-banda de glam rock, ou "metal farofa", aparecia na mídia Rockeira cavando uma imagem suja e violenta, apresentando sonoridade e letras nada sutis. Contando com o monstro Phil Anselmo nos vocais, o estupendo guitarrista que agora já descansa em paz 'Dimebag' Darrel Abbot, a fera, digo, o irmão de Dime, Vinne Paul na bateria armando uma cozinha detonante com Rex Brown, baixista, o álbum tem um pouco da sonoridade herdada do seu anterior, "Power Metal", o primeiro com Anselmo nos vocais. Herança, que, aliás, seria esquecida com o passar do tempo, pois a partir daí o Pantera ficaria cada vez mais pesado, agressivo e insano.

    Ao álbum, sobram elogios, apesar de não ser fã ardoroso de algumas bem poucas canções do álbum. A faixa-título já entra quebrando tudo, impossível ouvir e não se lembrar do seu riff inicial. O solo também é algo memorável. Dimebag se mostra o guitarrista certo, muita banda não chegaria aonde quer nem com dez guitarristas, e o Pantera só precisou de um. O refrão de fácil memorização e que incita empolgação para berrá-lo junto com Phil e comparsas é outra razão para tornar a música um hino.

    O álbum continua quebrando tudo em várias faixas, como nos vocais incessantes da porrada "Primal Concrete Sledge", a insanidade do petardo "Psycho Holiday", e na magnífica "Cemetery Gates", que nasce lenta (com a voz limpa de Phil soando quase como a de Chris Cornell do Soundgarden), cresce repentinamente, e quando parece ficar lenta outra vez, pesa tudo. Podendo ser chamada a canção cadenciada do álbum, virou clássico para os headbangers. Outros destaques merecidos surgem em "Domination", com passagens mais metal, outras mais hardcore, "Clash With Reality", talvez a mais aproximada do Thrash tradicional ao lado de "Message In Blood".

    Na época, o álbum causou muito barulho, o que abriria portas para a banda ficar cada vez mais violenta no seu som e Phil ter envolvimento com substâncias ilícitas. A junção desses dois fatores foi crescendo cada vez mais, as letras ficando cada vez mais autobiográficas e hostis, e o som cada vez mais brutalmente inaudível (do jeito que um headbanger gosta), o que pareceu atingir seu ápice em The Great Southern Trendkill.

    Resumo da epopéia: Estréia fulminante para o grande público, o álbum faz a alegria de qualquer headbanger e é altamente recomendável. Metal destilado em homéricas doses de porradaria. Falando em poucas palavras: Clássico total, pérola metálica. Pantera Rocks!

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    posted by billy shears at 1:57 PM | 0 comments

    quarta-feira, abril 06, 2005
    Slayer-Reign In Blood



    Para quem é amante do bom metal, aí está um álbum essencial, é até meio impossível não se render de joelhos a ele. Uma banda no auge da sua criatividade detonando tudo. O Slayer foi um dos responsáveis pela criação e do desenvolvimento do Thrash Metal, a vertente do metal resultante do casamento entre o Heavy Metal e o Hardcore, ao lado do Metallica-"Show No Mercy" do Slayer e "Kill 'Em All" do Metallica diferiam de tudo feito na época, que estava em seu princípio de ser governada pelas bandas da New Wave Of British Heavy Metal e do Glam Rock.

    "Reign In Blood" é, do ínicio ao fim, um dos clássicos dos clássicos do Thrash Metal. Terceiro álbum da banda, é pauleira do princípio ao fim, é porrada atrás de porrada, sem descanso, com músicas praticamente emendadas uma à outra, um dos àlbuns mais rápidos para a época. O lirismo muitas vezes adotando temas abertamente satânicos (porém, difícil responder se era apenas abordagem ou apologia), e uma ou outra crítica. Tudo isso feito com brilhantismo pela formação Tom Araya no vocal e no baixo, a dupla de guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman e Dave Lombardo na bateria.

    O álbum já começa desumano e violento, com "Angel Of Death", abrindo espancadoramente e de forma espetacular a barra que há de ser aguentada. Dave Lombardo toca em assustadora velocidade, as guitarras são violentas e Tom berra, berra e berra, provando ser uma das melhores vozes do Thrash Metal! "Angel Of Death" fala sobre o médico nazista Joseph Mengeli, que praticava operações bizarras em vítimas vivas, ou mortas, tudo isso descrita de forma agonizante pela banda. A força da letra e a violência da música são explícitas.

    "Piece By Piece" é a seguinte, com bateria sendo tocada sem piedade, a vítima são seus ouvidos. A banda novamente aborda uma temática violenta, com versos como "...a única maneira de sair dessa/é indo pedaço por pedaço" e "a sua cabeça está em minha parede". E, sem descansar, temos "Necrophobic", cantanda de forma absurdamente rápida por Tom Araya e detonada com velocidade mais que mortal pela banda, é brutal demais para tímpanos despreparados poderem suportar.

    "Altar Of Sacrifice" é outra música brutal e rápida, onde as guitarras soam cruéis, os vocais rasgados e a bateria socada sem parar, que logo abre espaço para a letra corrosiva de "Jesus Saves", uma feroz crítica a todas as religiões que pedem dinheiro sem nenhum pudor de vergonha. Sonoramente, é outra música magnífica, mostrando que o álbum inteiro é pedrada atrás de pedrada! Uma das faixas em que as guitarras mais soam pesadas. Pauleira intensa e insana.

    Aparentemente, com a introdução lenta de bateria de "Criminally Insane", parece que você vai poder sair vivo dessa. Não, não, a banda novamente vai rolando ladeira abaixo. Dave Lombardo bota pra ferrar aqui, soca a bateria com uma velocidade assustadora. Em certo ponto, a música diminui seu ritmo, e volta a ser rápida e destruidora. "Reborn" é outro petardo musical, em uma velocidade estonteante e assustadora. Que faixa magnífica! "Epidemic" não deixa a peteca cair, com sua letra desumana e som destruidor. Uma aula de se fazer música pesada, não deixa nem cinzas sobrarem.

    "Postmortem" começa quebrando tudo, também, um dos melhores desempenhos vocais de Tom no álbum. As guitarras estão cortantes, cruéis, com Kerry e Jeff demonstrando que não é de hoje que mantém sintonia de 100%. Dave Lombardo, não precisa nem citar. Esse cara é um monstro! Lá para o fim da música, Tom pergunta, "você quer morrer?".

    Isso que dá aceitar o desafio de ouvir esse álbum. Emendada a essa, temos a chuva de "Raining Blood", que parece ter sido planejada para ser a trilha sonora do Juízo Final. O Riff da música é foda demais e dispensa elogios, um dos melhores de toda a história do Thrash Metal. É impossível você ter chegado até aqui e não sentir êxtase em ouvir essa música. Ela impõe a verdade que, se você quer um álbum realmente perfeito da história do Metal, deve comprar o Reign In Blood de imediato.

    Uma nova edição vem com duas faixas bônus, a paulera inesquecível de "Agressive Perfector", primeira música gravada em estúdio pelo Slayer, que já havia aparecido no 'ao vivo em estúdio' "Live Undead". A segunda, é uma remixagem de "Criminally Insane", tocada de forma mais lenta, mas nem por isso menos pesada.

    Inenarrável o prazer e êxtase ouvindo esse álbum. Fica a critério de cada um como algo tão extremo pode ser clássico, mas aos apreciadores e conhecedores da vertente extrema do Metal, é indispensável. Reign In Blood é o primeiro da trinca de ouro do Slayer, seguido por "South Of Heaven" e "Seasons In The Abyss". A banda foi, e é de grande influência no Thrash, Death e Black Metal, álbuns como "Hell Awaits" e a trinca de ouro são os preferidos de muita gente. Enfim, não perca a oportunidade de quebrar o pescoço.

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    posted by billy shears at 8:37 PM | 0 comments

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